Mais que uma Mao Estendida

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Não preciso mexer nas obras de Deus.
Elas são perfeitas.
Até uma flor que se arranca precisa de um motivo, uma razão, uma circunstância;
caso contrário, é matar em vão.

A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar
A minha versão...

Esta é uma interpretação livre, inspirada em personagens, histórias e ensinamentos que marcaram a humanidade.

Não pretende substituir o texto original, nem reproduzi-lo fielmente. É apenas um convite à reflexão, sob um novo olhar, onde a literatura, a imaginação e a espiritualidade se encontram.

Cada leitor é livre para concordar, discordar ou encontrar novos significados, pois toda grande história continua viva quando desperta perguntas em nossa própria alma.

A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar

Jó vivia plenamente, em total sintonia. Acreditava em Deus e em Seus ensinamentos.

A tranquilidade reinava em sua vida. Tinha tudo de que precisava e acreditava que era feliz.

Mas aquela não era a sua verdadeira vida, nem aquele era o seu destino. Havia chegado a hora da mudança divina.

Quando Deus nos toma nos braços para restaurar a nossa vida.

Jó havia sido um bom homem durante toda a sua existência, cheio de fé, e merecia algo grandioso.

Ele tinha um propósito. Precisava estar seguro, protegido da maldade e de todas as más influências.

Vivia em um castelo de areia. Seu telhado era de vidro e até a própria vida corria perigo.

Seria difícil, mas a verdade lhe seria revelada. A máscara cairia, o véu da ilusão seria retirado e, mesmo através da dor, ele enxergaria a vida como ela realmente era.

Tudo era uma mentira: os amigos, a família...

Nada daquilo existia de verdade.

Era o seu despertar. Deus precisava trazer Seu amado filho para mais perto, para os Seus braços.

E assim foi feito.

Durante toda a vida, Jó foi preparado. Desde o nascimento, passou por inúmeras provas e, pouco a pouco, venceu cada uma delas com bondade, humildade e fé.

Sem perceber, com o passar dos anos, foi morar com a família em um lugar distante e isolado, onde os longos momentos de contemplação da natureza e da simplicidade da vida eram inevitáveis.

Durante muito tempo, não percebeu que vivia praticamente só. Quase não tinha amigos. Apesar de ser muito rico, possuir terras imensas, filhos, esposa e trabalhadores, era como se governasse uma pequena colônia. Aquilo era o seu reino, e ele era o rei.

As amizades haviam ficado no passado. Ninguém o procurava, ninguém voltava. Então compreendeu que apenas os verdadeiros permaneceram.

Mas agora tudo seria colocado à prova. Havia chegado a hora. Jó precisava ser curado de qualquer fantasia.

Precisava alcançar a plenitude, um estado de iluminação, pureza e aprimoramento moral e espiritual.

Aparentemente, possuía tudo, mas nada o completava.

Muitas vezes sentia um vazio que não conseguia explicar. Achava injusto sentir-se assim diante de tantas bênçãos.

Então Deus segurou sua mão.

Mostrou-lhe todos os dias de sua vida: as alegrias, as dores e todos os momentos em que jamais esteve sozinho.

Mostrou também que o havia afastado de tudo aquilo que poderia lhe fazer mal. Aquele reino era uma proteção, mas já não bastava.

Avisou que seria doloroso. Que abalaria tudo em que acreditava. Mas, ao final, tudo seria esclarecido e ele contemplaria a verdade com os próprios olhos.

E assim começou.

Vieram a seca, as pragas e outros fenômenos da natureza. Ele perdeu grande parte de suas riquezas e, junto delas, os poucos amigos que ainda restavam.

A situação apenas piorava, e já não havia ninguém com quem pudesse contar.

Fornecedores e compradores lhe fechavam as portas, impedindo até mesmo que se aproximasse.

Ainda lhe restavam o reino e a família.

Mas, conforme a riqueza diminuía, seus trabalhadores também partiam.

Seus filhos começaram a disputar os bens. Cada um queria garantir sua parte antes que tudo fosse perdido.

Alguns passaram a beber, a provocar confusões e até a desejar a morte do próprio pai, pois o consideravam um obstáculo.

As filhas também passaram a buscar casamentos ou qualquer forma de manter o padrão de vida que o dinheiro lhes proporcionava.

Sem se importar com a própria segurança ou dignidade, entregavam-se a qualquer pessoa.

Tudo isso aconteceu aos poucos.

