Que as luzes iluminem o breu que és, A... Pedro.

Que as luzes iluminem o breu que és,
A solidão consome da cabeça aos pés.
Vive entre tantas aspas, manipulando ao seu favor,
Sofro com meu vazio, não com vontade de me sobrepor.


Poderia me dizer que sou o mal gosto,
Que eu sou idiota que te fez um esboço,
De uma princesa que sonhava ser,
Apaixonada no príncipe que poderia ter.


Mas suas fantasias eram tão venenosas,
Sufocaram os cabelos que eram vossas...
Beleza, natureza, tristeza ter acabado assim,
Por algo ter tanto sofrimento, tem que haver fim.


Eu não sei de muita coisa
Não sei de mais nada afinal
Corrompi minha fé em busca de um final
Tão feliz que me faria sentir flores na barriga


Mas as abelhas já voaram pra longe
O vento não sopra tão suave
Da poluição perfeita, há um monte
Com o cheiro das flores abatendo sua falha


Poderia me lamentar todo o santo dia
Mas você se tornou o que odiaria
Vou deixar você sonhar, pequena
Eu que sou o problema, afinal.