Mágico
Há algo mágico no sorriso que provoca aquele frio na barriga, uma mistura de encanto e nervosismo que só o coração entende. É como se cada curva dos lábios desencadeasse uma dança sutil de borboletas no estômago, um arrepio suave que percorre a espinha e desperta emoções adormecidas. Esse sorriso lindo transcende o simples ato de sorrir; ele é um convite para um universo de possibilidades, um gesto que revela a beleza interna e a luz que irradia de dentro para fora. É o tipo de sorriso que aquece a alma e faz o tempo parar, transformando momentos comuns em memórias preciosas. Quando esse sorriso surge, não há como resistir à sensação de ser envolvido por algo maior, algo que redefine o significado de felicidade e amor.
O tempo não possui o poder mágico de curar, ele é apenas o cronista impiedoso das nossas batalhas perdidas, registrando as feridas que insistimos em maquiar com o falso sorriso da resignação forçada, e a ilusão de que a passagem dos anos apaga a dor é o autoengano mais perigoso. O verdadeiro antídoto contra o veneno do passado não está na espera, mas na ação de mudar as escolhas, de traçar um caminho onde a sua atitude não seja um reflexo do que foi, mas um farol do que será, porque a vida só se transforma quando paramos de ser meros espectadores dos nossos próprios erros.
O menino e o Lápis Mágico
Ele entrou na sala de aula. Seus olhos brilhavam e já foi logo dizendo:
— Olha, a tia diretora Juliana me deu um Lápis Mágico!
Ficamos felizes. Se ele está feliz, eu também fico. Se fica triste, continuo ali, respeitando o seu momento, mas procurando trazê-lo de volta ao lugar onde pode sorrir e fazer seus olhos brilharem novamente.
E foi em um desses momentos de fúria intensa, mesmo com as medicações, que ele quebrou o seu presente especial e o jogou no chão.
Quando voltou à razão e percebeu o que havia acontecido, veio o arrependimento:
— Como sou bobo... Sou muito bobão mesmo. Quebrei o meu Lápis Mágico e agora não vou conseguir fazer o dever.
Conversamos bastante sobre as suas ações, sobre autocontrole e amor-próprio. Depois pensei que talvez houvesse uma solução.
— Vamos lá pedir outro Lápis Mágico.
E o receio veio para nós dois. Não sei como funciona a segunda via de um Lápis Mágico. Se precisa de prazo, alguma documentação, assinaturas ou testemunhas... Mas vamos lá.
Pedimos licença, entramos, expliquei o problema exatamente como tudo havia acontecido, sem exagerar nem omitir nada.
Ela aceitou o pedido de desculpas, compreendeu toda a situação e prometeu que faria outro. Disse que levaria apenas alguns segundos.
Ele ficou ali, curioso, observando tudo, e eu saí.
Não queria perder a magia daquele momento. Preferia ficar com o suspense, imaginando as palavras encantadas, o pó de pirlimpimpim, talvez um pedaço de estrela, um pouco de poeira da lua ou alguns raios de sol.
Sim, eu queria guardar tudo isso sem perder o encanto.
E ele voltou, mais uma vez, com os olhos brilhantes, radiante, com um belo sorriso e cheio de esperança.
Sabíamos que aquele Lápis Mágico tinha as horas contadas.
Mas, naquele instante, isso já não importava.
O que realmente ficou foi a certeza de que o mundo ainda abriga pessoas capazes de entrar na fantasia sem medo de parecerem bobas, apenas para devolver o brilho aos olhos de uma criança.
Talvez seja essa a verdadeira magia.
Não a que transforma um lápis quebrado em outro novo.
Mas a que transforma culpa em esperança, lágrimas em sorriso e faz uma criança acreditar, mais uma vez, que ainda vale a pena sonhar.
E isso... não tem preço.
Edineurai SaMarSi
A Vassoura Mágica
A vassoura é um instrumento mágico de purificação, limpeza e transformação.
Nós, bruxas, utilizamos a vassoura para preparar um espaço antes de uma celebração ou de um ritual, afastando energias que estejam em desarmonia e que possam interferir nas intenções que desejamos alcançar.
Durante a purificação, a vassoura percorre o espaço em movimentos circulares, no sentido anti-horário, simbolizando a limpeza, a desprogramação e a retirada daquilo que já não deve permanecer. Suas cerdas não precisam tocar o chão, pois aquilo que estamos varrendo não pertence ao plano físico, mas ao mundo extrafísico.
