Mamãe e Papai Te Amo
É inverno!
Celebremos,
Não é eterno,
Sempiterno.
- momento
Não recusemos.
É eterno!
Não recuemos,
- é extremo
Enfrentemos,
- o tempo
E o eternizaremos.
É sempiterno!
Como um afeto,
Reconhecemos,
É terno,
Intenso,
Logo, o passaremos.
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
A vida sempre surpreende,
- explicitamente
E até secretamente...,
A vida nunca mente,
- cedo ou tarde
A vida revela a verdade.
A vida em plenitude,
Corporificada em ti,
Amante e cintilante,
A vida é alucinante...,
- ela conduz a gente
Escandalosa ou silente.
A vida luminescente,
- incandescente
Sólida, líquida e gasosa,
Sempre é um presente,
- que se renova
E nos brinda plenamente!...
Não sossegue,
- enfrente!
A vida é feita de lutas,
siga em frente!...
É com coragem é que se vence
Todas as disputas... Gloriosamente!
Observo de cima,
Lá do alto dos montes,
Não há tempo que oculte,
- Ninguém que esconda
E ninguém que se esqueça;
Do Bem que fizeste,
Tal como o riacho cortando,
Os montes e prados verdejantes.
Como o Ofício cantado,
Pelos monges entoado,
Não há mal que permaneça,
- Deus sempre vem em socorro
Ele não nega o auxílio;
Ao órfão, à viúva e ao peregrino,
Ele é a Luz que alumia o caminho,
Verdade, Caminho e Vida que nos guiam.
Cada certeza dedicada,
Em prece ofertada,
Deste coração contrito,
- Tenho em ti a minha fortaleza
E cada desvio por ti remido;
A fé de quem carrega o teu perfume,
Embalando a tua misericórdia infinita,
Que és o verdadeiro amor da minha vida.
Longe de mim,
Proclamar-me poeta,
Eu não sei rimar,
Não sei o que é poesia,
- e muito menos diferenciar
A poesia de um poema,
Não sei se uma é melhor
Do que a outra,
É verdade! Eu sou doida!
Eu sou muito doida!
Porque quando escrevo
Faço uma confusão danada,
- e quase sempre -
Não sei quando uso a rima,
E a hora de fazer métrica;
Escrevo como uma fugitiva
Em nome da estética
E da razão que surge do nada,
Fugindo com a poesia nas costas.
Escrevo de forma bem atirada,
Do jeito que o Diabo gosta,
E deixa Deus bem corado...,
Estes versos sem propósito,
Seguindo pela rua desvairados,
Beijando doidamente,
Todas as bocas e aos bocados,
Eu realmente não sei escrever,
Longe de mim deixar-vos enganados...
Eu deveria viver sempre assim:
em plena contemplação
com um bloco de escrever,
e com você no meu coração.
E sempre que surgisse a inspiração,
eu a simplesmente colocasse no papel.
Eu deveria viver sempre assim:
encontrando bons motivos
em todos os sinais da Natureza,
para escrever versos de amor sem fim.
Porque você é a minha inspiração,
A minha poesia e canção do céu.
Tenho todos os motivos para ser assim,
Escrevendo mesmo até sem motivo,
Encontrei o meu maior presente do destino.
Feito a palha que procura pelo fogo,
Feito a abelha desejando a flor,
Eu sei de tudo! Queres além do firmamento,
Aspiras todos os meus beijos e o meu amor.
Com a mesma graça da borboleta,
Ardendo como fogueira,
Orgulho dessa paz que me faz tua,
Fonte que esbanja, e sabe ser serena.
Florida , invicta e encantada,
Estou a tua espera,
Aguardando por uma investida tua,
Não tenho cheiro da liberdade,
Eu sou a liberdade,
Sei que procuras pelo meu amor.
Eu tenho um corpo que te inebria,
Um sorriso que te ilumina,
O carinho na dose certa,
A gentileza que te afaga,
Sou a presença que não se acaba,
Surgi para ser a tua amada,
Eu sou presença que se faz estrelada.
Tu me procuras porque além das doçuras,
Também possuo loucuras santas,
No fundo as minhas asas de anjo vem da alma,
Tenho calma para ler a tua palma,
Eu sou cigana.
