Maltrata meu Coração
Os poemas surgem quando o coração maltratado pela vida é exprimido pela angústia,espancado pelo sofrimento e oprimido pelo cansaço. Poema Jefferson Almeida
Não há sonhos mais bonitos, se avista labirintos que se perde o coração…
Há amores que maltratam, ferindo o corpo e ate os “pelos” da pobre alma sem direção…
A poesia pode ser de dor e agonia…mas também pode ser canção de verão…
O tempo, que hoje me maltrata
Há de se tornar aliado
E acalmar a ira
Que me estraçalha o coração
Ciumento e sem pudor
No que diz respeito a sentir dor...
As lágrimas caiem pelo o maltratar do tempo que se faz cruel ao coração;
E sozinho eu não conheço o caminho de me erguer para te contemplar sem demostrar tanta saudade;
Sinto falta do teu corpo sem nunca ter sentido ou nunca ter tocado;
As expectativas me corroí e me consome para que eu posso crer que realmente eu preciso ser forte para viver o obvio e conquistar-te contra o tempo;
Coração de Mesa Riscado a Grafite
Inanimada, mimada, maltratada.
Estudantes a usufruem,
Tratantes a confundem.
Altar dos casórios,
Palco dos escritores,
Símbolo supremo dos escritórios.
Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.
Suporte supostamente sociável,
Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco,
Cartas de baralho e murros de truco !
Agüenta as facas e suas pontas,
Agüenta contas, pregos e cola,
Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola.
Suporta-nos !
Eu, a letra “e”, Ela.
Distanciados pela injuntável falta de apetite,
Fusionados num coração de mesa riscado a grafite.
