Manipulação
Os pastores sob ameaças de um pinscher deveriam ao menos constranger os inocentes que ainda esperam por falsos profetas.
O que torna as viagens na maionese, de um mitomaníaco, ainda mais irrelevantes, é a possibilidade dele acreditar nelas.
Os Covardes e Arrogantes são especialistas em guerra palavrosa: lutam nas Narrativas e Bravatas, sempre na esperança de convencer os tolos a se lascar por eles.
Há uma só verdade: enquanto muitos não compram a Bravura que os Arrogantes e Covardes tentam vender, muitos ainda se recusam a pensar com a própria cabeça.
Se não tivéssemos tropeçado na desgraça da espera pela instrumentalização das redes sociais e das igrejas, para nos interessarmos por política — talvez os influencers não a tivessem transformado nesse medonho reality show.
Ontem éramos, em maioria, meras plateias sob as lonas invisíveis do Circo de Horrores brasileiro, hoje, quase todos divididos — os riscos são outros, habitar o manicômio que a polarização insiste em construir para o amanhã.
Vindo dos mesmos que trouxeram a sabedoria fast food: “a economia a gente vê depois” — só nos resta retribuir-lhes com o que eles fazem com a nação: fingir preocupação.
A perda da capacidade de questionar algo — especialmente Lideranças Religiosas — pode nos precipitar nos infortúnios da linha tênue entre a Fé Genuína e a Fanatização.
