Mario Quintana- Brevidade da Vida
De tempos em tempos, é preciso dar um reset na vida, um pause, ao longo do tempo, a rotina acaba com o significado de viver.
Silenciosamente a vida te prepara para os obstáculos que irá enfrentar.
Sem que você perceba, todos os recursos materiais e espirituais começam a chegar.
E quando o desafio enfim se apresenta, você está totalmente pronto para lidar e superar!
A vida sempre me bateu muito, fez eu adquirir calos. Ao longo de anos, fui mudando, me moldando e me blindando. Hoje sou apenas alguém que não possui sentimento algum.
A vida me fez ser uma pessoa que não pode ter medo nem inseguranças, não posso perder tempo com distrações.
Aprendi que, num cotidiano marcado pela dor, hesitar pode significar retroceder. A cada passo, preciso demonstrar coragem mesmo quando as pernas tremem. Essa imposição de resistência constante cria um estado de alerta quase doentio, cada distração vira um risco de me fazer esquecer o quão frágil sou.
Às vezes, o destino, a vida, vão te ensinando a ser mais duro. Isso é um ato de sobrevivência. Com o tempo,
descobrimos que não é todo mundo que merecem sua risada, seu abraço, sua atenção. Essa é apenas uma evolução que faz você sobreviver mais um dia. À medida que enfrento olhares de pena e sussurros disfarçados de “preocupação”, tornei-me endurecido, proteger o coração tornou-se instinto de defesa. Essa casca emocional me impede de receber
afeto genuíno, mas me mantém vivo quando tudo ao redor parece conspirar para me derrubar.
Às vezes a vida vai te apresentar acontecimentos que parecem ser o fim, e realmente é, porém é um fim necessário, esse fim chega para dar espaço para um novo e bonito começo. Comece diferente, que esse seu novo começo não se torne aquele fim que já foi embora. Escrever, por exemplo, tornou-se catarse que me mantém vivo, mas sei que esse novo rumo exige vigilância para não se perder no medo do passado.
Realmente devemos fazer a vida ser a mais harmoniosa possível, devendo nos espelhar em Jesus Cristo, que levou uma vida simples e o seu dever era amar. Ainda que sendo o príncipe dos exércitos, teve humildade de morrer por um pecado não cometido, só para nos salvar. Inspirar-me na trajetória de alguém que suportou sofrimento em prol do próximo me ensina que amar pode ser ato mais radical do que resistir à dor. Em cada gesto de humildade que tento ter, sei que carrego um fardo pesado, ser gentil num mundo que recompensa a dureza, mas busco nesse exemplo força para continuar, mesmo quando meu corpo falha em demonstrar fé.
Não me recordo de não ter sofrido em alguma etapa da minha vida, tudo que tenho recordações, de uma forma ou outra, estava enfrentando algo, passando por algo, essas recordações me fazem ver o quão tive que ser forte para me manter de pé, o quão suportei coisas para não proferir minha raiva, quando tratado como um objeto, vou continuar nessa linha, não tenho escolha. As memórias de cada sessão dolorosa ou de cada olhar de piedade se misturam em meu passado como um mosaico de batalhas vencidas e perdidas, reconhecer que cada cicatriz, visível ou não, foi conquistada a ferro e fogo me mostra que minha força é menos sobre ausência de fraqueza e mais sobre a resiliência que surge quando “não ter escolha” se torna um chamado à sobrevivência.
Escolhas ecoam na vida,
cada atitude abre ou fecha caminhos.
Diante do câncer e da perda de movimentos, escolhi o verbo em vez do silêncio, tornei‑me narrador da minha própria história. A dor não desaparece,
mas, ao escrever, reencontro o controle
que pensei ter perdido.
As notas de Tchaikovsky tocam minha dor, como se conhecessem minhas cicatrizes. No caos da vida, sua música dá forma à angústia e por um instante, ela dança.
