Marta Medeiros Elegancia do Comportamento
O IRREPETÍVEL
Há acontecimentos na vida que não admitem reedição.
Por mais que a memória tente rearrumar as peças, por mais que o coração procure réplicas, por mais que o desejo se vista de esperança, certos encontros pertencem a um único instante do universo, e jamais regressam com a mesma força.
Não porque falte coragem.
Não porque falte amor.
Mas porque o caos — esse dramaturgo secreto — escreveu um enredo que não se repete.
Há amores que não voltam porque não nasceram para durar: nasceram para revelar.
Há paixões que nos atravessam como relâmpagos — belas, breves, devastadoras — e deixam em nós uma claridade que nenhuma rotina suporta.
E, ainda assim, tentamos.
Tentamos reescrever a história.
Tentamos transplantar a emoção de um corpo para outro, como quem tenta acender uma fogueira com cinzas frias.
Tentamos encaixar um novo rosto no formato exato do antigo.
Tentamos repetir o gesto, o riso, o perfume, o tremor, como quem repete feitiços que perderam o encanto.
Mas o coração não aceita imitadores.
O que nos marcou não foi apenas a pessoa — foi o instante.
A circunstância.
O invisível.
Aquela interseção secreta entre tempo e alma, onde algo se abriu dentro de nós e nunca mais fechou no mesmo lugar.
É inútil reinventar o que foi único.
O universo emocional não admite plágio.
Há feridas que só aquele corpo sabia curar.
Há abismos que só aquela voz sabia atravessar.
Há silêncios que só com aquele olhar faziam sentido.
Há vertigens que só aquele toque despertava.
Transferir esse sentimento para outro contexto é como tentar mover uma constelação inteira para outro céu.
Nenhum encaixe funciona.
A geometria do amor é exata demais para ser manipulada.
Talvez seja essa a beleza brutal da experiência humana:
nem tudo é reaproveitável.
Nem todo amor é reciclável.
Nem toda paixão sobrevive à tentativa de repetição.
O que vivemos uma vez, vivemos uma vez apenas.
E é justamente essa precariedade que faz do instante um milagre.
Não caberá em outro corpo.
Não caberá em outra história.
Não caberá em outra tentativa.
O máximo que podemos fazer é honrar a verdade do que sentimos — e seguir.
Não como quem busca substituições, mas como quem reconhece que há acontecimentos que são portas: abrem-se uma vez e nunca mais se repetem no mesmo lugar.
E talvez seja assim que o caos nos ensina:
não para que reconstruamos o que acabou,
mas para que aceitemos que o irrepetível também é uma forma de eternidade.
O IRREPETÍVEL
Há coisas que não se repetem.
Não por falta de tentativa, mas porque o mundo não devolve o mesmo vento duas vezes.
Você até buscou a fresta que um dia se abriu — a mesma luz, o mesmo acaso, a mesma vertigem. Procurou outro corpo onde a memória coubesse, outra pele com o mesmo ritmo secreto, outro olhar capaz de fazer a respiração errar o passo.
Mas não havia réplica.
O que aconteceu — aconteceu numa combinação que não se fabrica:
um gesto que não estava previsto,
uma falha no tempo,
uma distração do destino.
Foi ali que algo passou por você e não voltou.
Depois disso, tentou reorganizar o enigma.
Mudou a cena, trocou os nomes, alterou o cenário — e o milagre permaneceu imóvel, como se dissesse: não me convoque.
Há eventos que não obedecem.
Você percebeu tarde que não buscava outra pessoa.
Buscava o ruído exato daquele instante — aquele som que só seu coração reconheceu e nunca mais ouviu.
Mas não se captura o eco de algo que só existiu no momento em que rompeu o silêncio.
O resto é tentativa.
E tentativa tem outro brilho.
O que ficou não é lembrança, é marca:
um leve desvio na alma, um lugar onde o mundo tocou e retirou a mão antes que você entendesse o gesto.
Não há como refazer isso.
O universo não trabalha com versões revisadas.
Há histórias que não querem continuação.
Querem apenas ser o que foram:
um rasgo preciso,
um acontecimento sem repetição,
um idioma que você só escutou uma vez
e nunca mais soube pronunciar.
O racismo no Brasil se caracteriza pela covardia. Ele não se assume e, por isso, não tem culpa nem autocrítica. Costumam descrevê-lo como sutil, mas isto é um equívoco. Ele não é nada sutil, pelo contrário, para quem não quer se iludir ele fica escancarado ao olhar mais casual e superficial.
O homem dito "moderno" trocou seu cérebro pela internet. Todo seu comportamento e ações são o que a massa de ignorantes manifesta na rede.
O homem até pode ser falho ; porém cabe a cada um verificar os motivos dos seus erros, pode ser que a corrente de maus comportamentos seja uma herança ruim que você não teve culpa alguma.
O que amamos, às vezes, nos é tirado. Penso que tiram de nossas vidas muito do que amamos. Mas jamais tirarão nada dos nossos corações
Um sonho, um deslize.
Um deslize em um tormento.
Um tormento eterno na vida.
Uma vida em um pesadelo.
Um pesadelo em um sonho.
Meu livro, amigo presente em todos os momentos da minha vida. Serás o meu sinal de existência após a minha partida.
Na vida há dois tipos de homens: ambos caem, mas há o que se levanta. Este é o que constrói os caminhos e nutre a esperança.
Na vida há aqueles que se dedicam somente a si mesmo.
Felizmente, há aqueles que se entregam aos outros.
O sanguíneo por falar demais acaba passando por mentiroso , então o falar menos e ouvir mais é uma excelente opção para ele.
Quando um melancólico fleumático é favorecido demasiadamente ele se torna um tormento para aqueles que precisarão dividir herança com ele.
Certo sábio disse a uma formiga gigante:
-Quanto vale o coração de um homem bom?
Se isso tivesse preço; disse a formiga, seria difícil mensurar porque com a alta dos produtos e o alto índice de inflamação creio que o coração dele poderia ser vendido por uma bagatela no mercado livre .
Sabe-se que o homem vale aquilo que as pessoas vêem publicado sobre ele, mas para Deus o valor de um servo valeu o sangue do seu filho e isso não tem dinheiro que possa pagar.
O derepente de Deus é algo que a mente humana ainda nem está preparada pois ele pressupõe um longo tempo de respeita por algo ou alguém e quando do nada Deus te entrega sua promessa parece que foi algo rápido.
Sabe porquê?
Porque nem tudo o que Deus te mandou fazer enquanto espera depende de outra pessoa, as vezes depende da sua obediência e maturidade para receber.
