Marido Desligado de Fernando Pessoa
As palavras pedem muito pouco: um papel que as sustente e um grafite sobre suas cabeças, e assim a eternidade...
Deve-se procurar somente pensar e falar com acerto, sem querem sujeitar os outros ao nosso gosto e a nossos sentimentos. É uma empresa demasiado grande.
Muitas das vezes, as coisas nunca acontecem como desejamos; elas chegam espontâneas e sem compromissos. Resta-nos segura-las e dar o devido valor, caso contrário da outra vez será difícil de acontecer e, ficamos a bel prazer das reminiscências ocasionais.
Paixão e Poesia
Paixão pela poesia
Eis pro poeta a estrela guia.
Quem nunca se apaixonou,
ao menos um dia,
desconhece a beleza da poesia.
Paixão é a luz
que desperta a inspiração;
o desejo de expressar
o que sente o coração.
Paixão, razão do escrever;
sobre a vida, sonhos, ideais.
A natureza que encanta:
o amor, os amigos e muito mais.
“O galo tem um peculiar orgulho: porque, além de “comer” todas as galinhas; ainda acorda a vizinhança”.
Talvez, tenha perdido algo que amei, mais aprendi que o amor é algo comparado a flor
só irá nascer no campo se plantar, apenas cresce se regar, e se fortalece ao cuidar
pudesse morrer de solidão, mais a flor no campo, vive olhando para o horizonte, e sabendo que,
o Sol que lhe fez crescer, irá sempre voltar ao amanhecer,
A perca de um amor, não é perca, pois se tenha ido, não merece tua espera,
Pois a flor, sempre esperou o sol nascer no dia seguinte
E eu, sempre esperei você voltar a regar nosso jardim...
...O nosso jardim
A COR DO VÁCUO
Como se contemplasse uma paisagem impalpável,
Testemunho recorrentemente
O ocaso e o desassossego dos sóis humanos:
Ainda hospedados na nave d’aurora;
A meio caminho do limite da estrada
Sombria, pérfida e sinuosa;
Dando passos cautelosos, breves
Sobre a obliqua corda bamba
Da falcifórmica alegria,
Cuja sina é ser o corpo
Que sempre tomba
Muito antes de chegar
Á fonte da água cristalina.
A mais pura verdade
É que a flor da inocência
Mal eclode, desabrocha, prospera;
Já sofre voz de prisão
E passa sua vida ----
Que, na gestação,
Emitia uma luz
Tão impávida, ígnea ---
Numa empedernida cela:
Solitária, sádica,
Faca a esventrar
Inclementemente
As vísceras da mental aquarela.
Ah, a onipotência da crueza
É uma força inexorável:
Ela desfila pelas passarelas da guerra;
Ela se alimenta de almas errantes, erráticas, crédulas;
Ela se transforma continuamente
Nos habitacionais carcinomas da selva de pedra.
Ah, a miséria humana
Ah, a sede por vidas etéreas
Sôfrega e celeremente
Apodera-se da nossa chama e medra soberana.
E depois,
A paisagem do vácuo
É o que unicamente sobra:
Não há mente
Não há verve
Não há lembranças nem versos de protesto
E de paixão.
O que vive é um corpo:
Um corpo
Que não ama, não pensa.
Um corpo
Que não sente dor, desejo,
Brisa, luto ou tampouco saboreia a vida.
O que vive,
Finalmente,
É uma matéria
Que apenas anda
E ocupar lugar
Sob a imensidão
Da atmosfera da Terra.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Sei que é preciso Gritar, sei que é preciso Lutar e se for Preciso cuspir...
O meu coração se rasga de dor... não por mim apenas, mas por aqueles que passaram pelo o que estou passando e não tiveram forças para gritar, lutar e se fosse preciso cuspir na cara desses que são detentores momentâneos do “Poder” que se julgam acima da própria Lei que é o nosso único instrumento de Amparo.
EU?
Eu sou alguém que sabe que o mundo adoeceu...
E a cada dia me convenço mais dessa nossa loucura,
porque não me excluo.
Quantas vezes me vi concordando com absurdos inconfessáveis?
Quantas vezes acreditei na verdade comercializada,
como se o valor da verdade correspondesse a preço?
Somos esse mundo louco que não se encara,
que teme ver no espelho a cara feia da decepção,
a horrenda mas infantil imagem de seus próprios passos,
as tortuosas curvas dos nossos caminhos
encantados e consequentemente falsos.
que prodigiosamente nos levam a lugar nenhum.
As pessoas boas estão sozinhas e desprezadas.
As pessoas simples frequentemente são subjugadas.
Os inocentes morrem cedo.
As qualidades são dia a dia questionadas,
mas os defeitos podem ser revisados,
revisitados, compreendidos, perdoados.
Queremos matar um leão por dia
e ainda assim temos uma voraz fome de paz.
Suplicamos aos céus fagulhas de luz
mas ignoramos olhos que brilham ao nos ver.
Perdemos horas decifrando os que nos magoaramm
e minutos rindo dos que dizem nos amar.
Clamamos contra a solidão, mas não permitimos que alguém nos ame de verdade.
Tememos a sinceridade, mas permitimos
que nos enganem sem cerimônia .
Julgamos tolos os que nunca nos fariam sofrer
e atraentes os que nos fizeram chorar.
Já não sabemos distinguir o riso do deboche,
o apaixonado do idiota, o sofrimento do sofredor,
o carinho do desejo, a inocência da dissimulação,
a fé da ignorância, o amor da possessividade.
O mundo está doente...
Nós estamos doentes...
Estamos viciados em dor.
Vivemos um eterno doping emocional,
social, canibal, insano,
digerindo as pílulas amargas da desilusão
e transpirando com pressa nossa capacidade de amar.
Diante de pessoas dignas nos apiedamos.
Com quem não tem valor nos aventuramos.
Somos a antítese do que sonhamos ser na infância.
Ou nem sabemos quem somos.
Louco mundo dos "sem noção"!
Perdemos a capacidade de amar sem medo,
mas temos a coragem de nos entregar por nada.
O mundo está doente!
Somos o mundo!
E eu,
faz tempo,
nem sei quem sou.
AMOR ALHEIO
Eu faria qualquer coisa
Por este estranho amor
Descobri que você é:
O remédio da minha dor
Amamos e nos rejeitamos
Estranho a forma de ver
Tentamos compreender
Este infinito amor alheio
Quem inventou esta forma
De amar sem ser o dono
Sempre longe um do outro
E viver neste abandono
Não mandei meu coração
Apaixonar-se por você
Pois ninguém me avisou
Que seu amor era alheio
Se eu pudesse escolher
E não! O meu coração
Eu faria esquecer
E me libertar de você.
