Mais que uma Mao Estendida
As vezes surge uma imensa vontade de escrever e não parar mais. Tirar todos pensamentos, falar sobre magoas, ideias, escrever um romance, ou apenas só escrever oque vem a cabeça. E depois? tudo some, vai embora. A mente reseta, apaga tudo, nada para escrever.
Acontece tanta coisa na vida da gente que não e possível processar tudo de uma vez; tem horas que nem sei oque tenho, só sinto.
Tem vezes, com muita frequência, não sei oque fazer. Gostaria de ter todas respostas. Ou alguém que me aconselhe e diga que ta tudo bem.
No momento eu crio minhas utopias; e não tenho intenção nenhuma de acabar com elas. É com elas que sonho, viajo, me motivo, enfim... Elas são responsáveis por me dar esperança e fuga. eu fujo para realidades que eu mesma construí e la sou feliz.
O lamento do céu inatingível
Mais uma manhã, ela se vai, sem ao menos se despedir de mim.
O peito dói, aperta como se a própria alma fosse arrancada.
Minha amada parte ao primeiro raio de sol, deixando-me sozinho com o vazio da sua ausência.
Ainda assim, amo-a mais a cada dia que passa.
Seu mundo desperta quando a noite cai, quando a lua ascende ao firmamento e o sol repousa em seu leito de luz.
Eu, mortal insignificante, moldei meu tempo aos seus passos celestes apenas para contemplá-la.
Ela dança junto à lua com tamanha harmonia que o ciúme me devora.
Ó deuses — Oxalá, Odin, Tupã ou qualquer outro que ouça este lamento —, por que não a trazem para mim?
Ou, então, permitam-me tocar o firmamento onde ela habita!
Neste universo imenso, ela é a única que ilumina minha escuridão.
Sentado na relva fria da noite serena, fito-a com olhos de súplica e conto-lhe tudo. Revelo meus sonhos, meus medos, cada desejo enterrado no âmago do meu ser.
Ela nunca responde, mas sinto que me escuta, silenciosa e etérea.
Garanto, não há outro amor no mundo que se iguale ao meu.
Nenhuma paixão poderá rivalizar com esta devoção impossível.
E quando o dia nasce mais uma vez, levando a noite consigo, minha amada desaparece no horizonte, sem deixar rastros, apenas saudade — e um coração que jamais será o mesmo.
Nem toda escuridão se curva diante de uma prece, exigindo que até a mais pura mansidão empunhe o aço para que a luz tenha o direito de amanhã florescer.
Março chegou com 31 dias na bagagem, 31 possibilidades de fazer mais uma vez, 31 oportunidades de fazer do jeito certo.
"Diante de grandes problemas, mais importante do que a ânsia de resolvê-los é adotar uma estratégia correta, calculada e bem planejada."
"A razão nada mais é do que uma advogada das nossas emoções.
É preciso ter sabedoria para ser racional,
e não racionalizar nossas escolhas."
A mais solitária das searas da vida humana é perceber que a existência é uma pergunta sem fim. As respostas não são ditas; são semeadas em cada escolha, regadas pelo tempo e colhidas apenas pela eternidade.
#MINHA #RUA
Moro em uma rua esquecida...
Abandonada, a mais escura...
Cachorros cagam nela...
Há 1/2 século vejo pela minha janela...
Em minha esquina ...
Começam as serestas...
Mas logo sai de minha rua...
Só deixando a solidão nela...
Tem uma calçada de estrelas...
Muita calma nessa hora...
Apenas uma homenagem...
Aos grandes menestréis das serenatas...
Lindos sonhos sonhei...
De ver muita alegria...
Sempre contando os dias...
De tudo que existe...
Que tristeza...
Pura quimera...
Rua tão triste...
Horas mortas...
Do amanhecer ao anoitecer...
Que me faz sofrer...
Última a ser enfeitada...
Em festas, pouco iluminada...
Até o padroeiro Santo Antônio...
Hoje não passou por ela...
Acesso para a cidade...
De casarões coloniais...
Resistência de antigos moradores...
Poucos, quasem não se encontram mais...
O comércio é escasso...
Poucas lojas de fato...
Uma igrejinha presbiteriana...
Pouco aberta na semana...
É a rua que mais árvores tem...
Entre duas praças...
A da matriz que um dia teve um lago...
E a da feirinha com artesanatos...
Rua do hospital...
De farmácias...
Se passar mal...
Ali você se acha...
Tem pousadas...
Uma delas é rosa...
Namoradeiras sonhadoras...
Sempre alguém querendo prosa...
Linda cidade de Conservatória...
Quando no céu a lua aparece...
Um violão solitário chora...
Eis que é a hora...
Das pedras contar suas histórias...
Nessa rua eu cresci...
Nessa rua eu brinquei...
Nessa rua eu vivo...
E se Deus me permitir...
Daqui partirei...
Mas agora eu só queria mais ver...
Mais alegria e muitas flores...
A florescer...
Durante o dia pouca gente...
Na madrugada só gambá...
De viralatas muita bosta...
Cuidado quando andar...
Sandro Paschoal Nogueira
O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio.
Na Quietude Brilhante De Uma Estação.
Mais uma vez em uma manhã.
Um novo começo.
De ternura do céu azul e a sua profunda beleza.
Do céu um outro dia.
Em mais uma manhã de Sol.
E de uma nova estação.
