Mais que uma Mao Estendida

Cerca de 420514 frases e pensamentos: Mais que uma Mao Estendida

A ideia de que ler a Bíblia gera ateísmo revela o preconceito do leitor, e não uma deficiência do texto. O fato de mentes brilhantes chegarem a conclusões opostas evidencia que o resultado da leitura é influenciado pela inclinação do leitor e, fundamentalmente, por sua abertura ou resistência à iluminação do Espírito Santo.

Uma prática em que o calvinismo é muito hábil é a de se apropriar e revisar aquilo que não lhe pertence. Eles estão fazendo essa apropriação e revisão indevida dos fatos históricos, dos personagens cristãos, da doutrina bíblica e da Ortodoxia há muito tempo. O calvinismo é o grande revisionista do cristianismo.

Nenhum homem pode realizar uma obra grandiosa e duradoura para Deus se não for um homem de oração, e nenhum homem pode ser um homem de oração se não dedicar muito tempo à oração.

Uma vida cristã vivida inteiramente sem a prática da oração é uma vida vazia do poder, do consolo e da direção do Espírito Santo. É tentar cruzar um deserto espiritual contando apenas com as nossas próprias e limitadas forças humanas.

Uma igreja sem o fogo do Espírito é como um altar sem o sacrifício aceitável.


Sermons on Various Subjects, Sermão XI, p. 230.

Existe uma fé movida pelo medo e outra sustentada pelo amor. A primeira se dissipa quando o perigo passa; a segunda permanece inabalável, mesmo diante do silêncio de Deus.

Poesia de hospedagem

Cada poema é um parto,
depois de gerado,
lançamos ao mundo.

Uma vez que sai,
não tenho mais palavras nele.

Uma pessoa que sente com profundidade
e transforma isso em linguagem.

Sou intensa por dentro,
na forma como sinto o mundo,
como reajo ao que emociona,
ao que me faz feliz ou triste.

Vira tudo
uma poesia de hospedagem.

Andréa

Uma corrida, duas histórias
Eram exatamente 4h50 da manhã quando o motorista-peregrino ligou seu aplicativo de transporte. São Carlos ainda estava mergulhada na escuridão quando surgiu uma corrida para uma delegacia na Zona Norte. O passageiro estava a menos de um quilômetro de distância. Por ser madrugada, o motorista ficou um pouco ressabiado, mas aceitou a viagem.
Ao chegar ao endereço, percebeu que o passageiro era um policial militar. Assim que entrou no carro, o policial cumprimentou-o educadamente, e os dois seguiram viagem. Como sempre fazia, o motorista puxou conversa:
— Estou começando o dia com um passageiro que me dá segurança total!
O policial sorriu:
— E os demais passageiros não dão?
— Desculpe! O que quis dizer é que estou tentando tornar esta corrida agradável. Quem sabe o senhor não me conta alguma história interessante para o meu próximo livro?
Curioso, o policial perguntou se ele era escritor. O motorista explicou que era apenas um apaixonado pela escrita, autor de três livros, e que estava preparando outro, chamado “Entre Caminhos, Histórias e Aprendizados”, no qual pretendia reunir histórias vividas em suas caminhadas e aquelas que escutava dos passageiros.
O policial gostou da ideia e perguntou se poderia ganhar um dos livros. O motorista respondeu que sim, desde que ele lhe contasse algumas histórias marcantes de sua profissão.
— Então me conte duas: uma muito triste e outra engraçada.
O policial pensou por alguns segundos e começou pela mais difícil.
A história que nunca saiu da memória.
— Eu tinha pouco mais de um ano de profissão quando fazia uma ronda em São Paulo, pela Marginal do Tietê. De repente, vimos várias pessoas paradas às margens do rio, apontando para a água. Parecia que alguma coisa se mexia dentro de um saco.
Paramos a viatura, descemos e retiramos o saco da água. Quando o abrimos, descobrimos que havia um bebê recém-nascido lá dentro. Provavelmente tinha nascido poucas horas antes e fora jogado no rio pouco tempo depois.
Infelizmente, não havia mais nada a fazer. O coração daquela pequena criança já havia parado de bater.
O policial ficou alguns segundos em silêncio antes de continuar:
— Fizemos todos os procedimentos necessários, mas aquela cena nunca mais saiu da minha cabeça. Até hoje não consigo entender como alguém pode cometer uma crueldade dessas contra uma criança indefesa.
O motorista ficou profundamente tocado.
— Existem histórias que a gente ouve e nunca mais consegue esquecer — disse.
Depois de alguns instantes de silêncio, lembrou-se da segunda história.
— Agora quero ouvir aquela que o senhor disse que me faria rir.
O policial sorriu.
O amigo do presidente
— Essa aconteceu em Ribeirão Preto. Eu e minha equipe estávamos em frente ao Fórum Criminal quando um morador de rua, bastante alcoolizado, aproximou-se de nós. Começou a nos ameaçar e disse que iria falar com o presidente Lula se não fôssemos até o viaduto onde ele dormia.
O motorista já começou a sorrir.
— Ele dizia que só queria dormir, mas que uns “homenzinhos verdes” passavam a madrugada fazendo dancinha perto do barraco, puxando seu cobertor e não o deixavam em paz. Depois afirmou:
— “Vocês sabem com quem estão falando? Eu sou amigo íntimo do presidente da República! Um telefonema meu e ele manda o Exército confiscar suas fardas e prender esses marcianos!”
O policial contou que a equipe resolveu entrar na brincadeira.
Abriram a porta traseira da viatura e disseram:
— Entra aí. Vamos levá-lo até o presidente da República. Se estiver falando a verdade, deixamos você lá para tomar umas com ele. Se estiver mentindo, vamos prendê-lo.
Segundo o policial, o homem não pensou duas vezes. Saiu andando em zigue-zague e desapareceu pela rua. Não quis mais saber de presidente, Exército nem de marcianos.
Os dois caíram na risada.
A corrida, que começara às 4h50 da manhã, havia se transformado em algo muito maior do que uma simples viagem. Em poucos quilômetros, o motorista encontrara duas histórias completamente diferentes: uma que provocava tristeza e reflexão; outra que arrancava gargalhadas.
Ao chegarem ao destino, os dois se despediram. O motorista agradeceu pelas histórias, que certamente encontrariam espaço em seu próximo livro, e cada um seguiu sua jornada.
Enquanto dirigia de volta, o peregrino pensou em algo que aprendera em suas caminhadas: às vezes, aceitamos uma corrida pensando apenas no destino, mas descobrimos, no caminho, que a verdadeira viagem está na história que encontramos pelo percurso.
Peregrino Nino Carneiro

