Mãe Irmã
A Terra é mãe, e há de nascer algo mais selvagem e devastador do que ela nesse mundo físico?
Essa é a verdadeira energia feminina.
Feliz dia das Mulheres!
MÃE QUILOMBOLA!
Talvez o barulho provocado na natureza do meu desejo materno tenha despertado, em nós, a conexão com o amor desta união. O que verdadeiramente revelo não se compara a nenhum outro sentimento já sentido, já experimentado. Uma providência se justifica: as intenções são sagradas!
As bonitezas de ser mãe são como um jardim florido, onde as conjugações sentimentais despertam propósitos divinos. Não há surpresas quando o coração anseia, quando a emoção pulsa em certezas e a ancestralidade presenteia.
A semente do amor brotou!
Em meu útero de mulher preta, vingou.
Meu ventre é solo livre. Nele, uma semente consciente se movimenta, regada pela minha essência. Germinou!
E a descendência, com liberdade, chegou.
A esperança é quilombola: fruto saudável da resistência, alimentada pela memória, pela ancestralidade e pela coragem de existir. Cresce para protagonizar novas trajetórias, abrir caminhos e escrever outras páginas de vitórias na história.
Sou mãe quilombola.
Meu ventre é território.
Minha maternidade é ancestralidade.
Minha descendência é continuidade.
E a semente que germinou em mim carrega a liberdade de florescer. Eli Odara Theodoro
Acredita-se que o amor mais verdadeiro e profundo mora no coração de uma mãe. Esse sentimento começa muito antes do nascimento, ainda durante a gestação, quando a vida começa a se formar em seu ventre sagrado. A cada toque na barriga, ela sonha e imagina o futuro, pensando no mundo que deseja preparar com carinho para seu filho.
Ser mãe é viver um sentimento eterno, nascido do amor mais puro. Mesmo enfrentando os incômodos da gestação, como enjoos e desejos, ela continua sonhando, fazendo planos e acariciando com carinho cada pequeno movimento do bebê, que já bate em harmonia com seu coração.
Os filhos nascem, crescem e, um dia, formam suas próprias famílias, num ciclo onde os sentimentos renascem, marcados pelos laços de um amor que nunca se desfaz. O tempo pode passar, a vida pode seguir outros caminhos, mas, no íntimo de uma mãe, um filho será sempre sua criança — alguém que precisa do seu colo, do seu cuidado, do seu amor incondicional.
Uma vez mãe, sempre mãe. O amor que nasce ali é eterno.
Acredito que Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu as mães como a forma mais pura de expressar o Seu amor. Em cada abraço, em cada gesto de carinho, revela-se a fonte divina da vida. Nos olhos de uma mãe, encontramos a essência mais verdadeira do que é amar sem limites.
Podemos afirmar com certeza que mãe é um anjo, que cuida, protege e, à medida que os filhos crescem, seu amor permanece imutável. O que ela sente vai além de qualquer imaginação, ultrapassa todas as fronteiras. Os instintos de uma mãe nos dão fé em sua direção, pois ela sempre deseja o melhor para seus filhos e luta para que não faltem felicidade e paz em suas vidas.
Mãe é o nome mais doce de se pronunciar. Ela é a base segura de nossos sentimentos, a certeza de que, mesmo quando crescemos, continuamos sendo para ela, eternamente, crianças..
A RAINHA DOS ANJOS.
“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”
“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”
A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.
Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.
Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.
Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.
Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.
Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.
Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.
Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.
Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.
Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.
Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.
Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.
Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.
Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.
Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.
Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.
Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.
Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.
Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.
Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?
Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.
Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.
Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.
Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:
“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”
A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.
De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.
Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.
Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.
Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!
FONTE
Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.
Referência bibliográfica:
XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.
Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.
E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.
Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.
Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…
Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.
Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.
Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.
E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!
A
maior pretensão
da
Mãe da Incoerência
é ser
Pai da Verdade.
Há algo de profundamente humano — e perigosamente confortável — em tentar vestir a verdade com as roupas da conveniência.
A incoerência, quando não confrontada, deixa de ser um deslize e passa a ser método.
Ela se reinventa, se justifica, se enfeita… até ousar reivindicar autoridade sobre aquilo que nunca gerou.
Ser Pai da Verdade exige muito mais do que discurso: exige compromisso com o que permanece de pé mesmo quando nos desmonta.
Já a incoerência, essa mãe indulgente, aceita qualquer versão de nós mesmos — inclusive aquelas que negam o que defendíamos ontem com fervor.
O problema maior não é errar.
É construir narrativas para transformar o erro em razão, o tropeço em caminho e a contradição em identidade.
Nesse ponto, já não buscamos a verdade — buscamos apenas a validação de uma versão confortável de nós mesmos.
E talvez seja aí que tudo se perde.
Porque a verdade não precisa de herdeiros, nem de títulos.
Ela não implora reconhecimento, nem aceita ser adotada por quem a distorce.
A verdade simplesmente é — firme, incômoda e, muitas vezes, solitária.
Cabe a nós decidirmos: queremos ser filhos da verdade, com toda a humildade que isso exige…
ou continuar alimentando a ilusão de que podemos gerá-la a partir das nossas próprias incoerências?
A Letra, H.
Agar foi uma serva egípcia de Sara e mãe de Ismael, filho de Abraão. Sua história no livro de Gênesis é marcada por conflitos familiares, exílio no deserto e a experiência de ser vista e socorrida pelo próprio Deus em momentos de grande aflição.
Se o homem mau é capaz de abusar da própria mãe, o que ele não será capaz de fazer com as mães dos outros?
O intelecto veio do meu pai, a sensibilidade veio da minha mãe.
Sou a mistura entre razão e sentimento
Psicopatia / Pessoas Antissociais
Minha mãe sempre me disse: Louco não ataca Louco, finja e responda-o a altura.
É fácil reconhecer um psicopata: Ele zombará, falará da fé das pessoas com tom maldoso, de incredulidade e vulnerabilidade como pouca inteligência.
E achará vantagem nos tratos, relacionamentos com pessoas de pouca idade pelo prazer da sua pouca experiência, reconhecimento de malícia, isso é diversão para ele.
Mãe é toda aquela que acolhe, acalenta, chora baixinho, cuida, acompanha e mesmo calada otimista se revela sempre com um farto sorriso de esperança, nos revelando que no fundo, tudo vai dar certo, sem entender nem o fim e nem o começo, mas tentando aprender no exercício do amor, todas as novas mudanças, as opções de escolhas e os diferentes comportamentos contemporâneos de seus filhos e filhas.
O coração de uma mãe possui o abrigo de que um filho precisa. Agiganta-se pela forma como acolhe e imensurável pela dimensão do amor que carrega.
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