Mais que uma Mao Estendida
Su'a doçura em minh’alma
Traz o mais santo e acalma
U’a luz que brota calma
Gravada está a su'a aura
De êxtase e súplica
Certeza prima
Razão última
Eloquente ternura
Provocada em mim
Somente por ti
Com aroma de sapoti
E saborosos beijos de pequi
Traze os dois hemisférios
E todos os mistérios
Das palavras e séculos
Embaladores dos cordões etéreos
A liberdade guia no escuro
Porque crês no augúrio
Que o nosso amor é puro
E que ele terá um lindo futuro.
Passam muitas coisas
aqui nessa rua
musicada pelos
pássaros até quando
desfrutamos das
mais frias temperaturas:
o tempo, o vento,
o pão quente, o queijo,
os doces, as verduras
e as amáveis frutas.
Por aqui até mesmo
nós passamos por nós,
as nossas visitas
e quem a gente
nem faz idéia,
mas passeamos.
Porém, por nós passam
os pensamentos,
e por mim os versos,
as poesias e os sonetos.
Ainda ouço o teu arfar,
- a tua respiração
Não mais me ouves
- apenas me sentes
Consigo ver em teu olhos
(silentes),
Não menos ausentes,
- ainda tenho o teu amar
Inconstante como o mar,
mas tenho; hei de te esperar.
Contigo eu hei de viajar até
Havana,
Conheceremos Cuba e a sua
natureza insular,
Nessas águas que serão tuas
e minhas,
A paixão também há de
adentrar,
Seremos dos ciboneis uma
música a cantar,
A herança indígena jamais irá
se apagar,
O nosso amor em Havana há de
aportar...!
Eu sinto que você irá se aproximar,
- estou orando para San Cristóbal
E a minha promessa irei pagar,
- por esse amor que não há de acabar
Você é um homem nobre,
- e eu apenas sou uma camponesa,
Que deverá ser iniciada nas boas 'artes';
- e nas boas métricas e com toda a sutileza
Assim juntos acertaremos as diferenças
no passo da salsa dessa Cuba que nos toca
no profundo de nossas almas.
Percebo que não notas as minhas poesias,
É melhor que eu não escreva mais.
Talvez seja melhor assim...,
Para que um dia percebas
o quão tu gostas de mim...
Ninguém domina o amor,
Ninguém detém a primavera,
Basta que uma desabroche,
A florada desponta inteira;
Assim são a minhas letras,
Desabrocham como as cerejeiras.
Despreocupadas se voltarás para mim,
Até escrever que não vou mais escrever,
É um motivo para continuar escrevendo:
Cada letra é motivo para seguir rompendo,
E fazer eterna cada fase do sentimento...
Ninguém domina o esplendor,
Ninguém detém o meu interior,
Basta que me queiras...,
Viro um soneto com eiras e beiras;
Assim sou intimista e subversiva,
Não menos encantadora como a
Floração das cerejeiras - eu sou bem feminina.
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e não posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estúpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
É dos pássaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
Não sei mais como
me dirigir à você,
Nem tampouco agradá-lo,
Fiz de tudo para cativá-lo,
Não sei nem mais como
me chegar até você.
Por tantas horas
de espera,
E o coração batendo
acelerado,
E eu pedindo um
cadinho de atenção,
Não sei nem mais
o que fazer, estou
pronta para fazer
da Lagoa das Lágrimas a (minha);
- estou perdida
Gostaria de percorrer
de novo o caminho que me
leve de volta
para o seu coração
- agora só tenho
estes meus versos
para me dar uma direção.
Não quis lhe agredir,
só quis um pouco de atenção,
Pela primeira vez senti-me
sentenciada por ser poetisa,
Fui colocada para fora
da tua vida - do teu coração,
Condenada por amar o Brasil
em versos sem malícia.
Estou chorando,
você nem imagina...
Por todas as horas
que me senti ignorada,
Carregaste um pedaço meu para ti,
E abandonaste no meio
da estrada,
Mas tenha a certeza
de uma coisa: você se foi,
e a minha poesia há
de ser fazer refeita, ainda mais
iluminada e eterna.
Afinal, até em Guarapuava
encontrei sementes para
lançar na terra - e fazer-me eterna.
Uma vez encontrado
o sentido do amor no Paraná,
O coração sempre voltará
porque o amor ali está,
Estou esperando daqui
para frente a atitude valente,
que você tomará
- e se o nosso amor
de fato desabrochará.
