Lutarei Ate o Ultimo Minuto

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Se eu soubesse qual seria o último dia da minha vida, eu faria três coisas. Infelizmente não posso compartilhar isso com você. Desculpe!

Inserida por RoneiPortodaRocha

A Budiudiuca

Chegou no início da tarde e acomodou-se ali no último compartimento da minha prateleira que ficava encostada no meu tanque de lavar roupa. Sequer me pediu licença. Decerto já sabedora da minha paixão por seus iguais. Para ser mais exata, de minha enorme paixão por todas as criaturas do Uno.
A princípio arredia. Bastava que ela ouvisse minhas passadas para cair no mundo como se só a minha presença a colocasse em perigo real. À medida que eu fui me aproximando sem fazer barulho, pé ante pé, de mansinho, passinhos sonoros para não assustá-la, ela foi se assentando e aceitando a minha presença. Não me evitava mais. E eu, de minha parte tentava fazer o menor ruído possível ali na área de serviço. Não sacudia mais, depois de lavadas, minhas sacolas plásticas para não levantar suspeita de perigo na minha inquilina.
No entanto, ela só aceitava a mim. Bastava que chegasse visita para ela fugir em vôo disparado. E, assim, foi ficando, foi ficando e um belo dia ouviu-se o ruído denunciador da minha condição de avó. Haviam nascido dois.
Minha mãe com experiência na área sentenciou, assim os viu:
— São macho e fêmea.
— Por que sabe? Fiquei curiosa
— O macho é maior e mais forte.
Batizei-os de Leo e Léia.
O que mais me encantava naquela família era a dedicação total da recém-mamãe.
Saia logo cedo e após uma hora mais ou menos voltava com o papo cheio de comida para os filhotes. E ficava lá em cima deles esquentando-os, o restante do dia.
Porém, um dia, saiu e não voltou. Só comecei a me preocupar por volta do meio dia. Disse para minha mãe que aquilo não estava certo, ela havia abandonado os filhotes que ainda não voavam.
Eu olhava ao redor, em cima da casa, no arvoredo próximo e nada da mãe fujona.
Afligi-me com aquela traição e fui para a internet ver o que podia fazer. Que comida dar para os filhotes, enfim, eu tinha de suprir, como avó, a ausência da mãe desnaturada.
Encontrei, para meu espanto, vários relatos de abandono de ninhos pelas mamães rolinhas:
São ‘levianas’, pensei de pronto. Muito magoada e com um enorme dó dos dois pequerruchos despenados, considerei seguir um dos conselhos de um tratador de filhotes órfãos: mingau de fubá sem sal. Quando a papa ficou pronta minha mãe recomendou;
— Coloque bem perto deles, pois eles não vão deixar você pegá-los para colocar goela abaixo.
Assim que me aproximei qual não foi meu espanto quando eles assustados, ensaiaram um voo e caíram desajeitados no chão com grande estardalhaço e por mais que eu tentasse não conseguia pegá-los. Rápidos eles se escondiam entre as bacias e baldes e quando eu conseguia retirar o que me estorvava alcançá-los, eles pulavam para debaixo de outra vasilha. Ficamos lá nessa luta inglória muito tempo, até que desisti e deixei a comida no chão bem à mostra de seus olhares famintos assim que eles resolvessem sair do esconderijo, por conta da fome.
Sai para resolver uns problemas no banco e quando regressei encontrei a mãe andando pelo quintal, vagarosamente como se carregasse o peso do mundo.
Fiquei catatônica.
— Como assim, você não havia sumido?
Ela me olhou demoradamente e eu li naquele olhar a pergunta?
— O que você fez com meus filhotes?
— Eu tentei alimentá-los e eles fugiram, estão por aí debaixo das coisas. Respondi amargurada.
Ela ficou por ali muito tempo e nada de localizá-los. Então resolvi procurá-los para mostrar pra ela que eles estavam ali mesmo escondidos.
Não os localizando, chorei.
— Perdoe-me. Pedi aflita para a mãe. Será que você consegue me perdoar? Implorei para aquele olhar postado em mim doloridamente.
Após vários minutos ela desistiu e partiu. E eu fiquei remoendo a minha dor de haver interferido na didática de ensino da ave. Certamente ela saíra para dar aos filhotes a oportunidade de se virarem sozinhos. Era um meio de forçá-los a saírem para o primeiro vôo a demora do retorno.
Passei o restante do dia moída de remorso. Até pareceu-me que eu tinha declarado a terceira guerra mundial e estava à beira de acabar com toda a vida do planeta terra, tal era a minha dor.
À noitinha saí para dar mais uma olhadela em torno da extensa casa, comprida a perder de vista, e para minha surpresa, avistei o macho, em cima do telhado da cozinha, bem rente à cumeeira de separação com a sala de jantar. Gritei de alegria.
— Léo, você voltou pra vovó.
Ainda em estado de êxtase supliquei esperançosa.
São Francisco de Assis, protetor dos animais, me ajude a encontrar a Leia.