“π começa como uma constante da circunferência, mas transcende a geometria para se tornar uma constante fundamental na descrição matemática dos fenômenos naturais.


Infinito em sua representação, irracional em sua natureza, transcendente em sua estrutura e fundamental em suas aplicações.


π conecta a matemática à descrição do universo.”

Quando falamos com uma pessoa arrogante, geralmente ela nem escuta, pois já tem uma frase certa pra retrucar com sua própria razão.

bom, lutando é uma palavra muito forte, e vencendo não é exatamente a verdade, eu to sem vontade. sem vontade nenhuma..
me vejo morta daqui 10 anos.

⁠O mundo humano é como uma grande escadaria, depois que você chega no último degrau não tem outra opção, que não seja descer novamente para voltar à subir... A eternidade se repete, por falta de criatividade... Eis uma escravidão!..

O fato consumado é sempre a verdade materializada, de uma incógnita presumida... O homem comum não tem a capacidade, de identificar a verdade real...

⁠A culpa não é um tema adequado para ser discutido dentro de uma sociedade caótica, que possui seus erros instalados na programação como algo natural do sistema vigente... Se todos lavássemos a roupa suja, teríamos que conversar por anos à fio...

Uma filosofia motivacional qualquer, está longe da verdadeira sabedoria que não busca conforto e felicidade, mas tão somente o saber nú e crú, sobre tudo o que pode ser compreendido pelo homem um dia...

⁠Falar de competência ou incompetência dentro de uma sociedade caótica que vive de atribulações, é propaganda falaciosa devido a imprevisibilidade natural dos seus efeitos...

⁠O tempo é uma ilusão mental compartilhada pelo todo, satisfeito em uma vida teatral medíocre de pequenos feitos corriqueiros... A busca por ser grande, já foi abandonada.

E se os seres humanos não fossem apenas uma criação de Deus, mas partes literais dele?


E se, ao criar os primeiros humanos, Deus tivesse dividido uma parte da sua própria essência para dar origem a seres verdadeiramente conscientes e independentes? Talvez quisesse testar a sua criação, observar o universo através de outras perspetivas, ter companhia ou simplesmente deixar de existir sozinho. Mas e se não tivesse previsto completamente as consequências dessa decisão?


E se cada novo ser humano precisasse de receber uma pequena parte dessa essência divina? Quanto mais a humanidade crescesse, mais fragmentada ficaria a força de Deus. O seu poder continuaria a existir, mas estaria distribuído por milhares de milhões de pessoas incapazes de agir como uma só consciência. Deus não teria desaparecido, mas estaria progressivamente mais fraco enquanto entidade individual.


