Mais que uma Mao Estendida

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Somos sempre muitas coisas aos olhos de outras pessoas, mas raramente seremos uma boa pessoa, isso se dá por que os humanos sempre olha apenas nossas falhas, ou erros do passado, sempre seremos culpados por algo que o tempo não cobriu. Alguém sempre irá desenterrar o passado com mesmo entusiasmo que buscaria um tesouro, mas diferente do tesouro o passado pode nos mostrar coisas que dali não deveria sair. Em outras ocasiões somos julgados mesmo sem tem o porque, seja qual for a ocasião é mais fácil as pessoas verem falhas do que qualidades, elas esquecem que as mesma falhas que temos quem nos julga também tem.
A verdade é que não importa o quão bom parecemos ser, sempre haverá alguém que só verá falhas.
Sociedade cheia de hipocrisia, cheia de falha, quem sou eu pra falar de todo essa hipocrisia?
Sou mais um hiprocrita que muitas vezes julguei sem conhecer, sem realmente saber que embora meu próximo tenha falhas ele também possui qualidades que devem ser consideradas acima de todas suas falhas.

Inserida por OrlandoBiotoviski

Sobre o perdão, digamos que tenho uma maneira fácil de lidar com isso. Você erra comigo e eu te perdôo... Sim perdoarei, perdoar envolve esquecer o erro que você cometeu comigo e pra mim esquecer esse erro, preciso esquecer você. É um processo um tanto doloroso, mas funciona. No fim, não lembrarei teu cheiro, tuas características, seu sorriso, muito menos o seu nome e seu erro. Você não estará nem em minhas lembranças. Então, não vacile.

Inserida por OrlandoBiotoviski

Olhos que me acusam, que se inclinam em minha direção
Procurando não a minha salvação e nem uma solução.
Deixo então o meu ponto de interrogação
O que te fez tão monstro assim?
Se tudo passa, talvez seja o momento de você partir daqui.
Pra me acusar já tenho uma mente insana, não procuro ninguém pra isso.

Meu coração clama por ajuda, ajuda não corrupta
Que não se deixará levar pela conversa adúltera.
Um coração sofrido cheios de remendos que encontrou
A cura para todas feridas, até mesmo as que achou que era sem cura.
Tenho dúvidas, e sobre as dúvidas me encontro em inércia
Não que eu não queira resolver, justamente ao contrário, quero resolver, porém tenho medo do que eu venha sofrer
Se quem eu amo não tem amor por mim, oque será de mim?

Um jovem louco solitário que caminhará para à loucura mais pura talvez sem cura.
Por isso clamo por ajuda, não que eu não ame minha loucura
Mas eu prefiro ela junta com a sua.

Inserida por OrlandoBiotoviski

O abandono é como um túnel escuro, mas o fim tem uma saída iluminada.

Inserida por OrlandoBiotoviski

Viver de melancolia é uma escolha de felicidade que não trás volta... E certamente não te levará a futuro nenhum.

Inserida por OrlandoBiotoviski

E daí se eu ainda escuto Legião Urbana, ou de uma hora pra eu vou para Matanza sem perder a pampa. E oque que tem se eu me embriago com cerveja e o meu primo com destilado? O que você tem a ver com minha pele morena e a do meu irmão branca? também vai implicar com o meu cabelo crespo e bajular o cabelo liso aos ventos da minha tia? Oque eu tenho a ver com os teus dentes tortos e esse nariz de tucano? Será que também devo criticar teu tamanho alto ou falar mal do teu chegado por ser tão baixinho?
As diferenças não nos menospreza, ou nos deixa inferior, elas nos torna oque somos, “diferentes". E o respeito nos aproxima dos outros, o amor nos une. Oque você pensa sobre mim não mudará oque sou.

Inserida por OrlandoBiotoviski

⁠⁠Quem já te odiou uma vez, qualquer ato de amor proveniente dele, na maioria das vezes é falso.

Inserida por RonnyPatrick14

Lembrar cada fragmento da minha vida é uma Cruzada. Por isso, escrever é libertador.

Inserida por SuzanaDantas

Só existe uma forma irreversível de miséria humana,
a completa falta de humanidade é a ausência de afeto
seja este amoroso, romântico ou parental.
Apenas destes seres ocos de divindade devemos ter dó,
por estes devemos ter infinita compaixão e lastima.
Miserável, portanto, é todo homem que não conheceu o amor,são de fato necessitados, carentes ao extremo deste bem supremo, destes eu tenho muita pena, e ao mesmo tempo receio mórbido de sua companhia, pois, ao passo que são miseráveis, são também perigosos e extremistas radicias.