Não consigo disfarçar
mais o meu sorriso,
Resolvi dar tom e forma
ao meu plano,
De te amar sem engano
e sem disfarce;
Porque é lindo o lábaro,
que emana de ti.
Respiro esse teu aroma
bárbaro e joaquino,
Maravilhosa e vana é a glória
de fazer-te(admirado).
Por presunção secreta
de que estás (apaixonado);
Entregue-se para mim,
que serás bem cuidado.
Não consigo parar,
de pensar em você,
Todo o dia é poeticamente
arquitetado,
Quero ser infinitamente tua - inteira;
E fazê-lo amoroso da forma mais perfeita, assumindo publicamente que estás enfeitiçado pelos poemas que são certezas.
Há duas metades e inteirezas
que formam uma ilha,
sabemos ser um mar de rosas
e mil carícias,
Há um desejo de exibir
ao mundo que nos amamos.
Desejamos matar os corações alheios de
- inveja e despeito -
Todo o dia sempre é perfeito:
para fortalecemos que nascemos
um para o outro;
E ainda bem mais do que isso:
não tem mais jeito,
(nós formamos o par perfeito).
De todas as cidades das flores
(sem exagero),
É a mais bonita
(e dona de um tempero),
Que ao bom paladar cativa,
(cheiro bom de aconchego),
Planejada por mil amores
(para ser a morada dos príncipes),
Convidar o seu amor para conhecer
Joinville – concede o melhor dos convites.
Terra de luta e de intensa labuta,
Seu teto tem dias de sol, chuva, estrelas
e uma inesquecível Lua.
Ah, essa Lua que se atreve aparecer ainda mais
suntuosa para provocar, invadir e
apaixonar os casais de namorados
(quando vista lá da Rua das Palmeiras):
chego a escrever versos ainda mais apaixonados.
Porque pela tua gente e tua alegria
não me canso de me ajoelhar na catedral e rezar
preces inteiras...
Por esta Joinville colorida pelas feiras e
perfumada pelas flores,
Dotada de uma energia mística para
findar com todos os humores
que não se afinam com o estado
refrescante de poesia.
Pelo teu Festival de Dança e pelas
dançantes pontas das sapatilhas,
– sou capaz do que até Deus duvida
De peito aberto quero me dedicar para ti,
e por toda a nossa Santa e Bela Catarina.
Não estou querendo fechar os olhos,
Estou relutando em ir dormir,
Porque é mais garantido sonhar
(contigo) com os meus olhos abertos.
É uma doçura púrpura e magenta,
Enxergue no tom que você quiser,
Nasci para ser tua, predestinada
para ser a tua devotada mulher...
Leve contigo o meu beijo
Até a última gota do cálice,
Cale-se e cale a minha boca
Com o teu beijo, e faça o quê quiser...
Não esconda mais o quê sente,
Sei que me ama e me quer,
Respira-me de todos os jeitos,
deseja-me como mulher...
Vermelho é o tom do lençol,
Lindo sol a iluminar-me,
Desabrochado como um girassol,
vem beija-flor, vem beijar-me...
Penetra-me como lança austera,
Faça brotar a primavera,
Estou a tua espera,
Quero me enroscar nas tuas pernas.
Cada detalhe teu
lapidado o dia todo,
Torna-me cada vez
mais tua e mais macia,
Não sei mais conversar,
só sei escrever:
- poesia.
Não se escreve poesia
com lágrimas,
- e muito menos com tristeza.
Poesia é canto de amor
para ser cantado:
- baixinho.
Te amar perdidamente
é o único destino
certo de ser o meu lugar.
O amor não se explica,
ele tem a delicadeza
da aurora e do declinar do dia.
O amor tem ciência própria,
é mística particular,
Não tente entender,
E muito menos desvendar,
O amor caminha pelos séculos
por um único destino,
Que só encontra sentido pleno
Na existência para libertar.
A liberdade é
o princípio fundamental
Para o amor imortal.
O amor só ganhará corpo,
se for tratado por dois
da forma mais primordial.
Viva intensamente o amor
arando a terra como aqui
fosse o paraíso celestial.
Agarre-se nas asas
dos versos livres,
Escreva apaixonadamente,
Desenhe o amor
com as gotas de luar,
Ame enlouquecidamente,
Dance mesmo
sem saber dançar,
Entregue-se simplesmente,
Saia para tomar
um banho de chuva,
Prepare-se para viver
o amor deliciosamente,
Cante mesmo até
sem saber cantar,
Ore fervorosamente,
Que um dia o amor
que você tanto espera
há de se aconchegar.
