Mais que uma Mao Estendida
Enquanto Houver Amanhã”
Se hoje o céu parecer cinzento
E os ventos soprarem mais forte,
Lembra: é no caos do momento
Que se forja a chama da sorte.
Cada passo, por mais cansado,
É vitória contra o temor.
Mesmo o chão sendo torturado,
Brota flor onde houve dor.
O mundo pode ser tempestade,
Mas dentro de ti há sol,
Um farol de imensa verdade
Mesmo em noite sem arrebol.
Teu sonho é semente escondida,
Que o tempo há de regar.
Tudo pulsa, vibra, é vida —
A esperança sabe esperar.
Não temas cair, recomeçar,
Pois cair é parte do voo.
A alma aprende a levantar
E a crescer em cada estouro.
Segue em frente, sem pedir licença,
Com coragem, mesmo a chorar.
Pois quem caminha com crença
Já começa a transformar.
Enquanto houver amanhecer,
Enquanto o coração bater,
Sempre haverá um novo porquê
Pra sonhar, lutar e viver.
Do cair ao vôo mais alto
Caí.
Não foi tropeço leve —
foi queda funda,
daquelas que fazem a alma se perguntar
se um dia foi feita pra voar.
Silêncio.
Poeira.
Cicatriz.
Mas ali,
entre os estilhaços do que fui,
uma brasa acendeu,
quieta, tímida,
mas viva.
Não era o fim.
Era o chão firme onde nascem asas.
Era o ponto exato onde a dor
vira lição,
e o medo aprende a ser coragem.
Levantei.
Não porque tudo estava certo,
mas porque dentro do caos
eu descobri um novo rumo,
um novo ritmo,
um novo “eu”.
E onde muitos viram queda,
Deus viu impulso.
Onde o mundo julgou fracasso,
o céu soprou recomeço.
Hoje, voo.
Não com asas de ilusão,
mas com força de quem já caiu.
Com fé de quem já rastejou.
Com brilho de quem acendeu sua própria luz
na noite mais escura.
E se eu cair de novo?
Ah, eu sei:
há sempre um voo mais alto
esperando quem não desiste de levantar.
CANTO DA VITÓRIA MAIS DIFÍCIL
No silêncio da alma ferida,
Quando o mundo virou suas costas,
Lutei com as armas da fé escondida,
Na trincheira das horas mais tortas.
Não foi glória com luzes e palmas,
Foi suor, foi joelho no chão,
Gritei com a dor presa na calma
E ouvi meu próprio coração.
Cada passo, um abismo vencido,
Cada noite, um choro contido,
Cada “não” que o mundo gritou
Foi semente que em mim floresceu.
Me chamaram de fraco e caído,
Mas não viram o que renasceu:
Um gigante forjado em segredo,
Que caiu… e depois se ergueu.
Essa vitória não tem medalha,
Não tem faixa, nem multidão,
Mas carrego no peito a muralha
Que ergui com cicatriz e oração.
Por isso, se ouvir meu canto,
Saiba: é de guerra e de amor,
É da dor que virou acalanto,
É da cruz que virou esplendor.
Hoje canto a vitória mais rara,
Não a fácil, comprada ou banal —
Mas aquela que nasce na cara
Do fundo… e termina imortal.
Máscara de Virtude
Nada é mais triste, mais vil, mais pequeno,
Que o homem que oculta o pecado no escuro,
Mas veste, sorrindo, um manto sereno,
Fingindo ser justo, ser puro, ser puro.
Nos olhos, a luz de um falso arrependido,
Nos lábios, discursos de nobre intenção,
Mas dentro, um abismo sombrio e contido,
Onde mora o orgulho, o engano, a traição.
Ergue-se aos outros qual torre de fé,
Condena o que vê, finge dor ao errante…
Mas esquece que Deus, que tudo vê,
Sonda o silêncio, o gesto dissimulante.
Melhor o que cai, mas clama ferido,
Do que o que se esconde atrás da aparência.
Pois mais vale um coração arrependido
Do que mil fachadas sem consciência.
Aos que vestem virtude só por fora
Nada é mais miserável
do que quem se esconde no escuro
com as mãos sujas,
mas sai pra rua com a alma engomada,
ensaiando bondade no espelho.
Gente que sorri com versos santos,
mas pisa em chão rachado por dentro.
Fala de amor,
mas não ama.
Fala de perdão,
mas julga com gosto.
Fala de luz,
e caminha nas sombras…
de si mesmo.
É fácil parecer limpo
quando ninguém vê a bagunça que você tranca.
É fácil apontar o erro alheio
quando ninguém conhece seus bastidores.
Mas a verdade não se apaga
com filtro, frase bonita ou pose de justo.
Cedo ou tarde,
a máscara escorrega.
E o que fica —
é o que sempre esteve lá.
Não existe paz
pra quem finge ser o que não é.
E não existe cura
sem coragem de se encarar.
Melhor ser quebrado, mas real,
do que inteiro de mentira.