As tuas mãos lisas e serenas,
As nossas carícias intensas,
Passos que sabem por onde ir,
Mãos que sabem desenhar,
Bocas que sabem para onde ir.
Sonhos que escolheram se abrir,
Como veredas mansas e serenas,
- desabrochando plenas
Entre jasmins e orquídeas,
Como o balanço das palmeiras.
O amor é do tamanho do mundo,
Ele brilha em noite sem luar,
Através dos teus olhos escuros,
É a eternidade num segundo,
É verso a se propagar como profecia.
Fulgurante céu em esplendor,
Místico em tons aurirosados,
Celebrando os três reis magos,
Que presentearam Nosso Senhor.
Três presentes para Nosso Senhor:
Fé, Esperança e Caridade.
Paz na terra aos homens de árduos trabalhos,
Que os homens aprendam a viver sossegados.
Esvoaçantes nuvens a enfeitar,
O Sol crístico a repousar,
Ouro, incenso e mirra,
Desenhados no céu quase a estrelar.
Três presentes para Nosso Senhor:
Paz, Amor e Solidariedade.
Paz na terra aos homens de misericórdia,
Que os homens aprendam a viver em concórdia.
Dançantes notas do vento,
Beijos dos Anjos a brindar,
Vejo a Estrela de Belém no céu,
Anunciando que Jesus chegou para ficar.
Três presentes para Nosso Senhor:
Bondade, Justiça e Lealdade.
Paz na terra aos homens de boa vontade,
Que os homens aprendam a viver em verdade,
E sobretudo, em honestidade,
Paz na terra aos homens de fé sobrenatural,
Que os homens aprendam a fazer da Terra Paraíso primordial – celestial.
Amando os teus limites,
Sem limites e sem ajustes,
Sigo perscrutando, é sina!
É pouco dizer o quanto
[só você...]
Só você me alucina...
Sinal que sempre se renova,
- e que nunca tem final
Prova de um amor sem igual.
É afirmativo o segredo -
[ e o enleio...]
Que me encontro e perco...
Desta boca que me arrebata,
Dos teus vestígios quentes...,
Ah, o meu corpo fala!...
Há mais do que versos
Em nossos corpos...,
São poemas inteiros...
Sambas, forrós, vanerões,
Cores, aromas e inspirações,
De um país perfeito...
Amando o teu jeito,
A tua lembrança é viva,
O amor aqui sempre habita.
Não evito, não tento,
Não quero cair,
No teu esquecimento.
Jogo fora os desajustes,
Dou espaço para os ajustes,
E para as estrelas – os nossos lustres.
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Ouço o gentil bramido do mar,
- você aqui comigo não está
Grande é o espaço para sonhar,
Um dia você chegará para ficar.
Dizem que o vento te levou,
Canto para você voltar,
Quem uma vez se apaixonou,
Não esquece uma noite de luar.
Andas buscando mil desculpas,
Só para não me enfrentar,
Porque tens medo de amar,
E a tua vida me devotar...
Sei que não acertei na rima,
Perdoa-me, ainda sou menina;
- fiquei perdida -
Talvez seja até a minha sina.
De viver em busca do amor,
Tentando entender o mapa,
Que me leva até a mina
Deste homem que fascina.
Talvez eu tenha uma chance,
De nascer de novo,
Para redescobrir esse ouro,
De renascer esse romance.
Como o teu beijo que me fala,
Aprecio o céu cor de opala,
Como a sutileza,
Nado nesse mar azul turquesa,
Carinhosa areia branca,
Cor de areia na ampulheta,
O amor está cheio de esperança...,
- todos misturados como letras;
Enchendo o coração de fé
e engrandecendo esse amor que não
cansa e nem se cansa... Vive e crê!
A tarde chega lentamente,
Exorcizo os fantasmas,
Desocupo a mente,
Dou abertura à poesia,
Ela que me acompanha
Sempre carinhosamente.
O mar alisa a costa,
Sei o que você gosta,
Faço perder a hora,
Rasgo todas as normas,
E você nem se importa,
Assim sou a tua aurora...
