Machado de Assis Contos Curtos Saudades
Esperança.
Pois eu sereia a esperança;
A esperança que a vida e linda.
DOCE meiga e adimiravel.
Na esperança que vida ainda me encontre.
Pra vida deixa esperança acreditar no amanha.
Sera a esperança de um novo horizonte de luz
de alegria.
So assim a esperança prenetrar dentro da vida,
Porque a vida e minha maior esperança.
A esperança de amar a vida.
E viver feliz na esperança de esta sempre perto da DOCE delicada razão de vc vida..
Tempo
Incrível a capacidade do tempo de nos surpreender.
Em um breve segundo podemos ser, no outro deixar de ser.
O tempo nos faz lembrar e ao mesmo tempo esquecer.
O tempo nos traz à vida e por ironia nos faz morrer.
Não sabemos quanto tempo teremos realmente para viver.
Apenas pode-se viver como se no amanhã fosse morrer.
Velejar
Meu coração precisa
Do prazer que ultrapassa a razão
Estar numa constante metamorfose
Transbordando de desejos de amor
Estou pronto para voar
De Norte a Sul a todo instante
Para o teu corpo velejador
E assim poder atracar
No caís do seu coração
E por luas adentro
Viver volúpias febris
No vaguear do teu corpo
Olhar de fogueira
Tira de mim esse olhar
Que queima como fogueira
Ilumina igual luar
Em noite de Lua Cheia.
Não quero me apaixonar
Vai doer com dor de morte
Igual navalha cortar
E mudar a minha sorte
De alma desimpedida
E meu Sul vai virar Norte
Da calmaria da vida
Nunca mais serei consorte
E vou sofrer de saudade
Se afastares, enfim...
Se teu olhar desviar
Um só instante de mim.
Debaixo do travesseiro
Poesia dentro da alma
Transito pela vida celebrante.
E se existe algo
que me acalma
É postar minha alma agonizante
Ou festiva
Segura ou à deriva.
Nos meus versos
Que às vezes rimam, ora não rimam
De acordo com o clima
Do meu coração
Minhas singelas palavras podem evocar
Saudade de uma vida querida
Lá atrás e por força maior
Não acontecida.
No entanto prossigo
Com perfil altaneiro.
Com a pose de quem ganhou todos os jogos
E meus rogos
Escondo-os debaixo do meu travesseiro
Natal de Luz
Que o Natal extinga toda a melancolia
Que não sobre nem uma pequena nostalgia
Pela falta de um bem-querer
Que seja sempre um renascer
De coisas boas e conquistas
E que se estenda pela vida
Inteira. Todos os dias do ano
Sejam de um desejo soberano
De paz e amor
E seja como for
A caminhada humana
Que ela aconteça sempre
Dentro dos planos Divinos.
E que o Natal que traduz
Alegria seja repleto de luz.
A Vida é Agora
Acorda amor
Sou eu o teu sonho
Menino risonho
Desperta pra vida
Que acaba tão logo
Depressa ela passa
E a tua pirraça
Fingindo ter sono
Vai nos separar
Cansei do abandono
Esquece o teu jogo
Abaixe tua guarda.
A vida é agora
Não vem outra hora
O amanhã é incerto
Talvez nem exista
Pra um de nós dois
Não deixa nosso amor pra depois.
Toma jeito
Recoste em meu peito
E segrede então
Que é meu, e só meu
O teu coração.
A Tragédia do Paquistão
Que sonho foi brutalmente interrompido?
Como Malala o de um ativista destemido?
Como Sharif o de um Primeiro-Ministro?
Ou um cantor como Kamal?
E não há nisso nenhum mal.
Qualquer que seja o sonho
Foi medonho
O interrompimento do desabrochar
De meninas e meninos paquistaneses.
Pelo ataque hediondo.
A poesia estancou nas ruas
Da triste Peshawar
E a dor espalhou-se no ar
E nos corações de pais
Que nunca mais terão de volta
A visão do seu amor
Seu pequerrucho se assomar na porta
E gritar respondendo um “ei”.
Mamãe! Papai! cheguei.
A Sorte dos Ditongos
Até nos ditongos a sorte passeia
Vejam bem que ele semeia
Observem o ÃO
Produzindo encantamento nas palavras:
Coração
Compaixão
Perdão
Canção.
Todas elas nos remetem à
Emoção.
Agora o mesmo ditongo ÃO, em:
Segregação
Exclusão
Discriminação
Confusão
Estas palavras criam em nós uma baita
Indignação.
O Meu Palácio
Coloco dentro do meu palácio o que e quem eu quero:
O meu amado.
Alguns amigos.
Muita música
Muito riso
Muita dança
Uns bons filmes na minha cinemateca
Boas peças teatrais.
Uma excelente biblioteca
Muita paz
Algumas garrafas de Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape
Alex Atala
E viva a minha fabulosa capacidade imaginativa.
Cata-vento
Cata-vento ao relento
Teu destino é girar
Cata-vento um pé de vento
Está chegando pra aumentar
Teu movimento giratório
Rodopia sem parar.
Vem daí a tua força
Teu poder transformador
De energia em trabalho
E não foges do labor.
Quero seguir teu exemplo
E jamais querer parar
Nos meus giros pela vida
Com o intuito de alcançar
Meu amado, pois cansada
As forças minhas exauridas
Estanquei a caminhada
E sangrei minhas feridas.