Labirinto dos Porquês
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
brotam como rios
que nunca adormecem.
Buscamos sentido,
um fio na mente,
mas cada resposta
foge de repente.
A dúvida cresce,
se espalha, consome,
transforma certezas
em névoa sem nome.
Perguntas se multiplicam
como estrelas no céu,
e a verdade escapa
por um véu tão cruel.
Menos respostas,
mais inquietação,
é o preço que paga
quem busca razão.
Mas mesmo perdidos,
seguimos a andar,
pois é no mistério
que a alma quer estar.
“A Força de Perguntar”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
mas é nessa busca
que os fortes florescem.
Nem toda resposta
se mostra de vez,
mas cada pergunta
te leva a ser mais.
A dúvida ensina,
te faz levantar,
te tira da zona
que quer te parar.
Não temas o eco
do “por que” que persiste,
é ele que mostra
que a alma ainda insiste.
Quem muito pergunta
não é quem se perde,
é quem se constrói
no caminho mais verde.
“Mistério da Fé”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
e os céus silenciam
enquanto enfraquecem.
Mas na ausência clara
de explicação,
floresce o invisível
no peito, a fé-vão.
Deus nem sempre fala
com voz e razão,
mas acalma a alma
com compaixão.
Nem tudo se entende,
nem tudo é pra ver,
mas tudo tem tempo
e um porquê de ser.
A fé não precisa
de prova ou sinal —
ela nasce no escuro
e nos leva ao final.
O Peso do Porquê”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
como ecos da mente
que nunca adormecem.
Vivemos tentando
explicar a dor,
o tempo, a perda,
a falta de cor.
Mas há coisas fundas
que não se traduzem,
mistérios da vida
que apenas nos usam.
O saber tem limites,
o sentir, não tem,
e às vezes, silenciar
é também um bem.
Pois nem todo porquê
pede uma resposta
às vezes só quer
que a gente se encoste.
Senhorita
musica que mais parece um poema de autoria do cantor Zé Geraldo
Senhorita
Minha meiga senhorita,
eu nunca pude lhe dizer.
Você jamais me perguntou
de onde eu venho e pra onde vou.
De onde eu venho
não importa, pois já passou.
O que importa
é saber pra onde vou.
Minha meiga senhorita,
o que eu tenho é quase nada,
mas tenho o Sol como amigo.
Traz o que é seu e vem morar comigo.
Uma palhoça no canto da serra será nosso abrigo.
Traz o que é seu e vem correndo, vem morar comigo.
Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois,
e, se for preciso, a gente aumenta depois.
Tem um violão que é pra noites de lua,
tem uma varanda que é minha e que é sua.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo.
Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois,
e, se for preciso, a gente aumenta depois.
Tem um violão que é pra noites de lua,
tem uma varanda que é minha e que é sua.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Comigo, doce, meiga senhorita,
vem morar comigo.
Senhorita: Zé Geraldo
E então, estou aqui, entre o espaço e a verdade, cortada tão bruscamente do meu eu mais profundo, de um tempo no espaço que insistiu em me trazer do fundo para a realidade crua e nua que eu deveria viver. Aqui, o meu eu sonhador que adormeceu entre o tempo e o espaço desse meu eu de hoje, que insiste simplesmente em ser feliz.
Quanto mais aprendo menos me conheço
se me aprofundo enlouqueço
Rasgar-me despir-me do meu eu
nada adianta porquê meus olhos não veem
Quem sou eu? não sei!
Diante do meu semelhante cresço
mas de mim esmoreço
sou fraco, pequeno indefeso
mas grande quando presa
se pra subir tem que descer
humilhado seja
melhorar, discutir dividir e até somar
para diminuir os devaneios
a quem possa interessar
afinal quem sou eu?
O amor esse sim está mais elevado que qualquer lei, ele é unidirecional não precisa de matéria prima ou de uma ação/reação para acontecer. Existem pessoas amando sem serem amadas outras até odiadas, existe até quem acredita que precise do físico para amar. O físico perece, as leis são feridas mas o amor é imutável.
Tudo, mais tudo mesmo tem no mínimo dois pontos de vista, ou seja, o seu máximo ainda é 50% e os outros 50 pertence a outrem que por sua vez acredita deter a razão.
Pra que tanta preocupação com o amanhã, se o mesmo é construído hoje, o amanhã nada mais é do que lembrança de hoje quando virar ontem.
É melhor padecer conjugando o verbo amar no transato do que ter um póstero sem lembranças da mais brutal e avassaladora das sensações.
Esteja bem, mas tenha sede de melhorar muito mais, a presença do bem é imperceptível antes da presença do mal, a pergunta que não se cala é: O Mal é uma ferramenta do Bem?
Quando entendemos nosso papel no universo, não precisamos mais de cor, raça, ou religião, pra fazer o que é certo. Sempre fomos selvagens, mas não fazemos nada pra evoluir nisso.
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