Um dos momentos em que essa prática pode ser realizada é durante o Sabbat de Imbolc, associado ao final do inverno e à preparação para um novo ciclo. É um período simbólico para limpar, banir e deixar para trás tudo aquilo que não deu certo, abrindo espaço para o recomeço trazido pela primavera e pela celebração de Ostara.
A vassoura também carrega um profundo simbolismo de fertilidade e união. O cabo representa o sagrado masculino, enquanto as cerdas representam o sagrado feminino. Quando essas duas partes se unem, formam um único instrumento, simbolizando a união dos polos masculino e feminino, a criação, a família e o lar.
Por isso, a vassoura se tornou um dos símbolos mais conhecidos das bruxas.
Mais do que um simples instrumento, ela representa a capacidade de limpar, transformar e atravessar fronteiras entre mundos, conectando o plano físico ao extrafísico e simbolizando o acesso a dimensões que, segundo essas tradições, nem todos conseguem perceber.
A vassoura não apenas varre.
Ela abre caminhos, encerra ciclos e prepara o espaço para aquilo que está por vir.
O momento mágico, é aquele no qual temos o poder de escolha nas mãos; onde um sim ou um não mudarão o rumo de nossas histórias.
Deus é o maior mágico da história: faz o universo inteiro aparecer e some quando alguém precisa de uma explicação racional para o sofrimento.
Pode-se dizer sem pestanejar que é um momento único, mágico, que alegra o mundo quando arte e artista se misturam finalmente, juntando a notável intensidade do lúdico com a forte viveza da simplicidade
e assim, passam a ser uma única existência, que ganha mais destaque por tamanha grandeza, contendo a mesma essencialidade, cores intensas, detalhes maravilhosos, da criatividade mais simples até a mais excêntrica,
onde o imaginário é poderoso o bastante para proporcionar uma imaginação que não tem limites, que faz a inspiração se desenvolver com total liberdade, reflexo de uma criação na compreensão de outros olhares.
Céu mágico, cativante, cujo azul é do tom do mar, um lugar incomparável, radiante, lá o forte encanto pela simplicidade não se perdeu, o impacto exultante da magia da arte espalhada por todos os cantos
O imaginário certamente fica à vontade ao ponto de fazer imaginar que a bela música “La vie en rose” chegou até as alturas e foi colorindo as suas nuvens incontáveis com bastante capricho em cada parte
E assim, passaram a ter um rosa suave, apaixonante, nas suas formas e camadas, uma viagem emocionante graças a uma riqueza de detalhes, resultante de uma inspiração encantadora, de muita ludicidade.
Estás a me encantar
Como se fosses um mágico
De amor falas sem medo
Do fim que pode ser trágico.
- Pekenah
Olha, eu não acredito muito em destino ou em um roteiro mágico escrito nas estrelas. Mas quando olho para você, a certeza vem de um jeito tão real que assusta: se a gente não nasceu um para o outro, a gente se refez perfeitamente para caber na vida um do outro. Se alma gêmea existe, ela não nasce pronta; é o que a gente se tornou.
"O Número Mágico é a linha de chegada onde o seu dinheiro finalmente começa a trabalhar muito mais duro do que você."
Laerson Endrigo Ely, Método R.E.N.D.A. de Investimentos
Histórias escritas
Existe um dom quase mágico
em transformar palavras em mundos.
Uma frase pode abrir uma porta,
um parágrafo pode atravessar séculos,
e algumas poucas linhas
são capazes de criar vidas
que jamais existiram...
Mas que, de algum modo,
passam a existir dentro de nós.
Escrever é possuir o infinito nas mãos.
É poder escolher outros caminhos,
inventar outros destinos,
dar aos personagens
as vidas que o mundo real lhes negou.
Em cada história,
nasce uma versão diferente da realidade.
Um universo onde o impossível acontece,
onde o tempo pode voltar,
onde encontros podem durar,
onde despedidas podem ser adiadas
e onde até o destino
pode ser desafiado.
Talvez seja esse o verdadeiro encanto
das histórias escritas:
não criamos apenas mundos.
Criamos possibilidades.
E enquanto houver alguém disposto a escrever,
nenhuma história precisa terminar de verdade.
Ela pode renascer em outra página,
em outro tempo,
em outro coração.
Porque algumas histórias
não são feitas apenas para serem lidas.
São feitas para nos lembrar
que também poderíamos existir
em outras versões de nós mesmos.
O "Mágico" é apenas uma projeção. Uma versão de nós mesmos que acreditamos que existirá lá: uma versão sem problemas, sem ansiedade e sem tédio. Mas em qualquer lugar do mapa, haverá boletos, fofocas e dias nublados