Somos cordas… E a vida, um martelo de piano. A cada golpe, dor, doença, preconceito, vamos desafinando… Minhas forças se esvaem, minhas emoções tremem em dissonâncias. Ainda assim… insisto em vibrar, tentando harmonia
onde só há fúria.
Minha vida… um depósito de excessos inúteis. Tristezas, pensamentos sombrios, compaixão mal direcionada… restos de guerras sem vencedores. Sou um reservatório entupido de emoções tóxicas, incapaz de filtrar o que me faz bem. Cada sorriso forçado… é um disfarce frágil
diante da avalanche de memórias escuras. No fim… essa batalha interna não deixa heróis, apenas sobreviventes… exaustos.
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
Tem dias em que o cansaço pesa e a vida parece uma canção repetida. Mas mesmo nessa rotina silenciosa, há um fio tênue de esperança, o sono que acolhe, o descanso que renova, e a certeza de que, a cada amanhecer, uma nova nota pode surgir na melodia.
A vivificação da vida completa se pela bipolaridade inconstante dos fenômenos e movimentos que nos celebram por dádiva a dor e o prazer.
Temos pelo menos dois tipos básicos de interpretação e aprendizado da arte em nossa vida.A primeira como um opção de ocupação, que demanda conhecimento de uma técnica e um controle de administração do tempo.E a segunda como a opção de expressão que demanda a sem fim pesquisa incessante de todas às técnicas e uma total liberdade inovadora criativa sem fim e sem começo, uma inquietação muito além de qualquer tempo.
Felizes são muito poucos de nós que a vida dadivosa nos dá o sagrado direito e oportunidade de repassarmos atos e fatos de nossa vida passada, à limpo.Não que vivamos entre maus projetos, rabiscos, contas mau feitas, rasuras e rascunhos mas nem sempre temos o devido tempo ou foco para reconsiderarmos todas às rotas precipitadas, as palavras desordenadas, os julgamentos sem por quês ou reflexões e as pessoas inocentes que vamos deixando magoadas e tristes inocentes pelos caminhos.Parece me como o se ouvíssemos o canto frio das noites de lua quarto minguante pelas praias com a brisa seca empurrada ao vento.Muito menos que um canto, entre um gemido e um acalanto assemelha se a um choro abafado monotônico das criancinhas que nunca existiram, como se fossem filhos órfãos nossos, filhos nossos que nunca nasceram mas foram expelidos pra fora sem o devido amor.Como é bom receber de quem se ama, de novo uma antiga lição pois sabemos que a vida, cedo ou tarde nos dará de novo sem o devido amor, carinho, consideração e apreço.Pode vir de qualquer jeito e teremos que aprender de uma forma ou de outra, sem tentativas perenes para aperfeiçoamento e busca de perfeição.
Eu com mais de cinquenta anos de vida não aprendi a viver.As pessoas não querem opiniões sinceras, verdades e muito menos realidades com isto só é querido, popular e amado quem espalha grandes inverdades por onde transita à generosos convites. Ninguém na verdade quer fazer certo, por que não sabem ou por que não querem mesmo fazerem mas o importante é sempre achar interessante está inusitada forma errada de fazer.As pessoas cometem os mesmos erros seguidamente por vários anos e nos procuram como vítimas novamente mas nunca devemos re lembra las que está é a décima oitava vez que incorreu no mesmo erro....isto jamais....devemos aguar os olhos e exclamar : Quanta pena sinto de você. Eles não descobriram o quanto você é especial.Contudo isto confesso que tenho dificuldades para mudar mas venho tentando da minha melhor forma, sorrindo levemente sozinho, olhando para o outro lado e falando cada vez menos à respeito de tudo e principalmente de todos.Enfim sinto que tenho uma grande chance de ser ainda nos próximos anos, tolo, bobo e assim , mais feliz.
- Relacionados
- Frases de Mario Quintana
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- 67 frases para pessoas especiais que iluminam a vida
- Charles Chaplin sobre a Vida
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Charles Chaplin Poemas sobre a Vida
- Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
