Luxo
Esperar alguém é um luxo que não me cabe , pois esperar alguém é cansativo e traz a incerteza louca de um talvez , fazendo eu me perguntar todo maldito dia se a pessoa virá ou não virá ficar ao lado meu, e isso requer tempo , e tempo é algo que não tenho , Então fica combinado assim , você vai lá e resolve tudo, esgote o seu estoque de emoção e depois volte , volte mais para conferir como a vida pode ser linda sem você.
Aqui não há luxo,
Não há ouro ou diamantes,
Aqui não tem sedas e linhos finos,
Aqui não há prata ou suntuosidade,
Aqui não há olhares perdidos em outras direções,
Pensamentos em outras bocas,
Mãos em outros corpos,
Aqui só tem eu e você,
Assim que deve ser entre um homem e uma mulher,
Simples como a vida,
Quente como o amor entre dois corações.
“Dentre todas as riquezas da vida, a mais valiosa é o simples. Embora busquemos luxo, dinheiro, fama, bens materiais e status, é no essencial que reside a verdadeira riqueza: saúde, bons momentos, alegria, afeto e amor. São elementos que nenhum valor financeiro é capaz de adquirir.”
Eu queria ter esse luxo de conseguir acreditar que há mil virgens me esperando no céu, ou até mesmo ao fogo do inferno.
O mundo é pequeno para os meus sonhos e desejos, não posso me dar ao luxo de me preocupar atoa, não há espaço, minha felicidade não permiti.
Antes de reclamar pelo luxo que não tem; perceba a sua volta, toda a falta do básico na vida de alguém."
“Hoje, infelizmente, o céu se assemelha a um condomínio de luxo aonde poucos têm acesso.”
— Os`Cálmi
O Espinho que Sustenta o Luxo
William Contraponto
O lixo na cidade se acumula,
O luxo segue o mesmo caminho.
A bandeira de poucos trêmula,
Enquanto a maioria pisa espinho.
O grito da fome é contido,
abafado por telas brilhantes.
Um povo cansado e esquecido,
som perdido em ruas distantes.
As praças se tornam vitrines,
com passos de pressa e descaso.
Erguem-se muros e confins,
derruba-se o humano no atraso.
O poder se veste de ouro,
mas seus pés tropeçam na lama.
Promete futuro sonoro,
entrega cinza e mais trama.
Enquanto se erguem palácios,
ergue-se também a miséria.
Nos becos, os corpos cansados
carregam a dor que não cessa.
E o tempo que passa impassível
não limpa a ferida exposta.
A cidade, em ciclo terrível,
repete a mesma resposta.
O LUXO DA MORTE LETAL
Subi ao topo de um belo lugar,
o luxo brilhava, tentava enganar.
Piscina serena, mulher a nadar,
mas algo escondido tentava avisar.
O céu era escuro, a noite calada,
por trás da beleza, eu via a cilada.
Sentia no corpo, pulsava no ar:
a cobra me via, queria chegar.
Do nada, um grito cortou o sossego,
senti que era tarde, cedi ao meu medo.
Olhei novamente, um sangue vermelho,
flutuava na água, cruel pesadelo.
Sem uma perna, a moça jazia,
enquanto algo no teto se escondia.
Não tinha um rosto, nem forma exata,
mas sua presença era fria e ingrata.
A cena mudou, fui ao jardim,
duas torres brilhavam no fundo de mim.
Fontes, sorrisos, descanso aparente,
mas a paz mentia, era só de repente.
Segurava um bebê no meu colo cansado,
tão puro, tão doce, tão despreparado.
Minha amiga, aflita, queria saber
de algo que o mundo tentava esconder.
Um homem subiu, com olhar vazio,
parecia humano, mas era sombrio.
Seguiu um casal até o elevador,
e o que veio depois foi puro terror.
Os gritos vieram, som rasgado e cruel,
um chamado da morte sem gosto de mel.
Quis descer correndo, fugir da visão,
mas lá no térreo: apenas vermelho escarlate e destruição.
O jardim virado em sangue e ruína,
rastros enormes em cada esquina.
E eu com um bebê, sentindo o final,
com o peito em brasa e um medo mortal.
A cobra cresceu, tornou-se gigante,
sorrateira, escura, sempre distante.
Não a vejo, mas sei — ela sabe também,
que volto ao seu mundo, vez ou outra, além.
Acordo ofegante, suor na mão,
com a sensação presa no coração.
A cobra me observa — ainda me quer,
espreita no escuro... e sabe quem é.
“As que ainda são doces, femininas e educadas viraram edição limitada. Artigo de luxo, quase relíquia.”
A lealdade é um luxo que nem todos sabem usar. Por isso, prefiro perder quem mente do que enganar quem confia.
No país das maravilhas, o ladrão rico roubas milhões e, protegido pela lei, se dá ao luxo de ficar calado e não devolver o dinheiro roubado.
Benê Morais
Na COP30, a coxinha custas 45 reais, a água 20 e ainda querem querem salvar o planeta vendendo luxo em papel reciclado.
Benê Morais
Carro, dinheiro, luxo é o que todos queremos, digo pessoas jovens, ou mais velhas, uma coisa em comum é a vontade de possuir.
@GustavoFerrari