Vivo aos prantos, pura dor
Estou enferma de amor.
Alma Gêmea
Alma gêmea de minha alma
Busco-te sedenta, ressequida.
De amor necessitada
Muita mais que de comida.
Muito sofro de saudade
Minha sina é padecer
E não tenho outra verdade
Senão te amar e querer.
A saudade do teu cheiro
Só aumenta o meu penar
Eu percorro o mundo inteiro
Somente pra te encontrar
Nos sonhos eu te vejo
Entre um abraço e beijo
Ouço chamar-me meu bem
E assim vou prosseguindo
Nas horas que vão caindo
No dia que nunca vem.
A Flor e o Mar
O mar tem cheiro de vida
O mar tem gosto de amor
O mar tem vida distinta
Da vida que dá vida à flor
No entanto se copiam
Num milagre singular
A flor ondeia a alma
O mar floreia o sonho.
Ambos inspiram o compositor
Num grávido versejar
A flor é prenda de amor.
O mar é rima de amar.
O mar é arrebatamento
A flor é singeleza.
No sentido exato da palavra
Daí, serem, então
Nessa escala de valores
Nesta inversão.
Definitivamente
Incomparáveis
Nas suas grandezas.
Melanina Carioca
Minha cor é de canela
Meu palácio é na favela
E meu cheiro é de Brasil
Minha luz é de estrela
Vidigal é o meu país.
Minha voz é afinada
Minha dança ritmada
O meu hino é de amor.
Sou cantor, sou professor
Sou aluno e aprendiz
Sou do povo, gente simples
Vidigal é o meu país.
Sou o verso, o estribilho,
Sou o brilho
Sou o fuso e sou a roca
Sou melanina carioca.
Sou a pena, sou o giz
E Vidigal é o meu país.
Sou o bicho, sou a toca.
Sou melanina carioca.
Sou a derme, a epiderme.
Sou o olho, sou a boca.
Sou melanina carioca.
BEIJA-FLOR
Beija-flor, meu pé de amor-rosa
Murchou, secou, morreu
E na funda e infértil cova
Um espinheiro nasceu.
Beija-flor perdi o cheiro
Das minhas pétalas orvalhadas
Fiquei só sem bom proveito
De sonhar nas madrugadas
Beija-flor estou em luto
E fechei meu coração
Não procuro e nem busco
Pra viver, uma razão.
Beija-flor vem me ensinar
A procurar novo jardim
Sem um amor-rosa pra cheirar
Minha dor não terá fim.
Fogo Fátuo
Fogo Fátuo
Feito foto
Fotografa
Fere e foge
Olhos. Molhos
Brotos rotos
Brotos novos
Brotos outros
De amor.
Fogo Fátuo
Fere e foge.
Só não fere o meu amor.
Fogo Fátuo
Fulgurante
Feito fonte
Descerrante
Fogo Fátuo
Fulgurante
Não atinja
Meu amante.
Fogo Fátuo
Restos mortos
Te acenderam
Fogo Fátuo
Vivos medos
Me devoram
Me consomem
E me apagam
Fogo Fátuo
Festejante
Celebrante
Com esplendor
Fogo Fátuo
Delirante.
Ô, devolve
Meu amor.
Fogo Fátuo
Atrevido
Aparecido
Faz aparecer
Pra mim também
Um grande amor.
Poemar
Sou um poema
Composição de um tema
Que o Universo teceu e esqueceu
De rimar, ou não o quis
Por pura delicadeza.
Por ser menos rígido
Tem mais leveza.
Com a liberdade de palavras
Que não se casam
Nasci livre como uma deusa
Meus pensamentos voam
E navegam sem serem interceptados
E o tempo tem sabor de eternidade
Minha vida, eu sei, irá se repetir
Indefinidamente
Copiando
O infinito.
Assim, sou no todo um único verbo
Da forma infinitiva
Construído só pra rimar,
Um neologismo:
Poemar
Amor Imenso
Assim que entrei no teu radar
Eu soube
Que nem precisaria te olhar
Pra descobrir a nossa comunhão
De almas.
No entanto, mirei teus olhos
E me surpreendi com a magnitude
Do teu amor.
Compreendi que eu poderia
Raspar minha cabeça
Arrancar todos os meus dentes.
Perder toda a carne de meu corpo
Apresentando-me em pele e osso.
Descalça com os pés rachados e encardidos.
Roupa rota
Dessa maneira eu ainda caberia dentro do teu
Propósito de amor.
Então celebrei
E meu coração não parou mais de dançar.
Miligrama de verso V
Eu te fiz uma proposta:
O de sermos um romântico par na longa caminhada.
Refutaste sem nenhum pudor de me ferir.
Fizeste bem
Se seguíssemos meu ritmo
Ficarias entediado com o meu vagaroso e singelo caminhar.
Se seguíssemos o teu
Eu ficaria infeliz por não conseguir te alcançar.
Miligrama de verso II
Alcandoradas esperanças!
Viajo pelo Universo nos teus rastros
À procura das bem-aventuranças.
Do encantado tesouro dos teus braços
Somos partes de um todo
Senão por que a sede e a fome
Devoradores das minhas entranhas?
Causas estranhas
Que não me deixam inerciar
Vivo a trovejar
Para o infinito o meu grito
Que ressoa pelos séculos.
Pois meu amor por ti é milenar.
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