E se os animais tivessem sido uma experiência anterior, criada com fragmentos menores ou sem a mesma liberdade e consciência? E se os dinossauros tivessem sido uma das primeiras criações a crescer para além do equilíbrio esperado? Talvez Deus tenha permitido que dominassem o planeta durante milhões de anos, até perceber que já não conseguia controlar a sua expansão e teve de recorrer a uma solução extrema para recomeçar.


E se os humanos fossem a tentativa seguinte? Seres fisicamente mais pequenos, frágeis e com vidas mais curtas, que aparentemente seriam mais fáceis de controlar. No entanto, Deus teria subestimado a inteligência, a capacidade de adaptação e a velocidade de reprodução da humanidade. Com a agricultura, a medicina e a tecnologia, os humanos começaram a ultrapassar quase todos os limites naturais, tal como os dinossauros tinham feito, mas de uma forma muito mais rápida e difícil de travar.


Nesse caso, e se aquilo a que chamamos “mal”, como doenças, catástrofes, epidemias e outros acontecimentos destrutivos, não fosse apenas castigo ou crueldade? E se fossem tentativas cada vez mais imperfeitas de abrandar o crescimento humano e recuperar parte da força divina? Ou, pelo contrário, e se essas tragédias fossem consequências involuntárias do enfraquecimento de Deus, que já não teria poder suficiente para manter o mundo completamente estável?


E se Deus já não conseguisse controlar com precisão aquilo que criou? Talvez apenas fosse capaz de influenciar forças naturais, originando acontecimentos demasiado grandes e indiscriminados. Isso explicaria por que motivo as catástrofes não atingem apenas pessoas consideradas más e também destroem vidas inocentes. Não seriam julgamentos perfeitos, mas ações desesperadas de uma entidade que está a perder o controlo.


Mas o que acontece à parte divina de uma pessoa quando ela morre? Regressa a Deus, fortalecendo-o novamente, ou permanece separada para sempre? Se regressar, talvez a vida e a morte façam parte de um ciclo de distribuição e recuperação de energia. Se não regressar, então cada nascimento aproximaria Deus de uma fragmentação definitiva.


E se Deus não puder simplesmente eliminar a humanidade porque isso significaria destruir partes de si próprio? Talvez tente apenas limitar o nosso crescimento, esperando que encontremos equilíbrio antes que a sua consciência original desapareça por completo.


E se a razão pela qual Deus parece silencioso não for a sua ausência, mas o facto de já não estar concentrado num único lugar? Talvez Deus esteja presente em cada consciência humana, observando o mundo através dos nossos olhos, sentindo através das nossas emoções e agindo através das nossas escolhas, mas sem conseguir reunir todas essas experiências numa única vontade.


E se os nossos impulsos para criar, proteger, amar, conquistar e destruir forem manifestações diferentes dessa mesma entidade fragmentada? Talvez o conflito humano seja, literalmente, Deus em conflito consigo próprio.


Nesse cenário, será que a humanidade está lentamente a destruir Deus, ou está a transformar-se numa nova forma dele? E se o verdadeiro objetivo não for obedecer a uma entidade exterior, mas aprender a unir as partes distribuídas por todos nós? Talvez Deus esteja cada vez mais fraco enquanto ser individual, mas possa tornar-se novamente poderoso se a humanidade algum dia conseguir agir como uma consciência coletiva.


E se Deus nos criou para ter companhia, mas acabou dividido entre todos nós? E se agora estiver à espera que as suas próprias partes percebam aquilo que são e encontrem uma forma de voltar a unir-se?

As vezes o amor precisa de uma tempestade pra valer a pena

Parede de Vidro


Fico aqui imaginando uma vida sem você...
Uma realidade onde posso ser feliz,
sem precisar contar contigo...


Deixar de estar atrás dessa parede de vidro,
onde te vejo, mas não posso te tocar...


E te sentir é o que mais preciso...
Mas vou ficar bem...
Em um universo onde você não existe...


Fingindo que o meu coração
não estar acelerado...
Que a minha alma não está quebrada.....


Que o que mais queria
é voltar para a parede de vidro.


Porque eu sei quem você é...
Você é um estranho que me completa...


Que quero ter você sempre comigo,
mesmo que seja pela parede de vidro...


Porque chamam de doença,
dizem que é ansiedade...
Se o que eu sinto
é apenas um amor de verdade.


Faltou palavras para dizer -
O que sinto por você...


Faltou palavras agora eu sei...


É tarde demais...