Ele me atendeu prontamente. Léia saiu debaixo do tanque dando saltinhos miúdos, sinal da sua fraqueza por falta de alimentos. Consegui pegá-la desta vez e depois de alimentá-la com uma pequena colher boca a baixo, joguei-a para cima em direção ao telhado. Ela ensaiou um meio voo e parou em cima da casa.
— Léo, cuide da sua irmã até sua mãe voltar, por favor, querido.
Eu tinha certeza que a Budiudiuca voltaria para resgatar os filhos, e ali em cima do telhado era mais fácil avistá-los.
De vez em quando eu saia ao terreiro para ver como eles estavam se saindo. Lá pelas tantas da noite, não conseguindo dormir, voltei ao terreiro e fiquei demasiadamente comovida: eles estavam tão próximos um do outro como se tentassem suprir um pro outro a falta da mamãe.
— São Francisco, por que a Budiudiuca ainda não veio cuidar deles? Perdoe-me a insistência, mas eu preciso que ela volte, a culpa foi minha. Ou então faça com eles arrisquem um voo e sejam vitoriosos.
Fui dormir depois da minha oração muito esperançosa, tenho muita fé no Santo protetor dos meninos irracionais (ou não)? Confesso que ainda alimento muitas dúvidas a esse respeito. Acho que eles pensam e amam como nós humanos, só não desenvolveram a linguagem de palavras.
Ao acordar, corri para vê-los e fui presenteada com uma maravilhosa surpresa: no ninho, que eu não tinha tido a coragem de desfazê-lo, encontravam-se mãe e filha. Ela aconchegada debaixo das asas, só se via a sua pequena cabecinha. A mãe me olhava fixamente. Chorei desta vez de alegria.
— Eu te amo São Francisco. Preciso dizer que beijo teus pés e tua boca, se puder, claro.
Léo não estava lá. Mas a mãe me olhou tão calmamente que eu compreendi o que ela me dizia.
— Meu filho agora é dono do espaço, ele se foi.
Corri a contar para minha mãe que sentenciou:
—Léo voltará, fique tranquila.
Minha irmã não concordou.
— É claro que não volta, ele é novo e não tem noção de rumo, de espaço. Ele se foi pra sempre.
Nós três, eu e as duas aves fêmeas, ficamos num namoro demorado e apaixonado durante a manhã toda. De vez em quando eu ia vê-las e lá no meio do dia em um dos meus regressos no quintal, não as vi, elas não estavam mais lá.
— Foram embora. Nunca mais vou ver nenhum dos três. Fiquei aliviada e feliz pelo desfecho, só que eu teria uma alegria ainda maior...
À tardezinha, fui recolher minhas roupas que já haviam secado e me deparei com a cena mais bela de toda a minha vida. Estavam os três em cima do telhado e em vôos curtos e rápidos, mas numa bela coreografia ensaiada.
Estão se despedindo de mim. Tive a certeza disso e gritei.
—Sejam felizes e se cuidem. O céu é o limite. Amo vocês do fundo do meu coração.
Decorridos três dias, ela voltou passeando pelo chão, deu a volta no quintal todo e de vez em quando me olhava.
— Desmamei-os. Eles agora são donos de suas vidas.
No dia seguinte, apareceu com um galho no bico. Eu a toquei desta vez.
— Vamos nos mudar pequena, não posso deixar a prateleira pra você. Procure outro lugar pro seu ninho, me perdoe.
No dia mudança, eu fiquei pra trás aguardando o caminhão enquanto eles colocavam a mobília no baú e então, ela chegou.
Ficou em cima do muro do outro lado da rua, andando de um lado para o outro, parava e me olhava, muitos, muitos minutos.
— Vou sentir muita saudade Budiudiuca. Acho que desta vez não nos veremos mais. Você não saberá pra casa eu fui e eu não tenho como te levar não é mesmo?
Ela veio para a árvore defronte a casa e pousou no galho mais baixo. Ficou lá até o caminhão sair.
— Meu coração é seu, pequerrucha.
O caminhão foi embora e eu saí, também, olhando pra trás. Ela ficou lá no galho quieta como se com isso fizesse com que eu mudasse de idéia de partir.
Embora, talvez ninguém acredite nisso, eu posso provar. Minha mãe e minha irmã são testemunhas vivas desse meu caso de amor.
Depois de vários meses na residência nova, minha mãe me chamou.
— Vem ver quem está aqui.
Minha amada filha Budiudiuca e seu companheiro. Eu soube assim que a vi. Meu coração a reconheceu. Eles estavam em cima do muro nos fundos da casa e fui lá conversar com ela.
— Minha casa é muito pequena agora e a prateira está cheia de louças que não couberam na cozinha minúscula. Não tem espaço pro seu ninho aqui, mas você tem um vasto mundo pra isso e não ficará com raiva da mamãe, não é mesmo?
Após alguns minutos eles se foram, mas de vez em quando ela volta e o nosso namoro de mãe e filha continua.

Inserida por elenimariana

Na estação do acaso, esperando o último trem passar pela última vez, nesses trilhos velhos e enferrujados.

Inserida por kaaykefox

Se o preço de te amar é perder meu último fôlego, te confesso, eu aceito.

