Mamãe e Papai Te Amo
Eu trago, saboreio do gosto amargo
Pois sei que tu nada me tragás
Contigo nada será tragado, trazido
Somente o trago gerador da fumaça perdida e solitária já me bastas
Neblina dos meus pensamentos
A fumaça perdida se dissipa
Sem rumo, sem rua
Sem trilha, tampouco avenida
Uma dor insalubre
Me deixa rude
E que não faz bem pra mim
Por culpa condeno o pulmão, fígado e o rim
Quem não rega o seu jardim interior
e não planta o seu canteiro com flor
emurchecido estará o lado amador...
Pois, todo afeto tem um jardim, e todo
jardim um cultivador poetando amor.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Me faz bem, me faz mal, me faz viver
Sincero e que não mente
Nao sei se é a cura ou o remédio
Apenas que preenche o vazio existencial carente do meu ser.
Chorou pela face
aquela saudade,
que esqueceu de enxugar.
Mesmo de olhos cerrados
a todo momento
seu rosto era recordado.
Palavras de amor
engasgada,
sendo as vezes
pelo coração soluçado.
Restou a lembrança,
mas muita coragem e esperança.
Afinal...
o amor é como a vida,
ele nasce,
mas ninguém sabe quando
termina!
Sergio Fornasari
E essa história de amores incondicionais não acaba fácil e não tem iguais, não adianta tentar nem insistir amor assim não vai existir, porque este amor não é simples, é muito verdadeiro é nem o mundo inteiro entenderá este amor.
O que eu vejo e sinto, são apenas pessoas, vivendo em um caos, sem paciência pra ver o lado bom que cada um tem. Os detalhes passam desdespercebidos.
Vai ser sempre assim, você sempre estará lá.
Em cada olhar, em cada sorriso, em cada poeirinha da saudade que sinto
as pessoas se apaixonam de maneira
muito misteriosa
talvez até um toque de uma mão
eu, me apaixono por você a cada dia
eu só quero dizer que estou apaixonada por
você, e serei até o mundo acabar
Diante do entretanto,
Espreito as formas.
Estampada sob sentido,
Percebida da não salvação.
Mais aflige que esmorece,
Afugenta e tudo é vivo.
Na rotineira selvageria,
Isento de predicado.
Onde sempre comparado,
Doravante, derribado.
Insuperável condição a existência,
Nessa escassez de pormenores.
De ignorante espírito espontâneo
Infindável iniquidades sem nomes.
Movendo, sedento,
Desentendido de quê?
De fato, guarnecem,
Lacunas do existir.
Diante do entretanto,
As pupilas são porta d´alma.
Não há luz noutro recanto,
Cotidiano, espanto.
A mover-se pelo pranto,
Descompasso o coração.
Desventura no caminho,
De um filho sem irmão.
Diante do entretanto,
Diante...,
A vida passa sem mágoas,
Diante dos próprios olhos.
Ah, moço.
Moço da risada engraçada
e do sorriso de criança,
das piadas sem sentido
e dos olhos da cor de esperança.
Ô, moço...
Se você soubesse
que esse seu jeito me encanta um tanto.
Se você soubesse, moço,
o poder desse seu sorriso de canto.
Moço.
Se você soubesse
o que cada "se cuida" carrega,
o que cada palavra entrega.
E com você por perto, moço,
meu coração sossega.
