Machado de Assis Poemas a Palmeira

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Saboreiem do amor tudo o que um homem sóbrio saboreia do vinho, mas não se embebedem.

As crianças não têm passado, nem futuro, e coisa que nunca nos acontece, gozam o presente.

A história é émula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.

Uma mulher é uma oportunidade de prazer! Até poderíamos dizer quando encontramos uma: eis uma bela noite que ali vai!

Muitas coisas, não vale a pena dizê-las. E muita gente não merece que lhes digam outras coisas. Isto faz muito silêncio.

É preciso saber o valor do dinheiro: os pródigos não o sabem e os avaros ainda menos.

Aquele que, de certa forma, não vive para os outros, raramente vive para si mesmo.

Ordinariamente tratamos com indiferença aquelas pessoas de quem não esperamos bens nem receamos males.

Os sábios duvidam mais que os ignorantes; daqui provém a filáucia destes e a modéstia daqueles.

Se o vosso médico não acha bom que durmais, que useis vinho ou tal carne, não vos preocupeis: encontrar-vos-ei outro que não será da opinião dele.

A dor enobrece as pessoas mais vulgares, porque ela tem a sua grandeza, e, para receber o seu brilho, basta ser verdadeira.

Uma coisa essencial à justiça que se deve aos outros é fazê-la, prontamente e sem adiamentos; demorá-la é injustiça.

Os pais devem dar sempre para serem felizes. Dar sempre é o que faz que sejamos pais.

É mais fácil ser amante do que ser marido, pela simples razão de que é mais difícil ter espírito diariamente do que dizer coisas bonitas de vez em quando.

Não há menos tormento no governo de uma família do que no de um Estado inteiro.

Todos os seres derivam de outros seres mais antigos por transformações sucessivas.

A educação pública nunca resolve o difícil problema do desenvolvimento simultâneo do corpo e da inteligência.

A natureza concedeu aos grandes homens a faculdade de fazer e aos outros a de julgar.

Terrível condição do homem! Não há uma das suas felicidades que não provenha de uma ignorância qualquer.

A dor é como uma dessas varetas de ferro que os escultores enfiam no meio do barro, ela sustém, é uma força!