Luzes da Ribalta
Não tenho medo da escuridão, pois aprendi a acender luzes dentro de mim, sou lanterna própria, sou fogo interno, sou chama que não se apaga.
Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.
Faróis, luzes à piscar
Em um cenário triste onde vemos
Cenas que parecem irreais...
Tédio, medo, miséria,
O bem contra o mal
Aqui parece que as alegrias são:
Mulheres, futebol e carnaval
Nesse país tropical
Vemos cenas de amor
Politicagem...
Tudo parece tão banal
Quero motivos pra viver
Já que dizem que a esperança
É a última, há morrer
Entro na contramão
Já que a todo custo
Procuram manipular
O cidadão ...
Não, não é ficção!
Mesmo não sendo o astro central
Tudo parece que gira ...
Rotativamente ao meu redor
Mas não pense que estarei
Fechado num pequeno mundo
Onde muitos pensam que me fechei...
Todas as noites irei dormir
Mesmo em noites de verão
Se dá pele, o suor molhar
O lençol...
Quando, eu acordar nascerá
Um outro dia...
Ahhhhh...
Um novo dia !...
Que as luzes iluminem o breu que és,
A solidão consome da cabeça aos pés.
Vive entre tantas aspas, manipulando ao seu favor,
Sofro com meu vazio, não com vontade de me sobrepor.
Poderia me dizer que sou o mal gosto,
Que eu sou idiota que te fez um esboço,
De uma princesa que sonhava ser,
Apaixonada no príncipe que poderia ter.
Mas suas fantasias eram tão venenosas,
Sufocaram os cabelos que eram vossas...
Beleza, natureza, tristeza ter acabado assim,
Por algo ter tanto sofrimento, tem que haver fim.
Eu não sei de muita coisa
Não sei de mais nada afinal
Corrompi minha fé em busca de um final
Tão feliz que me faria sentir flores na barriga
Mas as abelhas já voaram pra longe
O vento não sopra tão suave
Da poluição perfeita, há um monte
Com o cheiro das flores abatendo sua falha
Poderia me lamentar todo o santo dia
Mas você se tornou o que odiaria
Vou deixar você sonhar, pequena
Eu que sou o problema, afinal.
Minha inspiração e intenção, para este mês de fevereiro:
Estou intimamente conectada às luzes de cura, de paz, de amor, de saúde, de alegria, de harmonia cósmica e prosperidade em abundância.
Um único Sol apaga bilhões de luzes quando surge, mas deixa como legado a energia solar para servir na sua ausência. E você, o que deixa por onde passa: utilidade ou livramento?"
Quem teme a escuridão inventa luzes sobrenaturais. Quem aceita a realidade aprende a enxergar no escuro.
O Iluminismo não terminou quando as luzes se acenderam; continua enquanto houver autoridades exigindo que permaneçamos no escuro.
Entre luzes de velas que iluminam os meus aposentos,escrevo em páginas envelhecidas, sentimentos que adoraria não sentir...Mas é no lago dos cisnes onde minha alma é livre de verdade!
-Hellennah Bourbon:Cidade de Rosas.
NEM TODA LUZ FOI ACESA PARA ILUMINAR
Nem toda luz revela.
Há luzes que iluminam o caminho e há luzes que ofuscam justamente para que o caminho não seja questionado.
Talvez uma das formas mais sofisticadas de cegueira seja acreditar que enxergamos apenas porque existe luz ao nosso redor.
Pensar não é repetir mentalmente aquilo que aprendemos. Pensar começa quando conseguimos colocar alguma distância entre aquilo que entrou em nossa mente e aquilo que decidimos manter dentro dela.
Por isso, aprender a pensar exige mais do que conhecimento. Exige discernimento.
O conhecimento oferece conteúdo ao pensamento. O discernimento pergunta o que esse conteúdo está fazendo conosco.
Há quem passe a vida inteira defendendo ideias que nunca escolheu, obedecendo verdades que nunca examinou e temendo perguntas que nunca teve coragem de fazer.
E ainda chama isso de convicção.
Mas uma convicção que não suporta uma pergunta talvez não seja uma convicção. Talvez seja apenas uma prisão que aprendemos a defender.
O verdadeiro despertar não acontece quando substituímos uma certeza por outra. Acontece quando deixamos de precisar de certezas emprestadas para sustentar nossa consciência.
Pensar o próprio pensamento é perceber que nem todo pensamento que acontece em nós nasceu de nós.
É justamente aí que entra o discernimento.
