Mario Quintana Frases de um Amor Corespondido
Em uma tarde fria de um dia qualquer, vou tentando me reerguer… entre lembranças que insistem em doer e a esperança que, mesmo frágil, ainda teima em permanecer. Cada passo é lento, mas carrega em si o peso da coragem de não desistir.
Tentativa e erro é um conselho sábio, mas apenas quando os erros não iguala o número de tentativas, quando cada falha serve de aprendizado e não de peso, e quando persistir ainda tem mais valor do que temer o fracasso
O paradoxo do vazio que me habita é como um quarto com janelas abertas para o nada, ali encontro solidão e liberdade, medo e um estranho alívio que me sussurra para ficar.
Eu escrevo na esperança de que um dia alguém leia e compreenda esses cacos de mim, sem esse entendimento, as noites de insônia, as crises da minha depressão correm o risco de não ter deixado rastros que valham a pena.
Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.
Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.
O impossível é a montanha que desafia o peito, um grito contra o abismo, a prova crua da coragem que não se rende.
O medo ronda, mas não governa, é sombra frágil diante do peito em chamas, um invasor que nunca tomará morada.
Cada passo no breu é lâmina encandescente, um corte na escuridão, abrindo a trilha brutal da esperança.
A força nasce do fundo mais sombrio, um poço oculto, visceral, onde o ser toca a raiz indestrutível da própria essência.
A coragem brota no território do medo, um jardim feroz que floresce na sombra, vida que desafia as trevas.
Me reconstruo tijolo por tijolo, um castelo de esperança erguido da ruína, cada pedaço, uma vitória sem testemunhas.
As trevas que um dia me subjugavam transformaram-se em matriz de sabedoria. Entendi seus contornos, extraí deles lições e agora navego na penumbra com a calma de quem sabe que cada sombra anuncia um novo nascer.
Ouvir Raindrop, de Chopin, é deixar-se conduzir a um lago invernal. Cada gota que tomba no silêncio da água reverbera como a confissão íntima da solidão.
Caminhamos para um futuro incerto, vindos de um passado que não nos pertencia, a vida oferece-nos não escolhas, mas estradas traçadas, onde o impossível e o inevitável se entrelaçam a cada passo.
O mal não é uma falha ocasional da humanidade, mas um traço indelével de sua essência, irreversível como o tempo.
