Mamãe e Papai Te Amo
Onde você está agora? Aqui, ali ou acolá! Estás em mim! Como sempre esteve, desde que te conheci; mesmo distante caminhas comigo amor, pois tu és tudo, meu sentido, meu ar, minha vida, pois esse amor foi presente de Deus e me sinto afortunada só de te amar e ter conhecido o verdadeiro amor, sendo assim andarás para sempre comigo, mesmo em outras vidas...
E do nada um enorme medo toma meu coração, tenho sentindo coisas por ela que a algum tempo não sentia por ninguém, não sei como o coração dela está e é muito cedo para perguntar o que ela sente, só sei que tenho medo e ao mesmo tempo ciúmes e ao mesmo tempo tenho a convicção de que ela é tudo que eu mais quero e é com ela que eu quero estar.
O lamento da Cidade.
Ôh! Esses muros que brotaram.
Eles saltaram da terra e foram crescendo. Crescendo... criaram farpas sobre eles! Olha: agora são arames! Não! São elétricos.
Por todos os lados e em todos os lugares. Vejo somente prisões?
Cadê? Onde está a minha Goiânia?
Aquela cidade em que cresci com as pessoas vendo as casas? As pessoas nas varandas. Os jardins rosados. Com cheiro de jasmim?
Onde estão as praças floridas e as fontes jorrantes? As crianças cheias de esperança, correndo ou em velocípedes... tão lindas! Nos seus rostinhos havia esperança.
Aos olhos de quarenta centímetros de altura, hoje tem tela branca.
Onde estão os cumprimentos? E os lugares que se chegavam?
A cidade virou um muro.
E dentro de cada fortaleza vivem pessoas. De magoadas, ficaram amargas!
A cidade não é mais minha. Nem eu pertenço a ela.
Goiânia hoje é cinza e espelhada. Mas não se vê nos reflexos. Porque a imagem é indigesta.
Ela deixou de ter a Rua 20 com a Casa do Dr Vigiano.
Mataram a Amoreira. Mataram as lembranças.
Nem sei se sou de Goiânia. Ou ele que nunca foi de mim.
Hoje é um Centro, onde eu tenho medo de caminhar.
É uma ausência de cor. Numa ironia sarcástica frente ao Sol.
Ao invés de brilhar. Goiânia consome a luz.
Não. Não é uma cidade feita para nós os seres humanos.
Transformaram Goiânia para os carros.
De nossa terra... a um culto à vaidade.
Deparei-me assustada! Eu deixei de amar.
Quando aconteceu?
Como foi?
Não sei explicar!
Quando os espigões iam subindo. As pessoas ficaram mais egoístas.
E eu vi gerações apagadas pelo materialismo. Sozinhos e tristes. Nossos sonhos se apagaram de luz natural amarela para luz branca.
O asfalto queima. Demonstra uma Anhanguera com o significado de seu nome. Ela arde nossa pele ao andar. Existe uma gaiola no meio dela. Uma falta de sombra.
Existe povos desencontrados dentro da minha encantadora ilusão. Mais educados querem ostentar. Os mais pobres ficavam marginalizados na periferia. Hoje a periferia da periferia é para os ricos encarcerados em seus feudos de medo.
Muda-se de lugar. Mas não muda-se a mentalidade.
O que mais de valor podemos dar? Dinheiro? Não! Dedicar nossos talentos e espalhar conhecimento. De que me adianta este altar de vaidade? Se somos todos perenes nesta Terra?
Há um clamor! Um choro que perpassa os nossos olhos e aceitamos como “natural”. Este lamento é a exposição não de uma cidade. Mas de nossas crenças. O que fizemos com Goiânia?
E minha linda cidade... Princesa adornada com lindos arcos deitados no meio do Cerrado.
Com pulseiras de flores e brincos de fontes.
Passou a ser um triste vazio. Um abandono escuro.
Na minha memória.
Uma dor no meu coração.
Uma repugnância ao horror do progresso sem amor.
Fizemos Goiânia. Lutamos no meio do nada por ela. Matamos a bela sonhada pelo jovem Atílio. Porque não soubemos cuidar da cidade para nós ao invés de para mim.
Hoje, ela mostra-se amarga. Ela chora e nós sofremos.
E para os mais jovens... começa a diáspora!
Fogo
Ele enfiou a mão na minha cara de novo. O punho dele me atingia como um míssel alcançando um passarinho que cruzou seu caminho. Era pesada, seca e gélida, mas cheia de sentimento. Meu rosto jorrava sangue e ele socava a parece tentando amenizar a raiva pra não vir a fazer um estrago pior do que já havia feito em mim. Eu estava caída no chão, mas não chorava. Sentia tanta raiva quanto ele, mas ele chorava, eu não.