Olhares e corpos acesos,
- rompendo as noites
No mais alto cio poético,
- desvendando segredos
Compassando os ritmos
- repassando trajetos
Habitando fetiches secretos.
Sim, se você me pedir:
jamais me recuso.
O teu eco é como o bramir
do mar,
- jamais hei de recusar
O teu desejo de me consumir
por completo.
Por sermos um desejo em
expansão,
- subjugados ao sabor da
nossa intensa sedução
Envolta por um coral de nereidas,
- que cresce em suave ondulação
Doçuras inteiras...
Nem mil lareiras hão
aquecer desse jeito,
- o pleito manifestado no corpo
O amor manifestado na prece
Esse gosto que não sai de mim
(nascido do teu beijo)
Um Universo perfeito,
um poema (inteiro).
Haverás de me rever refeita,
Ainda mais tua - e perfeita,
Porque a trova que plantamos
A acácia mais bela [semeia].
Acabaram de vez os [freios,
Só a espaço para desejos e flores,
Conhecemos a vida e os [sabores,
É por isso que nos escolhemos.
Nós sabemos o quê queremos,
Amor de verdade é o quê temos,
Um sentimento de pertença,
Com doses de [indecência].
Carinhos que irão sempre [adiante,
Gostamos de tudo que seja insinuante,
As nossas índoles são [picantes,
No melhor do arfar - extasiantes.
Os nossos beijos são o [alimento],
Os nossos corpos formarão um casulo,
Decidimos estamos pelo nosso futuro,
Nós nos escolhemos por porto seguro.
Com o coração apaixonado
Pertenço-te mais à você
Do que a mim mesma,
Você chegou para mexer
Com a minha cabeça,
Não há mais um porquê
Para olhar para trás,
Agora sei que eu te
amo a cada dia mais...
Se é conto de amor,
A gente inventa
Do jeito que for,
E tempera o nosso
amor com pimenta
O nosso bom motivo d
e sermos presença,
Assim nos aquecemos
com o mútuo calor...
Do que dizem que
pode ser ilusão
Está escrito nos teus
olhos a minha paixão,
Sei que aos poucos
você está para chegar
Não falta muito, sei que
você vai se entregar,
Nem eu e nem você vamos
parar para pensar...
Não procure
pela explicação
O amor quando acontece
tem a sua própria lógica,
O importante é estarmos
juntos além das horas,
E dessa vez, nenhum
dos dois irá embora,
O amor chegou para ficar
escrito na nossa história.
Você me pede um verso
Eu quero bem mais do que isso,
Estou pedindo o teu avesso
Quero viver no teu
colo um doce paraíso;
Ter você aqui do meu lado,
é bem isso que eu preciso.
A nossa aliança é sublime
Mais do que palavras
- elas cultivam a atitude:
Nunca subestimamos o acaso.
O amor sempre esteve conosco
- lado a lado
Determinação do Bom Jesus dos Navegantes,
que fez a gente ter se encontrado.
A tarde chega misturando amorosamente
No céu as cores rosa e lilás...
Sinto gotejar o aroma de lavanda
- estou aqui na varanda...
Contando os versos
Que vem atrás dessa saudade,
Que você me faz;
Está retido na minha boca o teu beijo
que me embalsama,
e no meu corpo está a tua mocidade vivaz.
O mundo pode cair à deriva...
Temos em nós uma paz infinita,
Uma vivacidade que não se apaga
E um encanto além da chama...
Sim, nesta tarde que saúda
As minhas três palmeiras,
Estou aguardando notícias suas
[alvissareiras] - cá estou sereníssima...
Quando se ama é assim: não se teme dançar
no [precipício,
O coração busca o outro até no
[abismo,
Vive-se a profunda certeza de estar
Vivenciando a amorosa serenidade
[mais extrema]...
É na certeza de ter a proteção
Do teu colo dando o meu em troca,
é que a gente se amplifica e se serena;
certeza longe de ser pequena.
Talvez o quê eu mais deseje
de ti seja intangível,
- escrevo.
Ou talvez não,
nada que a poesia
Não possa tocar o teu coração,
- incrível...
Numa insegurança
implacável
Está este corpo,
Nada que o teu
Colo não resolva,
- se ele for amável...
Carinhoso e inefável.
Neste meu canto de exaltação,
- desfaço-me por ti e sem fim...