Inserida por Paulaaaa

"Querido,

Encerro essas infinidades de cartas com você. Foi o último homem que passou pela minha vida, e sei que virão outros. Talvez diferente de todos, ou igual a você. Eu te odeio e eu te amo com a mesma intensidade. Essa sua coisa de dizer me amar, mas na verdade, precisar de mim quando não tem outra opção, me enlouquece. Eu queria sentar com você em uma sala de aula e lhe explicar o sentido da frase "Eu te amo" e o real significado de "Preciso de você", porque você é egoísta a ponto de não enxergar. Meu coração anda cansado, torturado pelos seus atos e suas palavras. Se quiser ir, vá. Mas não insiste em ficar, quando seu desejo é ir. Eu mal me aguento, quero inteiridade. Pessoas pela metade me incompletam. Me ame. Com garra, desejo e vontade. Mas não fica com essa negligência de precisar de mim. Minhas malas já estão na porta, me ame ou eu irei me amar, sem olhar para trás.

Com amor, Anônima."

Inserida por MelanieKwol

O último que sair feche a tampa do caixão...
Minha vizinha escutando .. Isso é música?
”Mainha, painho eu gosto dele.... Ele já me comeu eu vou morar com ele".
E me enterre de cabeça pra baixo.

Inserida por ProfGlaucoMarques

Sempre de um abraço em seu amigo pois nunca saberá quando será o ultimo

Inserida por JefersonPaquiel

Antes do último canto do cisne, tenho algo a fazer...

Inserida por RoneiPortodaRocha

a vida é boa e cheia de surpresas vamos viver cada dia dela como se fosse o ultimo...porque aproveitar é nosso lema

Inserida por delha26

Não seja escravo do futuro e viva o presente como se fosse o ultimo vida, pós o paçado é história, o presente é uma dadiva o futuro é inprevisivel.

Se o ultimo suspiro da vida de um homem for um desabafo resumindo toda sua vida o que esse suspiro estaria dizendo? Alivio, lamento ou os dois?

Inserida por Wellingtonr

Viva seu dia como se fosse seu último dia, mas viva-o com prudência caso você viva.

Inserida por KenjiK2000

E se você soubesse que esse Oi meu, fosse o último que estaria dando, que essa conversa fosse a última oportunidade de estarmos juntos. Bom eu sei que se tudo não mudasse nessa conversa, teria o prazer de te guardar em um lugar especial no fundo do peito, mas enfim prosseguiria, pois saberia que tudo entre nós ficou no passado e que se você seguiu com a sua vida, eu também deveria fazer o mesmo.

Inserida por Sacorts

não se iluda apenas viva cada dia intensamente como se fosse o ultimo,
não pense nos outros, pense em você.
não viva pelos outros viva por você.
E por final seja inteiramente, independente de tudo e todos, VOCÊ mesmo...

Inserida por eutalitap

O passado já la foi o futuro ainda não chegou por isso vivi o presente como se fosse o ultimo dia não se sabe se a o amanhã.

Inserida por heliopy

O último que verás

Chora agora! Mulher sem raça!
Que viveu sem jamais ter merecido
Neste mundo teu nome não deixou traça
Coração, meu, desaparecido.

Canto eu com amargura
Sobre tua pele rude e impura
Sobre teu leito inconsequente
Canto eu dolorosamente.

Não posso negar que és bela
Tampouco posso me conformar
Mas posso dizer que levas uma vida de cadela
Mesmo tendo isto,
Tua morte não irei clamar.

Coração teu, que dizes ter
Por quem ele continua a bater?
Será ele onipresente?
Estando em todos os lugares
Batendo por dezenas de rapazes?!

Quem tenho eu, além de ti,
Que amor é esse que nunca senti?
Concerta-te imundo mulher
E me tenha como quiser.

... Vida vivida
Porém, mal repartida.

Inserida por DanielleValladares

É, e o último beijo, foi o mais gelado
Descanse em paz...

Inserida por AnneMarc

Todas as coisas desta vida matam o homem! E nenhuma o faz viver além do último portal que já lhe foi determinado.

Inserida por Kllawdessy

Último dia do mês...
Vamos viver o hoje de maneira intensa e especial, é um dia único onde temos a chance de renovar nossos sonhos e ser feliz... Que pensamentos positivos e muita Fé sejam a nossa companhia em cada segundo, que Deus lave nossa alma e nosso coração, toda mágoa e qualquer sentimento de tristeza se transforme em amor dentro de nós... Que seja um dia lindo e abençoado!
Amém!

Inserida por DanielaLucas

sempre haverá o ultimo suspiro,o ultimo sorriso ao lembrar de uma pessoa..., o ultimo EU TE AMO..., o ultimo abraço..., o ultimo aperto de mão..., o ultimo sorvete..., o ultimo aniversario..., e ate a ultima discussão..., o ultimo beijo da pessoa que você ama..., o ultimo olhar..., a ultima gargalhada..., cada pessoa com seu dever a cumprir na terra, e qual será meu ultimo pensamento.....E o seu?

Inserida por sthe123