E Jó percebia tudo com enorme clareza.

Via como sua vida era instável.

As pessoas ao seu redor amavam mais o patrimônio do que o próprio homem.

Sempre agradeceu por tudo o que possuía, mas valorizava as pessoas por sua essência. Amava a natureza, a simplicidade e a própria vida.

A indiferença dos filhos o assustava. Havia algo em seus olhares que já não reconhecia.

Compreendeu que vivia apenas em uma zona de conforto. O amor que recebia nunca existira de verdade.

Cada acontecimento presente o levava a uma lembrança do passado. Tudo estava interligado.

Agora entendia muitas coisas.

Nada mais o atingia da mesma maneira.

Sabia que possuía um propósito e que Deus o protegia.

Alguns de seus filhos morreram em consequência de brigas, doenças e da própria ganância.

As filhas, que haviam vendido seus sonhos por uma vida aparentemente melhor, também tiveram finais trágicos. Casaram-se sem amor e foram morrendo aos poucos, vítimas da violência, de partos difíceis e de escolhas equivocadas.

Jó sofria a cada perda, mas compreendia que cada um havia feito as próprias escolhas.

Os últimos morreram disputando entre si a pequena herança de um pai que ainda estava vivo.

Jó passou a ser conhecido como o homem que tinha tudo e perdeu tudo.

Mas ele enxergava de outra forma.

Descobriu que, na verdade, nunca possuíra nada.

Quando mais precisou, percebeu que sempre esteve sozinho.

E agora, aparentemente sem nada, sentia-se mais forte do que nunca.

Algo poderoso nascia dentro dele.

Sua fé crescia a cada dia.

Talvez já nem fosse fé.

Porque fé é acreditar no invisível.

E ele já via.

A presença de Deus era nítida.

Jó havia alcançado outro nível de consciência.

Os incrédulos colocavam sua sanidade em dúvida. Diziam que o sofrimento pelas perdas financeiras e familiares o havia enlouquecido.

As pessoas costumam se defender daquilo que não compreendem. Criam histórias, inventam culpados e se isentam da própria responsabilidade.

Mas, pela primeira vez, Jó enxergava a realidade sem véus e sem máscaras.

Sofria, não pelas perdas em si, mas pelas circunstâncias que revelavam quem as pessoas realmente eram.

Ele via além.

Via aquilo que ninguém conseguia compreender.

Mas ainda havia aprendizado.

Jó amava intensamente.

Acreditava na família e no amor.

As revelações chegavam todos os dias, uma após a outra.

Cada ilusão desfeita era uma nova dor.

Tudo era pesado demais para um homem tão bondoso.

E essas verdades começaram a adoecê-lo.

O que mais o assustava era perceber que sua esposa não era digna da confiança que ele lhe dedicara.

Havia tudo naquela relação, menos amor.

Percebeu que amava sozinho.

Que havia se entregado por inteiro em vão.

Entendeu que, se adoecesse, não receberia os cuidados de que precisaria.

Morreria ali mesmo, abandonado ao chão.

De longe, todos admiravam aquele casal que havia sobrevivido a tantas perdas.

Mas Jó enxergava outra realidade.

Não compreendia por que ela permanecia ao seu lado.

Sua presença lhe fazia mal.

Seu olhar parecia atravessá-lo como uma lança.

Sentia-se tenso.

Seu corpo e sua sabedoria já não funcionavam como antes.

Havia algo sombrio naquele olhar, algo que apagava qualquer luz que ele tentasse irradiar.

Na ausência dela, sentia-se melhor.

Ao revisitar o passado, percebeu o quanto havia mudado ao seu lado.

Perdera, pouco a pouco, sua alegria e sua personalidade.

Aquilo que chamava de amor era tudo, menos amor.

Parecia até algo maligno.

Mas foi justamente nessa convivência que mais aprendeu sobre si mesmo e sobre o mundo.

Então compreendeu por que ela ainda fazia parte de sua história.

Era sua maior professora.

Aquela que acreditava amar.

Essa descoberta o fez adoecer ainda mais.

Muitos diziam que era um castigo divino.

Afinal, havia perdido tudo e apenas a esposa permanecera.

Mas Jó sabia.

Sua dor vinha de amar quem jamais o amou da mesma maneira.

E, como temia, no auge da doença, sem receber qualquer cuidado, ouviu apenas palavras que julgavam sua integridade, sua fé e até mesmo seu maior amigo: Deus.