Sempre hei de ser tua,
Subversiva e rebelada,
Assim existo para você,
Eu sou a tua amada,
Em versos flamejantes,
Sou o mais lindo dos brilhantes.
Tenho flores na fronte
Carrego você comigo,
De mim não te tiro;
O teu beijo é fonte
De toda a inspiração.
Só de te olhar,
Não resisto,
Quero te amar,
Insisto,
Não canso de esperar,
Suplico - e repito,
Como uma oração...
Tenho sabores na boca,
Todos em minha saliva,
Especiais para dois,
Esperando por ti,
Não me farei de esquiva,
Te olhei como quem solicita,
Aguardo você aqui,
Para experimentar,
Para apalpar,
Para acarinhar,
Para beijar,
Para o teu colo me dar.
A tua imagem é evocação
Do que é mais puro,
Do que é mais belo,
Do que há de mais fecundo,
Nunca vi nada igual
Nesse mundo és paraíso,
Um inacreditável feitiço;
Que rendido aos meus versos,
Tornou-se um menino levado,
Em meu peito abrigado,
Farei-te meu bem amado,
Completamente entregue à paixão.
A tua presença é percebida,
- olho para o céu e te aprecio
Percebo-te divinamente,
Presença boa no coração,
E que apazigua a mente.
Tens tudo de mim,
- sou capaz de prosseguir
És o meu ar - o meu tudo,
Por ti navego pelo mundo,
- entrego-me sem fim
Para o meu Senhor do tempo.
A tua presença fluída,
É expressão do amor,
Por ti escrevo poesia,
Faço-a com bom ardor.
Ossos, músculos e sentimento,
- és completamente meu.
Não calo para o mundo nem
Por um instante - o amor amante.
Imagem e matéria fulgurante,
Não te perco, e nem me faço errante.
Trago em mim esse amor valente,
Existe gente que se engana que sente,
Eu sinto-o verdadeiramente,
Seguindo a vida encantadoramente,
Como um rio calmamente
Levando o barquinho tranquilamente...
Florescem na primavera cubana várias flores,
Flores de matizes multicores,
Florescidas estão o ano todo as flores brancas,
Mães, Avós, Sobrinhas, Primas, Irmãs, Esposas e Filhas,
Mulheres de corações partidos,
Prisioneiras da liberdade de consciência,
Pedindo a anistia para que pedaço de seus
corações lhe sejam devolvidos,
Pais, Avôs, Maridos, Sobrinhos, Primos, Esposos e Filhos,
Para que as multicores de suas vidas que lhe
foram desaparecidas sejam libertadas e entregues
ainda com vida e ainda em vida.
Ainda que sejam Damas de Branco,
Flores de uma primavera e todos os amores,
Florescidas em liberdade e na tristeza desconsideradas,
Por um coração que nunca se permitiu abrir a porta para
a primavera e se inundar pelas emoções mais estreladas,
Talvez ele se esqueceu que foi Filho, Primo, Sobrinho e até
mesmo que é esposo,
E que o espírito feminino não vive sem carinho e longe
do seu amor a vida se transforma em total desgosto,
Espero que ele não tente mais deturpar, e não transforme em
suspeito e suposto, que a alma feminina que marcha de branco
não seja feita de outra coisa a não ser de amor.
Florescem as cicatrizes expostas: da distância, da cama vazia,
do espaço vago durante as refeições, das reuniões familiares
aos domingos, da falta do colo do Pai depois de uma febre,
da mocinha esperando pelo Pai na saída de um baile,
da irmã que está sem o irmão para confidenciar,
da mulher que está sem o ombro do marido para apoiar a cabeça,
da Mãe que está longe do filho para a cabeça em
seu colo repousar,
da presença masculina que faz falta
eu um lar...
Existem uns e outros que são capazes de duvidar,
Mas a essência da liberdade é feminina,
Ela é sagaz, penetrante e altiva,
Chegará um momento que ninguém mais conseguirá sufocar,
Ela chegará carinhosa, em passos de salsa e irá reinar,
Chegará num amanhecer - e para sempre há de ficar!...
Eu sou a morena de Jarapatinga,
Você me olha, e eu faço graça,
Cheiro de mar e lábios de pinga,
A minha sempre cor convida,
Para a secreta e boa insídia,
Porque és caçador, e eu a caça,
Em si a regra a gente cria,
Quando o assunto é amor,
Não há caça e nem caçador.
