Mão Amiga
Música: lado de dentro.
Entrou na minha vida, ressuscitou o demônio,
Dizendo que era água viva, destruiu meu sonho.
Foi mais que exorcista, trouxe outros fenômenos,
Um jogo de sombras, onde tudo é veneno.
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.
Teus olhos eram chamas, me queimavam por dentro,
Fui preso nas correntes do teu sentimento.
Mas agora sou forte, não sou mais refém,
Vou escrever minha história, o final é só meu bem.
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.
Ponte
E se o demônio voltar, eu não vou temer,
Minhas feridas curadas, eu vou renascer.
Com cada passo firme, eu deixo pra trás,
A sombra que tentou me prender em seu laço.
Refrão
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.
NO CÔNCAVO DA MÃO MORTA
.
.
No côncavo da mão morta
havia uma chave...
não sei para que castelos.
.
Para qual porta, oh Deus Entranhas,
tal chave – tão triste chave –
em certo dia foi forjada?
.
Havia aquela chave
não como uma pedra
no meio do bom caminho,
mas no côncavo da mão morta.
.
E essa mão,
tão inerte e já bem morta,
cujo corpo era seu mero apêndice,
ao mesmo tempo oferecia
e segurava a chave.
.
O gesto, embora pálido,
tinha a cor dos desesperos!
Parecia dizer, nos entrededos:
.
Pega esta chave,
se tu és digno dela,
e cuida do seu metal
como se fosse cristal
precioso, de tão frágil.
.
Antes de tudo o mais,
colhe-a como uma fruta
já por mais do que madura.
A ela recebe – tão suculenta –
entre teus próprios cinco dedos.
.
A chave, no côncavo da mão morta,
parecia a mim implorar-assim:
“Leva-me... a meu destino,
que para isso nasci”.
.
E a mão côncava
acrescentava:
“Leva-a, que somente por isso
insisto em me entreabrir”
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Ipotesi, 2021]
Eu, não estou chateado com ninguém, eu cansei, cansei de pessoas que vem tirar sua paz, as vezes dedicamos mais do que recebemos, a reciprocidade é de mão única. Não se esforçam o tanto que me esforço, buscam só o fácil ou melhor utilizam do seus resultados. Quando eu percebo que você está abusando do que estou oferecendo, família, amigos, relacionamentos, é hora de parar por aqui.
Título: Escrevi à mão.
A jovem mais bela, o sorriso mais sincero,
um coração que ainda desconhecia a paixão.
Até que, um dia, minha boca, sem consideração,
disse a um amigo: "A olho faz um tempão..."
Não entendo o que está acontecendo.
Ele riu: "É paixão, vai acabar perdido, Lucão!"
"Que paixão? Sou louco, maluco não!"
Mas, para mentiras, eu sou bom,
até que ele me convenceu a falar.
Não tinha coragem, nem noção,
então, uma carta escrevi à mão:
"Serás minha? Sim ou não?"
Tremendo, no papel deixei minha indagação,
entreguei com medo, quase sem olhar,
mas o "sim" que veio fez meu peito parar,
a cabeça girar, os pulmões gritar.
E num segundo, sem hesitar,
quis ao mundo inteiro cantar
o quanto feliz me fez ficar.
E a felicidade, fugaz como o vapor do café, se dissipou com a mesma rapidez... Mas, nesse breve instante, a vida me ensinou que até o mais efêmero pode ser eterno dentro da memória ao qual guarda o peito.
Título: Escrevi à mão.
A menina mais linda, o olhar encantado,
Mas meu coração? Andava parado.
Até que um dia, sem me segurar,
Falei pro amigo: "A olho sem parar..."
Ele riu na hora, nem quis escutar:
"Isso é paixão, não dá pra negar!"
"Que nada, rapaz! Deixa de inventar!"
Mas ele insistiu, rindo sem dó,
"Se gosta, confessa! Não seja um bocó!"
Coragem? Passei bem longe então...
Só me restou escrever à mão.
"Serás minha? Sim ou não?"
Dobrei o papel, tentei disfarçar,
Deixei na mesa, saí sem olhar.
Mas quando vi, lá estava o "sim",
O mundo girou, quase teve um fim!
Fiquei tão bobo, nem sei explicar,
Só quis gritar e sair pra dançar!
E hoje eu rio, lembrando então,
Da minha primeira grande lição:
Que às vezes o medo atrasa a paixão,
Mas tudo se resolve num bilhete à mão!
Não queria largar tua mão
Não consigo imaginar como vai ser ficar sem teu abraço que me faz sentir em casa, independente da minha localização
Não sei como vai ficar minha pele sem as sensações que teus toques aleatórios causam
Meus pensamentos não conseguem parar de ecoar tua voz, já não presente em meus ouvidos
- Como você faz tudo isso e vai embora?
Como se tudo tivesse sido tão supérfluo e insuficiente, incapaz mesmo de te fazer querer ficar
Parece que você não nota o quanto afeta esse teu desejo de mudança constante
Essa sua mania de não criar raízes ainda vai te derrubar no meio de uma estrada, só, sem saber para onde ir
- Mas você é tão boa em escapar, que vai dar um jeito, vai levantar trôpega e dar a volta por cima...
E eu, no alto do meu desdém, vou engolir a seco e calar a miudeza do meu orgulho
Te odiando por ainda me fazer te amar tanto, a ponto de desejar teu mal.
"A esperança é a mão invisível que nos levanta quando os pés já não encontram forças para seguir. Ela é o sol que nasce em meio à noite mais escura, prometendo um novo dia de possibilidades."
Quando resolvo escrever
A minha mão, ela sente
Mas tenho quase certeza,
Eu escrevi com a mente.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
16/12/2024
O mundo na palma da mão, cuidando com o que você coloca no seu coração. “Porque a boca fala o que transborda o coração”Mateus 13,37
Doe amor
Pegue na mão, por favor
Olhe nos olhos com ternura
E abrace com vontade
Amanhã será outro dia
Volte a dar alegria
E não se surpreenda
Se tiver tirado alguém da agonia
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