Luis Fernando Verissimo Sonhos

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Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração é teu.

O Direito só premia aqueles que o valorizam. Basta precisar dele para entender seu valor. É intrínseco ao viver em sociedade

Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente

Eu já tive vontade de colocar o pé na estrada. Assim, meio sem rumo. Tirar as coisas do guarda-roupa, colocar de qualquer jeito dentro da mala e ir. Sem destino, sem hora para voltar.

'Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.'

Mas não adianta: um dos meus males é ter medo de magoar as pessoas. Não precisar de ninguém... E há pouco me queixava de solidão. Eu não me entendo mesmo. (...)

Por que, então, cultivar roseiras se, quando tudo está crescido, é nelas que você se corta?

"Chega um momento em que você não quer mais saber o que vai acontecer, chega um momento em que você consegue se libertar de todo esse formalismo e rigor, e consegue, finalmente, arriscar-se pensando somente no agora.... por isso o agora chama-se, literalmente, presente..."

Uma urgência inadiável de ser feliz. Ser feliz agora, já, imediatamente.

as coisas só adentram em mim quando podem escapar em seguida

eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia (...)

Mas quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho.

E o amor, o amor, cara. O que eu faço com isso?

Penso e repenso e trepenso em você.

Eu disse que sim, claro que sim, muitas vezes que sim

Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar tua mão. Tô com saudade.

Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para entendê-las.

Eu não preciso me “entender”. Que vagamente eu me sinta, já me basta.

Meu coração continua batendo - taquicárdico, como sempre. Dá licença, Bob Dylan: it’s all right man, I’m just bleeding.

"...pensando em mudar de vida, de emprego, de cidade, de país, que vontade, querida mamãe, de ser feliz, de ter um grande amor bem limpinho, bem clarinho, um amor de manha bem cedo, não diga nada a ninguém, não é preciso, mas cá entre-nós-que-ninguém-nos-ouça, não vem dando muito certo, tenho tentado, juro."