Eu sou a tua Musa alagoana,
O teu coração bate por mim,
O amor jamais engana,
O meu vestido tem decote,
O vento o acaricia,
Ele é de chita,
E nem por isso é menos nobre.
Eu sou a tua morena cigana,
Que jamais reclama,
Só pede, e reza...,
Para um dia ser por ti amada,
E que só sabe dizer sim,
Quero você todo para mim;
Tenho cheiro de alfazema fresca,
Balanço como as ondas do mar,
Você nunca irá deixar de me amar...
É noite, mas para nós é sempre dia,
A noite existe para quem a vê;
E pode até transformá-la em dia.
Com os teus olhos que nos iluminam
E candidamente nos reverencia,
Fazem assaz o raiar do bom dia...
Não resistem, eles fazem existir o dia,
Ousadamente o olhar de alegria.
Vivemos presos aos limites pressupostos,
Proponho rompermos os dogmas impostos,
Organizarmos os canteiros de flores,
E vivermos só de amores -
E dos bons sabores.
Sempre, sempre dos piores,
Seremos os melhores;
Cúmplices, amantes e doces pecadores,
Debruçados e enlevados
Aos significados intensos,
Fazendo dos nossos aromas os mais Suspensos...
Felizmente contigo bom é todo lugar,
Porque te carrego sempre comigo,
Corro completamente da descrença,
Quero confiar que não corro perigo,
Busco por você até quando não me vê,
Optei cultivar a paz imensa...,
Um dia você há de me amar,
E por você não me canso de esperar.
Não canso de dizer que
Adoro sua companhia,
Adoro-te tanto até quando reclamas,
Que escrevo para outros.
Não me feres, só me deixas
Um pouco insegura;
Confio que irás me descobrir -
Aos poucos.
Não farei mais versos
Até o presente momento,
Porque quero saborear
As tuas amorosas súplicas.
E descarregar como bagagem
No mar todas a dúvidas.
Surge o poente diligente
Sinto você ausente
Em carícias e malícias
A minh'alma desafia
Desliza até você
Flutua como embarcação
Irá aportar no teu coração
A tua cor é tingida de poente
Percebi que o teu coração
Esbanja solidão - és carente
Ainda se mantém de pé
Resistentemente valente
Entregando-se com paixão
Buscando ter o coração
Ao som de Ravel
Rompe o fel do cotidiano
Busque o rapapé
Convide para o rastapé
Pare de ficar ocultando
Mergulhe no amor
Se declare na Praia do Jacaré
Eu vejo em você as cores de todas as estações,
- o registro de todos os tempos
A intensidade do amor atemporal agarrado
Nas rédeas do tempo e dos meus sentimentos,
- tens o meu coração,
A minha cintura e os meus sentimentos;
Por ti, só por ti erguerei as velas do veleiro e
E enfrentarei todas as tempestades e contratempos.
Somos a boa conjugação
[das forças da Natureza,
Trago de ti tudo e mais um pouco
[das sutilezas surpreendentes,
Dos beijos teus que me invadem e me despem
[assim exploro as tuas formas e a tua grandeza,
Escolhi ser tua - e me dar completamente,
para que nas noites que estejas ausente:
[eu tenha versos para iluminar a escuridão.
Porque mesmo sem te ver e sem querer:
posso fechar os olhos para viajar,
e te encontrar aqui dentro de mim.
Você surgiu como o Senhor dos ventos,
das tempestades e trovões,
Chegou de vez para ficar com a força
do amor que nem mil chuvas não hão de apagar,
Escolhi ser tua e viver intensamente para te amar.
O amor é uma revolução que ninguém consegue
compreender - e muito menos explicar,
É uma certeza descida do céu para iluminar,
Que faz de nós terra fecunda,
De algo maior que nos invade, domina e nos inunda;
É loucura sã
- certeza do invisível -
por intermédio do que se sente
com o corpo, alma e coração;
E torna o coração mais forte do que trovão
Indo a galope de um raio rumo
ao caminho da entregue conversão
em nome do amor total - celestial.
