Maos que se Tocam
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
A vida estava ali quase ao alcance das mãos, mas eu não conseguia tocar - consumido pelo descaso do acaso e vitimado pela ilusão de que tinha o controle de tudo.
—
A semana começou com muitas sementes nas mãos e pés descalços ao chão na casa do semeador. No instante ardor dos desafios do arado, os olhos e ouvidos estão postos a uma nova forma de lavrar. Nasceram ventos, palavras, silêncios. No coração, frutos e amadurecimentos; quem dirá agora o que plantaremos?
(TORVIC, a casa do semeador).
Em todas as vezes que precisei ser forte e lutar, mãos me foram estendidas. Nunca estive só, tampouco fiz tudo sozinha.
Gratidão a Deus, aos meus guias, aos meus amigos e àqueles estranhos que simplesmente quiseram fazer o bem!
@cstrsc
simulacro & simulação
o amor também está
em desenhar coelhos e patas
com a sombra das mãos
na madrugada mais fria do ano
o teto aceso por um vagalume
e os edredons intactos
enquanto os dedos dançam
sob a pele
Se minha vida está em risco, entrego-a nas mãos de Deus, porque somente Ele tem poder sobre o meu destino
O opressor e seus cúmplices
O poder do opressor raramente está apenas em suas mãos. Ele não domina sozinho; sustenta-se nos ombros de muitos que, direta ou indiretamente, lhe dão suporte. E o que torna esse jogo perverso é que, frequentemente, entre esses ombros estão os dos próprios oprimidos.
Simone de Beauvoir, com sua lucidez, disse uma verdade incômoda: “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.” É um soco no estômago da nossa percepção de justiça. Porque, ao repetir as mesmas estruturas que nos subjugam, acabamos, sem perceber, reforçando as correntes que nos prendem.
Essa cumplicidade pode se manifestar de várias formas. Às vezes, é o silêncio. Aquele silêncio que opta por não enfrentar, por temer as consequências. Outras vezes, é a imitação. Adotamos as regras do opressor, acreditando que, ao fazê-lo, seremos menos alvos, mais aceitos. E, em muitos casos, é o comodismo, a aceitação de que “sempre foi assim” e, portanto, não vale a pena lutar contra.
Mas o opressor não é apenas uma figura autoritária ou um sistema visível. Ele pode ser uma ideia, um hábito, um preconceito que internalizamos. Pode ser o padrão de beleza que seguimos enquanto criticamos, a desigualdade que aceitamos como natural ou o julgamento que fazemos de quem tenta escapar das regras impostas.
Os cúmplices não são vilões; são humanos, como todos nós. Agem muitas vezes por medo, por ignorância ou por cansaço. Resistir ao opressor exige esforço, e o esforço constante pode ser exaustivo. É mais fácil acreditar que a submissão é inevitável do que imaginar o risco de resistir.
Ainda assim, é preciso romper esse ciclo. Porque a força do opressor está na rede que ele tece, e cada fio dessa rede é sustentado por quem cede, por quem acredita que não tem escolha. Reconhecer a nossa participação — mesmo que involuntária — é o primeiro passo para quebrar as correntes.
Seja no discurso, na atitude ou no silêncio, precisamos nos perguntar: “Estou ajudando a perpetuar o que me oprime ou estou buscando uma saída?” Porque o opressor só é forte enquanto acreditamos que ele é invencível. E, muitas vezes, o primeiro ato de resistência começa quando um oprimido deixa de ser cúmplice e decide, finalmente, ser livre.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Meninos da serra
Meninos,
Com pedras nas mãos no alto da serra,
O barulho do mundo
Por acaso não espanta
O choque das pedras nas águas do rio?
Nov/ 1974
ENTÃO!
Sonhei uma padaria num pão de moça bonita...
Que só para com minhas mãos,
sovar suas avenidas.
E numa troca de desejo e calor,
Eu acordo e vejo o MEU amor;
Que é quando derreto kkk
e então posso a pincelar em meus beijos,
e no calor de meu coração,
eu te aqueço.
Os teus ouvidos estão enganados.
E os teus olhos.
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
Enganada pelos sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
Que procuras inutilmente,
Há tanto tempo,
Pelo teu corpo, que enlouqueceu.
Nossa fé é algo vivo, exatamente por caminhar de mãos dadas com a dúvida. Se houvesse apenas certeza e não dúvida, não haveria mistério e, portanto, nenhuma necessidade de fé.
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