Peguei a bolsa em cima da cama, abri a porta e olhei pra trás, ele ainda estava com a mão dentro do buraco que havia feito na parede, olhava pro chão e cerrava os dentes, bem como o punho livre. Suas mãos estavam cheias de sangue, de ambos. Desci as escadas e não olhei mais pra trás. Peguei meu celular e te liguei. Você estava a quilômetros, mas como sempre, chegou em minutos. Eu esperei na calçada de casa e ele não desceu pra me procurar, não me ligou nem fez a mínima questão de saber pra onde eu havia ido. Enquanto te esperava eu cravava as unhas na carne das mãos, acrescentava mais algumas luas às minhas tantas outras e sangrava ininterruptamente.
Você estacionou o carro de qualquer jeito, desceu correndo e me tomou nos braços perguntando o que aconteceu. Eu não falei, não conseguia. Apenas levantei, me evadi do teu abraço e dei a volta no carro. Entrei pelo lado do passageiro e pude ver tua camisa branca, fina de algodão completamente coberta do meu sangue. Dei um sorriso de lado e olhei pra frente. Você levou as mãos à cabeça e olhou pra cima, pro apartamento, ele estava na varanda, nos vendo sair e te olhando com o ar indiferente de quem sabe de todo o desfecho que vai se repetir.
Depois de entrar no carro você deu a partida e arrancou me fazendo incontáveis perguntas das quais eu nem me lembro e eu só te disse pra dirigir. Me perguntou pra onde e minha única exigência era que fosse fora da cidade. Saímos, passamos pela placa de “até logo, volte sempre”. Eu ainda sangrava e você enfiava o pé no acelerador tentando de alguma forma dissipar a revolta e a confusão que sentia. Eu abri o vidro da janela e te disse pra não falar porra nenhuma, sentei na janela com o carro em movimento, as costas pra paisagem e olhando pra estrada infinita que se estendia à minha frente. Você pisou no freio e eu fiz um sinal negativo com a cabeça. Era madrugada, o vento frio assanhava meus cabelos e gradativamente coagulava meu sangue.
Você parou o carro no acostamento, chorando e desceu, deu a volta e me puxou pelas costas, pela cintura. Me pedia uma explicação e eu simplesmente não conseguia falar. Você sabia o que tinha acontecido, no fundo sabia, sabia o que acontecia sempre, mas apenas me abraçou, abriu a porta, me conduziu pra dentro e assumiu de novo o seu posto. Colocou um de seus clássicos italianos no carro e só dirigiu. Paramos em um desses motéis de beira de estrada sem estrutura nenhuma. Você segurou minha mão, tirou minha roupa e limpou cada um dos meus ferimentos. Os do rosto, os das mãos, e me conduziu pro chuveiro, ainda vestido no seu terno preto com a gravata vermelha. Lembro de olhar pro teu relógio dourado quando levantou a mão ao ligar o chuveiro, eram 03:00 da manhã.
A água caía no meu corpo e conforme a adrenalina me deixava, as dores começavam a aparecer e eu gritava. Você percorria cada parte do meu corpo com as mãos, numa delicadeza impecável e me conduzia para manchas roxas milenares que eu nem lembrava que existiam. Os hematomas te faziam lacrimejar e você me abraçou, nua, debaixo do chuveiro e chorou junto comigo. Sem nenhuma segunda intenção, só a compreensão mútua e silenciosa que compartilhávamos a tanto.
Te contei sobre a nova traição, sobre o apartamento destruído e os copos quebrados, sobre as roupas que rasguei e sobre todos os hematomas que também deixei nele. Sobre os buracos dos murros na parede e sobre os em mim, a minha costela quebrada e o nariz dele, quebrado. Mas você já sabia de tudo isso, sabia de toda a história, de todas as brigas. Me disse que era doentio e que eu sabia, estava certo como sempre. Me disse que ficaria tudo bem e que eu não precisava mais ter medo, que o faria pagar e que ele nunca mais encostaria um dedo em mim. Eu te beijei. Fizemos amor pela primeira vez e foi realmente a primeira vez que me senti tão conectada com alguém. Você já tinha dito me amar outras tantas vezes mas essa fora a primeira que eu te disse. Você estava tão lindo, tão radiante e iluminado, meu bem... dormimos abraçados e na manhã seguinte, quando acordou, você não me encontrou, e por mais que se negasse a acreditar, sabia exatamente onde eu estava.
Você é paz demais pro meu caos.
Thaylla Ferreira Cavalcante {Os quatro elementos}
Queria em alguns momentos, me teletransportar para uma outra realidade.
Onde você pudesse me flagelar diferente, gastando sua raiva com pancadas.
Dores temporárias.
Suas palavras, espargem de cicatrizes meu tudo. Quem imaginaria isso?
Perco-me em ti
Me perdi em seu olhar
Olhar esse que hipnotiza-me
E nesses olhos eu encontro minha paz
Paz essa que acalma o meu coração.