Inserida por EvandoCarmo

Delinquência social.

É uma noite de sexta-feira na cidade de Brasília. No meio de uma aula de português, dois amigos, alunos da UNB combinam um racha, que seria realizado em uma ponte modelo, feita com muito esmero e amor à política. A ponte JK, que fora construída pelo Governador Joaquim Roriz, um Governo preocupado com os problemas de locomoção dos pobres moradores do Lago Sul. Para construir a ponte em questão, o Governo gastou a bagatela de 170.000,000, 00 que poderia ter sido usados para educar melhor filhos do pobre, para que os mesmos tivessem a oportunidade de cursar uma faculdade do mesmo nível de uma UNB, ou mesmo na própria, quem sabe com a expansão da faculdade para as cidades satélites, a exemplo de Planaltina, Gama e Cinelândia, que já têm sua unidade em funcionamento.



Dois jovens de classe alta, filhos da elite de Brasília, ambos haviam ganhado dos seus pais o último modelo do carro dos seus sonhos. Empolgados por terem passado no vestibular, coisa que não merecia tanto mérito assim, por terem estudado durante toda vida no colégio mais caro da cidade. Os jovens queriam comemorar em dose dupla a realização da conquista, suas e dos seus pais. Era comum no início do curso saírem em grupo para beber, e na volta para casa faziam desafios para ver quem vencia a distância da ponte em menos tempo.

Várias vezes, durante essas noites de farra, adolescente eram, não raro surpreendidos pela polícia, que não poderia fazer nada além de uma pequena repreensão verbal; no máximo uma ameaça de levá-los para se explicar ao delegado de plantão, que ao saber das suas origens nobres não poderia causar-lhes nenhum constrangimento.

Nessa noite em especial; a farra demorou mais do que o de costume. Foram a boates e, depois de muito regalo resolveram pôr em prática o racha. Ainda a caminho da ponte, do local do delito premeditado, já passaram do limite de velocidade permitida pelos pardais, os eternos servidores públicos do DETRAN. Que importa multa para quem pode pagar? Há exemplos de filhos de papai que usam um carro por um ou dois anos, depois dispensam em qualquer lugar, por não compensar o pagamento das multas; ou ainda outro caso que é mais comum, a corrupção de alguns funcionários que aceitam correr o risco de perder seu bom emprego em troca de algum dinheiro fácil, para livrar a cara de ricaços que pagam alto por uma liberação de multas.

Já são cinco horas da manhã, pela mesma estrada, trilhando outro caminho, a caminho de casa, vai um homem comum, com a consciência limpa, com a alegria de quem cumprira bem o seu papel, e com uma vontade incontrolável de chegar em casa para um descanso merecido. Não tem em mente nenhuma preocupação, além do desejo de em casa chegar para ver os filhos. Não acredita em perigos de natureza trágica à uma hora dessas, quando toda cidade dorme, só ele e alguns servidores da noite estão voltando para suas famílias. Estes são os garçons, músicos, os motoboys entregadores de pizzas como ele. As pessoas “normais” que têm o direito de escolha ou que tiveram outra oportunidade na vida, não trocariam a noite pelo dia para descansar. A não ser uma minoria alienada que mesmo tendo o privilégio da escolha não dá o devido valor à vida que tem, e vai além, usurpa as migalhas que sobram para esses excluídos do sistema capitalista onde cada um vale o que possui.

Os carros acelerados rumam à direção da ponte. São dois carros envenenados com seus motores adulterados, levando seus pilotos que não estão em seu estado normal de consciência. Ambos embriagados; além do cansaço do sono perdido, a adrenalina da competição os cega ainda mais, não percebem o perigo que correm e passam a exigir o máximo que os seus carros podem lhes oferecer, na sua robustez de máquina ilimitada. Não sentem que estão a mais de 200 km por h. Os amigos que lhes acompanham nessa insana diversão, também não percebem nem por um segundo quão fugaz são suas vidas nesse instante. Quando, como que num piscar de olhos se deparam com uma moto voando aos pedaços sobre seus olhos embaçados com o véu da irresponsabilidade e do álcool, um dos carros também capota e se arrasta sobre o parapeito da ponte. Apenas um consegue sobreviver ao desastre incomum.