Tentavam afastá-lo Daquele que lhe mostrara a verdade.

Daquele que o havia libertado de um mundo de ilusões, hipocrisia e falsidade.

Mas a verdade o libertava.

O engrandecia de uma forma que ninguém compreendia.

Agradecia por cada descoberta.

Tudo aquilo que possuíra era apenas material.

Nada preenchia sua alma.

Desejou recomeçar.

Se pudesse voltar, faria tudo diferente.

Valorizaria mais o essencial.

Ensinaria aos filhos aquilo que realmente importa.

Não permitiria ser manipulado pela esposa e jamais voltaria a ser submisso.

Então Deus lhe permitiu construir uma nova realidade.

Agora ele estava pronto.

Havia renascido da dor.

Quando se aproximava da morte, sua voz transformava-se em oração.

Não havia mágoa.

Nem solidão.

Deus estava ali.

E ele sentia paz.

Confiava plenamente no Senhor.

Percebia que vivera fingindo uma felicidade que nunca existiu.

E foi justamente à beira da morte que uma nova esperança nasceu.

Sua saúde foi restaurada.

Milagres aconteceram.

E, de uma forma ou de outra, toda a sua prosperidade lhe foi devolvida.

Vieram novos filhos.

Dessa vez, ele faria diferente.

Era tempo de colheita.

Era tempo de renascimento.

Achava estranho aquele novo modo de viver.

Pois, pela primeira vez, era verdadeiramente feliz.

Mas Deus ainda guardava o melhor.

Por causa de sua fé inabalável, de sua honestidade e de sua bondade, algo extraordinário ainda estava por vir.

E, como tantas vezes acontece após uma grande dor, veio a perda de sua esposa.

Mais tarde, ele compreenderia o porquê.

Enquanto vivia todas aquelas provações, em outro lugar alguém também atravessava dores semelhantes.

Dois destinos preparados por Deus.

Predestinados.

Escritos nas estrelas.

E, enfim, Jó conheceu o seu amor verdadeiro.

Pontes da liberdade


Me jogaram Pedras, construí uma ponte, assim, posso ir além, desafiar os meus limites e conquistar lugares inalcançáveis.
Quando você cria muros é você que fica preso.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

Quando a Dor Pede Passagem


Uma história foi contada, e a pergunta veio ligeira,
como se já estivesse pronta para atacar.


Da boca de alguém que carregava a igreja no peito
e falava de Deus de boca cheia.


Perguntou-me, sem receio:


— E por que não com você?


— E... por que não comigo?


Foi tão inesperado que fiquei sem palavras.


Porque a resposta era simples e óbvia:


Nada daquilo deveria acontecer com ninguém.


Nem todas as minhas dores são minhas,
mas são pesadas demais para serem ignoradas.


Antes, eu achava que apenas fingia sentir a dor do outro,
como se fosse algo encenado dentro de mim,
algo que, aos poucos, mesmo no silêncio, ganhava forma.


Hoje, sei que não.


Não preciso encenar, porque essas dores realmente se tornam minhas.


Mesmo sem entender como, elas me alcançam.


Ultrapassam a realidade, ultrapassam a física...
e eu as sinto.


E, depois disso, torna-se impossível não fazer nada.
Impossível fingir ausência.


Porque a dor permanece aqui dentro, crescendo,
grande e intensa demais para que eu me faça invisível.


Então, eu vou.


Sem pensar muito, eu me entrego.


Coloco-me no lugar do outro.


Vou para a frente, para defender,
para que a justiça seja feita.


Existem situações que ninguém deveria viver.


E algumas pessoas passam pela vida apenas olhando.


Eu não consigo.


Quando a dor me encontra,
ela me pede passagem.


E, de alguma forma,
acaba me levando junto.


Edineurai SaMarSi

Parede de Vidro


Fico aqui imaginando uma vida sem você...
Uma realidade onde posso ser feliz,
sem precisar contar contigo...


Deixar de estar atrás dessa parede de vidro,
onde te vejo, mas não posso te tocar...


E te sentir é o que mais preciso...
Mas vou ficar bem...
Em um universo onde você não existe...


Fingindo que o meu coração
não estar acelerado...
Que a minha alma não está quebrada.....


Que o que mais queria
é voltar para a parede de vidro.


Porque eu sei quem você é...
Você é um estranho que me completa...


Que quero ter você sempre comigo,
mesmo que seja pela parede de vidro...


