Luz
Em uma manjedoura
Um simples Deus menino.
Santa mãe descansa,
após dar à luz a esperança dos homens.
O pai embala o seu Natal vivo.
Santo Deus menino!
Céu cadente ao alcance das mãos.
Quando o verbo se fez poeta
a poesia virou sinônimo de Deus.
O Silêncio dos Vagalumes
Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.
A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.
Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.
Dessa vez eu fui inocente
Dessa vez eu fui inocente,
Acreditei na luz do olhar,
Nas palavras doces ao vento,
No carinho a me embalar.
Dei meu peito sem defesa,
Dei meu sonho, dei meu chão,
E em troca, a dor traiçoeira
Fez morada no coração.
Mas quem vive de esperanças
Se arrisca ao jogo da ilusão,
E o preço de tanta confiança
É o eco frio da solidão.
Ainda assim, sigo em frente,
Carrego a alma resistente,
Pois sei que amar, mesmo errante,
É ser humano, é ser valente.
Ninguém põe a luz, que acendeu,
num lugar muito escondida.
Nem debaixo de um vaso seu.
Mas põe-a de modo erguida.
Então ela dá luz a todos da casa.
Para que bem vejam a sala.
A luz do corpo são os olhos,
Dos caminhos que tu escolhes.
Repara em ti, qual é a tua luz.
É ela a de Cristo Jesus?
Ou da grande escuridão! ?
Se queres luz no teu ser,
Recebe-a da de Cristo cruz,
Que está vazia e tem poder!
Baseado em Lucas 11:33-36
Levanta-te e brilha oh Jerusalém,
pois já vem a tua santa luz!...
E a glória do Senhor, em ti vem,
sobre ti diz Deus: eu a pus!
As trevas cobrem a terra...
a escuridão os povos!...
Mas sobre ti não mais há guerra.
sobre ti vêm tempos novos.
Sobre ti vem a glória do Senhor,
em ti já se sente o teu resplendor!
As nações caminharão à tua luz!
E os reis andarão ao teu resplendor.
Levanta em redor os olhos e vê!
Estes que a ti já vêm, em nome do Senhor.
Todos estes já se ajuntaram...
e a ti vem aquele que em Deus crê.
Para isto as nações estavam!
Baseado em Isaías. 60:1-4
A noite é luz! Sim luz como o dia muita luz, há,
Neste lugar escuro! Sinto a luz, já vem para cá!
Já brilha, o dia, como se noite, não houvesse!
E se como o mal, já passado tivesse.
Cantai e alegrai-vos comigo amigos meus,
eu sei que no fim vai ser tudo bem.
Sim ! Às veszes eu choro! Mas o bem vem!
Depois das trevas, vem a luz com efeitos seus!
Vem o tempo em que não mais haverá doença,
ainda que agora muitos temos esta sentença!
Mas brevemente tudo vai terminar!...
Sim! A enfermidade vai passar, claro que vai!
Não se dará nem mais um clamor com "ai"!
Ainda iremos amigos, a nossos abraços dar!
A Luz
E lhes disse, por hora:
Pergunto-vos, vem a candeia,
Para ser posta,
Em lugar, que alumia?
Ou debaixo do alqueiro?
Lugar, onde não há luz!
Mas trevas produz...
Ou põe-se, debaixo da cama, primeiro?
E não, antes no velador?
Que alumia, toda a casa...
Com resplendor!
Por isso, pondo as vossas, em sitio alto.
Para que luz, haja...
Em vós, cama e todo o quarto!
Uma luz
Neste local tu és uma luz!
Teu brilho é único...
Teu resplandecer a vida produz.
Teu falar é muito culto.
Tens a sabedoria que te foi dada...
Para neste local, triunfares.
Executas bem o dom de que dotada.
Caminhas ao lado dos outros sem parar.
Por onde passas deixas tua paz.
Sim fazes isso, com tanto amor.
Teu agir a todos satisfaz.
Tua presença nos tira todo o tormento.
Também todo o tipo de dor.
Continua assim, para todo o sempre!
Dedicado à enfermeira Cláudia Lourenço
Com carinho Helder Duarte
Ásia Menor
Ásia menor!
A vós: Eu Jesus,
O Senhor...
A luz.
De eterno amor.
Ao mundo,
Às sete igrejas,
De novo, a vós, junto
Venho, sem peleja.
Regressai a mim!
Eis que cedo venho...
Eu não tenho fim.
Voltai, voltai, voltai!
Amor vos tenho...
A mim regressai!
Forte Amor
Vou ver uma cidade, cidade de muita, luz,
caminho nesse sentido, até lá entrar!...
Sim eu vou lá estar, e lá vou sempre ficar.
Na cidade eterna, cidade do rei Jesus.
Já vem esse dia, dia de vitória total,
em que foi vencida a morte e o mal,
e para sempre estarei com o meu rei,
que dos céus vem e governará na sua lei.
Reina Deus meu, nesse teu poder santo,
Ora vem Senhor Jesus, rei da paz eterna,
Tempo é de reinares e de tirares todo o pranto.
A criação clama em adoração e em clamor,
por ti apela o sol, a lua e toda a estrela e a terra,
tu príncipe do verdadeiro e forte amor!...
Santo
Seus passos eram lindos, por entre a multidão,
seus olhos brilhavam de fogo e luz, e mansidão,
Sua voz era amiga, nas palavras que dizia a todos.
Aos outros só abençoava, e curava a todos.
Chorou por Lázaro e por outros como humano,
por onde ia só fazia o bem, por ser só amor.
Cansou-se como os homens e teve dor,
sofreu perseguição com ódio tamanho,
Foi zombado como um enganador e maltratado.
Lhe disseram: Tens demónio tu és maldade.
Mas ele não teve nenhum do homem engano.
Estas mãos santas que só o bem fizeram
cravejadas numa cruz elas, por nós foram.
Morreu e ressuscitou. Mas é Santo! Santo!
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