Voltando depois de uma brusca frenagem, os sobreviventes vislumbram um cenário inimaginável: corpos destroçados pela fúria da velocidade e da embriaguez, e muito sangue inocente sobre o asfalto novo que ainda não conhecia o gosto da desilusão existencial; que não fora feito para este fim, receber em seus braços os filhos da ignorância. Morreram na batida além do motoqueiro anônimo, mais três filhos de pais que não pediram a Deus tal sorte para os seus, nem sequer imaginavam o que eles praticavam às escondidas enquanto deviam dormir. Ninguém vai repor as vidas dos mortos, nem tampouco será indenizada a família do cidadão que voltava do seu trabalho honesto...

Inserida por EvandoCarmo

Enquanto aqui vivermos, seremos aquilo que os homens pensam sobre nós, não podemos impor uma imagem ideal do que somos de fato. Ninguém sabe verdadeiramente quem somos, apenas nós reconhecemos e sabemos do homem interior que formatamos dia a dia.

Inserida por EvandoCarmo

Segundo Quintana, a esperança é uma louca que sempre no último dia do ano se joga do décimo segundo andar, e que ao cair intacta na calçada se transforma em criança.
Ao ser perguntada sobre sua identidade, repete aos homens seu nome pausadamente.

Inserida por EvandoCarmo

“A poesia será sempre o teu abrigo
Uma casa segura, um conforto
Preenchendo a tua vida vã, vazia
Na agonia velada do teu rosto.”
―Evan Do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

“Só uma lógica é infalível, irrefutável para mim: os sexos opostos devem se atrair eternamente, para que a natureza não se torne uma fraude divina. Viva o Amor Natural, entre Homem e Mulher.”

Inserida por EvandoCarmo

“Dizia um poeta genial, que escrever é coisa simple. Eu digo que basta começar com uma palavra comum ou até vulgar, no meio porém, se deve distribuir algumas ideias, indicar uma solução possível, e no final pôr uma interrogação.”
―Evan Do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

“Enquanto uma parte estúpida dissemina ódio e preconceito, e outra parte, mesmo sendo minoria avança com violência sobre os mansos; façamos amor e poesia, não seremos poupados pelas duas partes obtusas, mas persistiremos na ilusão de que ser diferente vale a pena.”

―Evan Do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

O que temos de eterno é vida e morte, necessariamente nesta ordem, ambas dependentes uma da outra para existir.

Inserida por EvandoCarmo

Minha poesia (uma epígrafe)

Faço uma poesia incomum
para alguns poetas contemporâneos
Emil de Castro, sobre o Cadafalso
disse que há momentos lapidares
também tradução perfeita do poeta,
que está madura a minha poesia
todavia, segundo ele, ela, a poesia
não deve ser apenas conceitual.

Me acredito mais pensador que poeta lírico
meu mundo não é empírico
me expresso, sobretudo de dentro para fora
não preciso olhar a natureza para escrever
sou esta mesma natureza, a humana
cheia de contradições e abismos.

Para quem escrevo? Para que tem ouvidos
para algo novo, não faço cócegas nos ouvidos
nem tampouco quero amenizar o que há de caos
e de subterrâneo na alma humana.

Sou o que sou e não há razão premeditada
no que faço da minha agonia existencial
meu minuto de lucidez, entrego todo ao criar
ao fazer, se por ventura distraio alguém, muito bem
mas não tenho esta intenção propriamente dita...

Inserida por EvandoCarmo

"Há uma fatalidade caótica, tanto na vida quanto na morte"

"O amor é um absurdo misterioso, quando é recíproco!!!"

Inserida por EvandoCarmo

O cortejo de João

Seguia uma multidão em rua larga
um cortejo de um defunto comum,
um homem conhecido e respeitado
na cidade.
Era o João, que morrera de dor
nas tripas.
João era uma alma boa, pessoa
prestativa e generosa.
João nunca se negara a ajudar seus
vizinhos, fossem eles gente boa
ou homens emprestáveis.
João não teve filhos nem esposa
e por toda vida vivera sozinho.
João cultiva a terra, onde plantava
seu sustento e o de quem lhe
batesse à porta.
João, certa noite, comeu seu jantar
e em seguida, depois de pitar o seu cachimbo,
fora dormir de barriga cheia e alma leve.
Durante a madrugada João sentiu fortes dores
no ventre, mas João era sozinho, na rua onde
morava ninguém escutou seus gritos por socorro.
João só foi encontrado dias depois, quando
vizinho lhe bateu à porta para lhe pedir açúcar
para adoçar seu café matinal.
O cortejo de João seguia na rua larga
em profundo silêncio, ninguém lhe cantava
ladainhas fúnebres,
nem cânticos de vitória.

Inserida por EvandoCarmo