Nos teus olhos vejo o mar
Mar esse que eu quero me afogar
E sentir toda a paixão
Que em seu olhar existe.
Extremismos sempre me assustaram. O mundo anda em uma rotatividade diferente de antigamente. O oito ou oitenta viraram oito ou oito milhões, alavancaram os extremismos e tudo se tornou exagerado. Viramos pessoas carentes cobrando do nada o tudo e essa conta não bate, nunca baterá.
A mágica dos negócios está na compreensão de que negócios são relacionamentos, gente se relacionando com gente o tempo todo. E o que une as pessoas é o amor. As pessoas querem ser amadas!
Cada um de nós precisa assumir a iniciativa de transformar seu trabalho em algo apaixonante, a começar pelos líderes, que devem transformar seus negócios em causas apaixonantes.
Você nunca saberá o que virá amanhã,
Então apenas seja, queira, lute, faça tudo hoje,
E se o amanhã chegar faça tudo de novo, até que o dia do fim da vida finalmente chegue!
PsGomes
Você pode prometer castelos, tesouros, bebês
Eu não ligo
Porque agora você é o suficiente para mim
Eu te quero perto
Como um conto de fadas, sentir seu hálito no pescoço
Você lembra o que eu amo, então, amor, me reconquiste
Sabe as batidas desse coração?
Percebe a melodia sem-noção?
Ela pertence alguém mas nem essa pessoa sabe.
Ela não obedece a ninguém,
Nem ao próprio músico, dançarino desafinado,
Apesar de selvagem, essa harmonia em especial é perfeita,
Pois é pura e real.
Não se mente para este artista,
Porque este compositor não tem filtro, não refreia o instinto,
Ele só segue o pedido do contratante,que nunca encomenda só recebe.
Ele rodeia sussurrando sem cautela,Seu nome,
A palavra mais temida que não se pronuncia em vão,
Pois não se brinca com o coração.
O vento veio e logo minhas preces levou, como se me chamasse, o meu peito acelerou. Então eu resolvi partir, sem medo, sem arrependimentos.
As dificuldades estão dentro de nós quando não aceitamos e entendemos que somos capazes , bastar querer!
Muita gente, ao tropeçar e tomar aquele tombo, se levanta, vai embora e reclama muito; que está doendo, que tomou um tombo, que tinha algo que fez com que houvesse aquele tombo.
Mas se esquece que levantou, andou e começou tudo novamente!
Procure mais deixar de ver os obstáculos.
Enxergue que não há obstáculos, e sim dicas e lições de como viver melhor.
Basta refletir!
"Imita na grandeza a Terra em que nasceste..."
Nem todos seguem essa linha de pensamento...
Infelizmente o exemplo que deveria vir de cima,
não vem, e ainda existe quem queira defender os
corruptos e corruptores...
Certamente esses são os MAUS BRASILEIROS...
AMOR PELO BRASIL
Marcial Salaverry
Só quem viveu em terra estrangeira,
dá o devido valor ao nosso torrão...
Viver nesta terra brasileira,
é que alegra o coração.
Sonha-se com a vida lá fora,
mas quando vamos embora,
e começa a bater a tristeza,
é que vemos quanta beleza
deixamos pra trás,
e quanta saudade isso nos traz...
Foi durante a revolução,
quis tentar nova situação,
e embarquei na aventura,
pois aqui a vida estava dura...
Só que depois achei besteira,
e voltei para consertar a asneira,
e assim sentir de novo a emoção
de estar de volta ao meu rincão...
Olhando pela janela do avião,
não nego que chorei de emoção...
Brasil tem seus defeitos,
nem poderia ser perfeito,
mas vive no coração
de quem aqui nasceu,
ou de quem aqui viveu...
“Imita na grandeza a terra em que nasceste”...
Sábias palavras,
que sempre mexem com a emoção...
Apenas é de se lamentar
aqueles que à corrupção querem se entregar...
Mais triste ainda quem os queira defender,
e a justiça que não os sabe prender...
Para bem o Brasil amar,
essa safadeza tem que acabar...
Marcial Salaverry
Milagre da Fé...
Meu destino era via traçada
Nos idos de janeiro de 1961
Partir, sem minha mãe merecer
Em parto prematuro, inseguro de ser
Seus gritos não eram de dor
Eram de uma mãe que queria ter
Nos braços, a vida evoluída no ventre
Mesmo que imaturo naquele repente
Mas lhe vieram vis intempéries
Tanto tempo antes do tempo certo
E sangrou, sangrou tanto e muito
A se lhe precipitar a vida romper seu fio
Tocou-lhe a face um calor de amor
E pôde ouvir ao longe uma voz serena
Que a consolou e deu segurança
Reavivando a Fé, boa Graça e esperança
Por um instante, deixara seu corpo
Deitada num leito, fim de seu trilho
Num repente, adornou-se de Luz Divina
Ouviu:"devolvo-te a vida e a de teu filho!
