Mãos

Cerca de 8741 frases e pensamentos: Mãos

O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condições sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais dá.

O perdão que me proponho é lento, como cerâmica. Modela-se com mãos que não esmorecem. Algumas peças racham no forno e perdem a forma. Outras saem perfeitas, surpreendendo até o artesão. E percebo que imperfeição também é beleza.

A ternura que procuro é de origem doméstica. Não vem de placas nem diplomas, mas de mãos simples. Ela aparece em gestos que não pedem retorno. Quando recebo tal ternura, sou restaurado. E volto a acreditar em recomeços honestos.

Plantei raízes no silêncio ansiando pelo sol da esperança, mas mãos alheias cobriram a terra, impedindo-me de florescer.Meu caule se ergueu trêmulo, buscando o céu em vão, pois a sombra de terceiros pesava mais que minha vontade. E assim sigo, metade semente, metade lembrança do que poderia ser; um destino podado antes do tempo, um sonho que ainda respira sob a terra.

Não me faltou vontade, nem coragem para crescer. Faltou-me apenas o espaço que mãos alheias roubaram. Chamaram de orientação o que era apenas prisão; chamaram de liderança o que não passava de opressão.

O regresso é miragem, um delírio da memória, a farsa de que ainda existe um ontem em nossas mãos.

Aprendi a falar pouco sobre dor, falo mais sobre resultado, minhas mãos contam o resto.⁠

A jornada foi escola de paciência, sei esperar o tempo que o fruto precisa, colho com mãos firmes.

Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.

Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas

O vício não prende as mãos, mas corrói as raízes invisíveis que sustentam quem você sonhou ser.


EduardoSantiago

“No Natal, as pessoas abraçam o presépio com as mãos limpas e o coração sujo: celebram o nascimento do amor enquanto crucificam o próximo em silêncio, embrulhando a própria hipocrisia em papel dourado".

"⁠Cicatrizes Invisíveis"

Fui jarro nas mãos erradas,
quebrada sem que me vissem,
minhas palavras, vazias
no silêncio das piadas disfarçadas,
minhas histórias, rasgadas
nos sorrisos forçados.

O que era risada
era apenas disfarce.
Havia inveja mal escondida,
um veneno suave,
despido de palavra,
mas que se infiltrava
no olhar que cortava sem tocar.

Tirei 10,
mas foi um prêmio falso,
uma vitória que não era minha,
encoberta pelo peso
do olhar que disfarçava o desgosto
e se escondia atrás de uma máscara
de amizade,
que, na verdade, não passava de um jogo.

"Vai confiar em cobra besta",
disse a professora, com um sorriso
que não via minha dor,
mas refletia o reflexo de quem me cercava,
de quem me deixava sangrar
sem sequer perceber o corte.

E naquele espaço vazio,
encontrei o que faltava:
amizades que nunca se esconderam
na sombra da inveja,
que não precisaram me diminuir
para se sentir elevadas.

Porque o que é genuíno
não fere, não corta,
não ri do sangue que escorre.
Agora, sou inteira.
Não sou mais jarro.
Minha autoestima, antes despedaçada,
é agora uma fortaleza construída
com os pilares da verdade e da confiança.

A inveja mal escondida
já não me atinge,
não porque ela desapareceu,
mas porque, agora, sou forte o suficiente
para não me deixar mais quebrar.

E quem riu enquanto sangrava,
não entenderá a paz que hoje tenho,
pois aprendi que a luz verdadeira
não se apaga com sombras alheias.

De que adianta andar com a Bíblia nas mãos, se ajoelhar e orar, se:
Não respeita as Leis e as Normas
Anda sem cinto de segurança
Fala ao Celular dirigindo
Passa o sinal vermelho
Faz conversão proibida
Estaciona seu carro em lugar proibido
Não respeita o estacionamento para idosos, gestantes e cadeirantes
Etc...etc...etc...!!!

⁠Deus te deu duas mãos, uma para si ajudar e a outra pra ajudar o próximo, portanto use suas duas mãos

Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.

Viu alguém caído, estenda as mãos.

Que eu nunca mude; que as minhas mãos sejam sempre estas mãos acolhedoras, acolhedoras, acolhedoras.

Só as mãos são minhas, o resto é sabedoria de Deus.

Mãos ao alto,
Num gesto de adoração ao amor.
Coração acelerado, frio na barriga,
Mãos suadas.
Perdi tudo para esse sentimento
Restou apenas eu
E a solidão.