Porque chamam de doença,
dizem que é ansiedade...
Se o que eu sinto
é apenas um amor de verdade.


Faltou palavras para dizer -
O que sinto por você...


Faltou palavras agora eu sei...


É tarde demais...

As unhas da infância

Conversando com uma das minhas afilhadas Babys, de 9 anos, enquanto fazíamos pipoca, convidei-a para pintar as unhas com a minha filha.

Ela me disse que não tinha unhas. Explicou que as deixava crescer, mas elas não cresciam.

Então, perguntei:

— Por que não crescem?

E ela respondeu:

— Porque eu como!

Comecei a rir enquanto tentava explicar que suas unhas ficariam lindas, bem coloridas; que seria apenas uma brincadeira, muito divertida, e que não precisava se preocupar, pois, com o tempo, deixaria essa mania.

Expliquei também que tudo isso fazia parte do seu desenvolvimento e que cada pessoa tem seu próprio jeito de crescer.

E fiquei pensando...

Quantas vezes esperamos que as coisas aconteçam no tempo que consideramos certo, esquecendo que cada pessoa tem seu próprio ritmo?

Na infância, existem pequenas manias, descobertas, medos e comportamentos que, aos olhos dos adultos, podem parecer bobos, mas que fazem parte de um mundo que a criança ainda está aprendendo a compreender.

Talvez crescer seja justamente isso: aprender, aos poucos, a lidar com as próprias vontades, descobrir novos caminhos e abandonar, no seu devido tempo, aquilo que já não faz sentido.

Afinal, nem todas as unhas crescem no mesmo ritmo, assim como nem todas as crianças aprendem da mesma maneira.

O importante é não tentar apressar a infância, mas oferecer carinho, paciência e compreensão para que cada criança possa crescer no seu próprio tempo.

Porque a infância passa depressa, mas a maneira como acolhemos uma criança pode acompanhá-la por toda a vida.

Os ipês

Vejo o ipê amarelo
A minha alma se enche de
Uma alegria sem fim...

Me lembra do Sol
A imagem de Um lindo dia...
É a mais pura perfeição..

Olho para o outro lado
E vejo o ipê branco
É singelo, trás uma alegria plena...
Na medida certa
É uma beleza pura e verdadeira.

Me lembra a lua e o seu encantamento...
É a neve brasileira
É cinza, rosado
ou lilás.
É mágico...

Tem o ipê rosa
É amor perfeito...
Não pelo homem ou pela mulher
Mas pelo mundo inteiro.

É a natureza falando,
gritando por bondade
Por amizade, por respeito...

Então, vejo o ipê lilás
Ele é tudo isso...
É a noite
É o dia
É amor
É alegria

Se me perguntarem de qual gosto mais...

Não saberia explicar...

Gosto muito de todos...
gosto de todos um pouco...

Cada um tem um pedaço do outro...

Nenhum é um só...

Um trás a mensagem de todos...

Guarda a lembrança...
A beleza
Trás a esperança...
A força...

Guarda Deus!

Os meus tesouros


Um dia, voltando de uma viagem internacional, eu estava tomando todo cuidado com as minhas coisas especiais.


Enquanto organizava a mala, falei:


— Estou cuidando dos meus tesouros!


Ian me olhou e, com aquela sinceridade que só os filhos conseguem ter, respondeu:


— Nossa, mãe... se alguém ouvir isso e roubar sua mala, vai morrer de decepção quando abrir e descobrir que seus tesouros são balas, chocolates, brinquedinhos e bichinhos de pelúcia!


Eu ri.


Porque ele tinha razão.


Talvez um ladrão realmente esperasse encontrar ouro, joias ou dinheiro.


Mas encontraria os meus tesouros.


E talvez fosse justamente aí que estivesse a diferença.


Para ele, eram apenas balas, chocolates e brinquedos.
Para mim, eram lembranças.


E, afinal, não é isso que faz alguma coisa ser um tesouro?


O valor que ela tem para quem a guarda. 🥰🧸🍫🍬

Caranguejo


Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...


Momentos frios,
momentos quentes,
e agora a boca,
antes mentolada,
tem gosto de metal
e está árida - vazia;


O corpo exausto,
a visão em caleindoscópio
com imagens em preto e branco,
misturam-se ao caminhar
em compassos de melancolia
e perdidos...


Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...


Parece que Deus não está aqui,
mas seres celestiais de branco
alertam minha percepção,

Confundem a amargura
com um abismo
do futuro amanhã,
ou o que ficou de um ontem
que para muitos nunca chegará.