Discernir não é duvidar de tudo. É impedir que qualquer coisa se transforme em verdade dentro de nós sem antes atravessar o crivo da consciência.
A pergunta, então, deixa de ser ameaça e passa a ser ferramenta.
Porque quem teme uma pergunta não protege necessariamente a verdade. Às vezes, protege apenas aquilo que não sobreviveria a ela.
Talvez liberdade de pensamento não seja poder pensar qualquer coisa.
Talvez seja finalmente descobrir quem está pensando quando você pensa.
E esse é um dos confrontos mais difíceis da consciência:
perceber que podemos passar anos chamando de pensamento aquilo que era apenas obediência pensando dentro de nós.
Carlos Eduardo Balcarse
14 de setembro de 2026
Citações bíblicas são para acender luzes — não para apagá-las, muito menos para monopolizar a Graça.
Insulto maior não há, que ver tantos se valendo das Sagradas Escrituras para se esconder, aparecer... ou se promover.
Porque Deus jamais teria contribuído com uma única vírgula do livro mais vendido, mais lido — e menos vivido do mundo — para legitimar descuidos, maldade ou caprichos de apaixonados.
A Palavra, quando nasce da Fonte, não busca plateia, busca consciência.
Não pede eco, pede postura.
Nem deseja aplauso, deseja transformação.
Mas há os que a tomam como escudo, sem jamais permitir que ela os atravessasse.
Há os que a declare com fervor, mas não a deixe iluminar a própria sombra.
É há os que a cite de cor — e, ainda assim, não a conheça.
Talvez o maior desafio da fé não seja crer, repetir ou pregar… mas permitir que a Graça nos alcancem onde mais resistimos a ser alcançados.
Porque Escritura não foi dada para amarrar ninguém — foi dada para libertar.
E somente quem se deixa iluminar por ela descobre que a verdadeira luz nunca humilha; revela.
Nunca esmaga; desperta. Jamais separa; reconcilia.
E é justamente aí que a Filosofia reencontra a Fé no ponto mais delicado: o ponto em que ambas exigem do sujeito não a obediência cega, mas a coragem de se encarar.
A Filosofia nos pergunta por que acreditamos; a Fé nos pergunta como vivemos o que dizemos acreditar.
E, quando caminhamos sem medo, percebemos que essas perguntas são irmãs — não rivais.
A Escritura nos mostra caminhos, mas jamais os percorre por nós.
A consciência é quem decide se cada passo será um gesto de luz ou de vaidade.
Porque não há texto sagrado, capaz de elevar quem insiste em rastejar pelas conveniências.
E não há versículo que enobreça mãos que o brandem como arma enquanto o coração permanece fechado como punho.
Fé sem reflexão vira fanatismo.
Reflexão sem fé vira desespero.
Mas a união das duas — essa, sim, — é o que faz da Palavra uma ponte em vez de trincheira.
Talvez Deus nunca tenha pedido que interpretássemos a Escritura com perfeição… mas que a vivêssemos com honestidade.
Porque a Verdade, quando realmente é luz, não precisa ser defendida — precisa apenas ser deixada brilhar.
Porque a Oração sem Ação não ascende — retorna.
Não toca o Alto — ressoa no vazio de quem a profere.
E, talvez por isso, seu destino seja apenas os ouvidos dos tolos que imaginam que o Céu se move por frases que nem eles próprios se movem para viver.
Igreja deveria ser igreja, sem holofotes, sem paredes pretas, sem luzes apagadas durante o culto, sem o show, e o principal, pregar a renúncia, pregar a santificação.
“Se tiver coração, seja um raio de luz na vida das pessoas. Distribua as luzes do amor, da paz e do perdão, presentes em seu próprio ser.”
O crepúsculo deu
a sua despedida,
as luzes da cidade
foram acesas,
a Lua coroada
está de estrelas
iluminando o Rio.
Ao mundo inteiro
oferto a veia
da paixão que não
oculto no peito
feita de vibração
e teu amor perfeito.
O desejo de viver
para cantar o amor
seja como for
é só o começo:
nos teus lábios
a sede de me amar.
No ritmo do Universo
a canção eterna
aos olhos lindos
voltados para quem ama,
esta temperatura
que amorosa chama
ao ardente total amplexo.
Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.
Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.
Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.
As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.
Campos magnéticos
de pulsares em união,
Faróis do Universo
mostrando a direção
com luzes do coração.
[Suspensos na imaginação.]
Doce existência
e possante ritmo
que brincam comigo,
acendendo o desejo
como acendem
as luzes de uma cidade inteira
diante da vista romântica
de numa lagoa serena.
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