Sim, assumiria para você
Que ainda sonho contigo,
Se você tivesse reparado
O quê é importante para mim.
Tenho nos meus abismos
mais escondidos
- inscritos -
os teus beijos
ofertados à eles;
ali estão os teus
beijos habitantes
dos meus recôncavos,
e nestes beijos
estão os afetos afogados.
O coração é bicho bom,
- é instrumento fino,
Quanto mais se aperta,
Mais se acerta [o tom]...
Estou correndo
na noite brumosa,
E desatada de mim
mesma na ágora
infante cercada
por essa relva azulada
- correndo de mim
para ir até você -
insinuando-me amorosa
aos caminhos
entreabertos que por ti
foram despertos.
Nunca correrei de ti,
só te espero;
Espero como quem
espera um milagre,
Um sinal celeste.
Dei para ti o meu
corpo sublime,
E com vocação amante
com a fé de quem ama
Crendo que poderá seguir
adiante - assim te espero.
Só para revirar os teus sentidos,
E nos toques mais infinitos:
Pedi o ombro do meu moço,
Amei você com gosto.
A felicidade não tem preço,
Quando ela chega, te vira
E revira do avesso...
Ela tem sempre um começo,
E também um recomeço.
Com gestos e feitiços plenos,
O teu sorriso iluminou,
Só quem não deu valor,
É porque nunca enxergou...
Escrevo todos os dias
Para dizer que jamais te esqueço,
Entre nós haverá sempre um defeso,
Para nós o amor é indefeso;
Portanto, eu implacavelmente te protejo.
Resolvi o nosso
amor acolher
Ninguém mais
nos tira
do trilho
Só o amor
é capaz
de dar
o brilho
Decididamente
contigo
resolvi viver
Acariciando
o teu coração
Te provarei
sem pudor
Seremos
do nosso
amor
Já te vejo
pleno
de fulgor
Serei a brisa
bem mansinha
Feminina
e encantadinha
Entregue
e arrepiadinha
Prometo que
vou andar na linha
A primavera
está florescendo
A minha adega
está nos
teus lábios
Dos nossos sabores
vou fazendo
Vinhos primaveris
de inebriar os sábios
Vou para o Mato Grosso do Sul
O amor faz o mundo mais azul
Terra de Maracaju e do cururu
E também do frondoso embiruçu
Ter você no coração é só alegria
O amor tem a força dos guaranis
O teu amor me guia, é companhia
Um dia a gente será muito feliz
Ninguém sabe, que eu sempre te quis
Tocando a minha viola-de-cocho
Afinando o tom no canotio solto
Acertando o tom no canotio preso
Tudo só para agradar o meu moço
Te ver através do trem pantaneiro
É um motivo para dançar chamamé
Adoro esse teu jeito bem matreiro
Desejo por esse beijo sabor de tereré
Amo todo esse teu charme feiticeiro
No ritmo do siriri, te quero bem aqui
Tens o meu beijo sabor de cajá-manga
O meu coração bate todinho por ti
Percorreremos juntos o pampa
Tocarei do sertanejo ao vanerão
Juntos dançaremos no cerrado
Ritmados pela nossa paixão
Entregarei o meu doce coração
E serás de vez o meu namorado...
Como um arvoredo, tu me proteges,
O nosso arvoredo está repleto de frutos,
Não há mais segredos entre nós dois;
Os teus afetos foram me entregues,
Quero que com o teu amor me leves.
O teu escudo e o teu broquel
- são asas -
concedidas pelo Pai do Céu;
Tenho por ti a infinita
Ternura, todo o afeto e mel
Que cabem em versos celestiais,
O amor nos faz especiais.
O teu beijo é de afeto,
E o meu beijo é devotado,
Na verdade, somos ávidos
Para provar a boa
Loucura do bom requebrado.
Os beijos e os afetos
Estão sendo levados
Pela noite santificada
E pelo amor;
O coração vibra a pequena serenata
- anunciada -
Guardo para ti a minh'alma - enamorada.
Do despertar até ao sono,
E tenho nos embalado,
Colhas para ti
- a mais fina safra de beijos -
Não por impulso.
Faça um bom vinho,
E me recolha
No teu coração
Enamorado;
Sei que estás
Apaixonado.
O meu verso alexandrino
Toma conta intrépido,
Ele te faz a cada dia mais menino
Como um amanhecer
- lépido.
Sou o teu sorriso que não se contém,
Sei que podem nos julgar;
Não há o quê temer,
Nós nos queremos bem,
Juntos iremos muito além...
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