A boca agora sedenta,
o corpo ainda fatigado,
e lá no fundo surge o
desejo de adormecer
para sempre...


Uma picada,
uma mera picada
e tudo que achava saber,
se perde na tempestade
do ser que se esvai
dentro de mim num conflito
celular n'outro eu,


...E minha inspiração...,
Esta se perde no ar das nuvens cinzentas
que passam e me trazem
um certo conforto sem reflexões,
um silêncio tétrico e gótico.


Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...


Suspiro então, olho o céu...
Agora vejo Deus aqui,
está cercado por anjos.


Marcelo HB


Não mentimos, ás vezes só não temos tempo
para dizer tudo que é necessário dizer...


Isto é sobre(vida).


O Título "Caranguejo" vem do grego karkinos. O pai da medicina, Hipócrates, usou a palavra para descrever tumores sólidos. A doença câncer recebeu esse nome, pois o aspecto visual do tumor, lembrava o casco e as patas do animal, com ramificações que se agarram aos tecidos.Fonte: drjoaoelias.com


Merecer vida é graça, viver é benção...

"Uma mulher não precisa ser escolhida para provar que tem valor; precisa ser livre para escolher a própria vida."


Pensamento inspirado na filosofia de
Simone de Beauvoir

Buscas & Encontros


Enquanto uma grande quantidade de pessoas está em uma incessante procura por adversários, há aqueles que apenas contemplam através das janelas de suas esperanças e percebem a beleza nas pequenas coisas;


No amanhecer, mesmo que o sol não se revele,
Na descida da tarde, refrescado por uma breve brisa, ou
Na tranquilidade da noite ao observar o céu uma última
vez em busca de estrelas, percebendo muito
mais do que apenas luz...


A vida se torna magnífica quando
observada com simplicidade.


Marcelo HB

Transcendental

Uma taça de vinho,
a janela aberta,
o céu estrelado,
a brisa invadindo o
semblante e acalentando
o olhar no horizonte - não mais que uma taça,
não desejo ficar entorpecido, mas leve.

Marcelo HB

"Crescer exige suportar o desconforto
de deixar para trás uma vida que já conhecemos para construir outra
que não sabemos como será."


Carl Rogers

O Despertar da Abnegação na Era Digital

Vivemos em uma era de conexões hipertrofiadas, mas de afetos
atrofiados. O mundo digital contemporâneo, com suas telas
brilhantes e fluxos incessantes de informação e validação,
paradoxalmente nos isola em bolhas de enganos referênciais.
Diante do espetáculo da dor alheia, reduzida a meros pixels
e curtidas, corre-se o risco de adoecer a alma pela indiferença.

O que nos falta hoje, a todos, com urgência, é a virtude da
abnegação: a capacidade de silenciar o próprio ego para
escutar o clamor de quem padece ao nosso lado. Ser útil
exige presença real, desprendimento e a coragem de
romper a apatia que o algoritmo nos impõe veladamente
através das distrações digitais e físicas.

Que saibamos, portanto, fechar os olhos para as nossas
vaidadese modernas abrindo as mãos para o serviço
concreto, devolvendo ao mundo a humanidade que a
tecnologia teima em esquecer.

"Não vos acostumeis ao sofrimento do outro;
pelo contrário, serdes úteis."

Marcelo HB

"Na verdade, não se trata de uma imposição, mas sim de uma valorização, o que atribui crédito por nossas vitórias e,dessa forma, nos congratula com encorajamentoe satisfação — Deus o faz,e
deverá nos deixar completos."


Marcelo HB

"Uma mãe serve ao seu filho como asas ou como âncora — que
os filhos escolham."


Jonnas Macarddi

O Amor


"O amor é uma emoção profunda e um forte
sentimento de afeto e conexão que faz com
que uma pessoa deseje o bem e a
felicidade de outra."


Gemini Google


Esquecemos o caminho!

A Plebe


"Nada é pra sempre, mesmo as coroas
mudam de cabeças. Seja um bom rei
e uma boa rainha, pois reinos
também tombam."


O Duque

Ninfa

"Não condenes tu, vã ser,
a sensualidade de uma
mulher a te servir,

Mas no avesso a este,
toma-a nos braços e
derrame sobre ela

O que de melhor ela
está a espera de ter;
tua essência masculina
tua força, virilidade,
aconchego e amor."

Mário Sérgio