Que tem certas cores de uma outra estação no seu começo em uma manhã de junho.
De uma metade que une o Planeta Terra.
Uma estação começa no céu.
Do azul celeste com uma cor branca e macia.
Com ventos frios e muitas vezes velozes.
Vindos do céu nesse começo de estação.
Que tem o Sol na sua cor branca e fria.
Em uma manhã do mês de junho com os seus ventos frios até uma outra no mês de setembro.
Em uma metade do Planeta Terra uma estação começa no céu.
Com o Sol acima desse azul seguindo o frio dessa estação.
Em lugares em que esta estação recomeça a cor branca cobre com a sua quietude.
Caindo do céu azul com ventos frios tendo o Sol e outras estrelas.
Até as noites sentem a sua quietude macia e gentil.
Que começa em uma manhã do mês de junho e até uma outra do mês de setembro é assim.
Dessa metade do Planeta Terra alguns lugares veem e sentem esse frio de formas diferentes.
De uma natureza acima florestas,montes,rios são tocados pelas gotas das chuvas.
Chuvas que caem do céu sobre esses lugares.
Mesmo sem a neve um frio característico é sentido com as chuvas que caem do céu e que estão nos ventos.
Em distâncias que separam esses lugares a sensação dessa estação é de um outro jeito.
Mais abaixo árvores,flores,plantas percebem a cor branca sobre as suas vidas.
Do céu azul com maciez e com os seus ventos frios flocos brancos caem.
Sobre paisagens com uma cor branca e fria.
Entre esses ventos frios do céu a luz do Sol está.
Iluminando a quietude dessa estação fria e gentil.
Que começa em uma manhã de junho e até uma outra manhã do mês de setembro de um céu azul.
Em alguns lugares será com gotas de chuvas e ventos frios.
Em outros será predominante na cor branca.
Começando no céu.
Sendo iluminada pelo Sol desde a manhã em que recomeçou.
Como uma estação fria e branca.
Com os seus muitos ventos vindos do céu.
Para uma metade do Planeta Terra.
A sua quietude cai do céu cobrindo a natureza de certos lugares.
Para outras vidas as chuvas trazem gotas frias.
Em um começo de uma manhã do mês de junho e até uma manhã do mês de setembro.
Com os seus dois jeitos sobre alguns lugares.
O céu azul e o Sol sobre as suas belezas.
Nas noites de estrelas pode ser que sejam as chuvas a se manifestarem.
Ou o cair da neve de uma forma demorada ou não.
De uma estação fria e ainda de Sol de uma manhã do mês de junho.
E até uma manhã de setembro em uma metade do Planeta Terra ainda estará brilhante e macia.
Assim como o Sol.
Ou lindamente de chuvas e ventos frios.
O seu outro recomeço será em quietude e brilho em alguma nova manhã do céu.
Uma Revoada Sob Milhares De Estrelas.
Era mais uma outra noite maravilhosa com milhares de estrelas e a querida Lua.
Com milhares de estrelas ao seu lado.
Milhares de estrelas em anos-luz de distância que aos olhos da Lua pareciam mais perto.
Milagres brilhantes atravessando o tempo de cada estrela e vindo até mais uma noite.
Em uma fase bonita da Lua.
Milhares de estrelas brilhavam.
Na escuridão profunda e majestosa do céu.
Milhares de brilhos eram a noite.
Com tantas estrelas nessa maravilhosa escuridão.
Não tão distante como as milhares de estrelas uma revoada branca vinha de um certa direção.
Uma revoada branca e leve.
De um instante e na cor branca vinham iluminadas por estrelas que estavam atrás dessa revoada.
Na maravilhosa noite de Lua essa revoada branca e silenciosa seguia as estrelas que estavam nos seus olhos.
Uma revoada sob um anoitecer.
Uma revoada graciosa e branca de uma direção que já tinha constelações.
Dos muitos anos-luz de distância até os olhos daquela revoada.
Cada coração via estrelas,enquanto seguia voando para um outro lugar na mesma fase da Lua.
Em uma noite maravilhosa e com as estrelas de um luar.
Milhares de brilhos na imensidão.
Cada estrela no céu indicava um caminho,uma esperança.
Aos corações daquela revoada branca e aos olhos da Lua.
Antes dessa noite se reencontrar com uma outra manhã essa revoada já estará distante.
Ainda seguindo outras estrelas que estarão diante dos seus movimentos à milhares de anos-luz de distância.
Ainda nessa mesma noite antes de repousarem como revoada as milhares de estrelas e a Lua estarão nos seus sonhos.
Brilhantes e também seguindo sinais naturais que ficam sobre cada noite.
Como mais um milagre que refaz cada fase,os milhares de brilhos.
E uma revoada de um instante até um outro anoitecer.
Não era pra doer tanto assim,
era só mais uma história, eu pensei.
Mas você ficou além do que devia,
e agora não cabe mais sair.
DeBrunoParaCarla
Há mais estrelas no céu
do que grãos de areia nas praias,
e ainda assim, Eu conheço cada uma pelo nome. Nenhuma se perde no infinito… nenhuma se esconde. Se Eu reconheço o que está tão distante, quanto mais o que habita em ti.
Nada passa despercebido nada permanece oculto para sempre. O que é verdade se sustenta na luz, o que é falso teme ser visto.
E no tempo certo, tudo será revelado
porque nada pode se esconder do que é eterno.
DeBrunoParaCarla
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