Luis Fernando Verissimo Sonhos
E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti.
um livro inteiro não cabe em capa nenhuma, descrição nenhuma e sinopse nenhuma não os julgue pelo que aparentam ser
ME APAIXONEI PELO DIA
TE ADOREI PELA TARDE
SÓ AQUE NÃO IMAGINARIA
QUE O AMOR CHEGARIA DE VERDADE
CADA DIA QUE SE PASSA
MEU AMOR SE FORTALECE
MESMO SABENDO QUE AO ANOITECER
MEU CORAÇÃO VAI E SE ENTRISTECE
E a moça? De que lugar teria vindo? Que caminhos teria pisado? Que insuspeita das descobertas teria feito? Tu olharias a moça mas, as perguntas não acorrendo, o mistério que a envolveria seria desfeito - uma moça vestida de azul, sentada no chão de uma praça sem lago. Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneirar mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa se ria justamente não falar, não perguntar - mas ver! Em silêncio.
(Conto: Ponto de Fuga)
Fizeram da morte um horror
Como se a morte fosse um malfeitor
Tiraram da morte o terror
Lá se foi da morte a principal dor
Vinha a certeza de que, de repente, alguém diria telefoneparavocê e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sintofaltaquerovoltar.
Tudo é ilusão, tudo é só estrada que corre e corre, e todas as estradas vão para o mesmo lugar. Que as paisagens em volta desta estrada sejam belas, então.
Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.
Talvez nós sejamos um dos últimos por aqui.
Mas mesmo depois da passagem sei que eles ainda estão lá ... os momentos.
Eles continuam lá em algum lugar inacessível aos olhos mas perto da alma.
sinto que esse tempo faz parte da minha jornada e apesar da solidão espero permanecer aqui, por mais aventuras.
Te encontro nas melhores memórias.
Vivemos à mercê do prazer, ou seja, do entretenimento contínuo. Tudo graças às novas tecnologias que estão presentes em nosso dia a dia, tudo isso nos fornece um prazer momentâneo e inconsistente.
Há muito e muitos anos atrás, éramos obrigados a buscar nós mesmos nosso próprio entretenimento através de livros, brinquedos, histórias, brincadeiras e muito mais… mas hoje a única coisa que nos pode conceder esse prazer são horas e horas de vídeos no celular. Infelizmente a humanidade perdeu essa capacidade de se auto- entreter precisamos do celular para ficarmos felizes, mesmo que falsicadamente e momentaneamente.
Tenho medo de que no futuro as pessoas se esqueçam de que vivem, de que tem uma vida fora da tela do celular, tenho medo de que no futuro não existam mais crianças com histórias verídicas e empolgantes de suas viagens espaciais, tenho medo de que ursos de pelúcia não tenham mais a hora do chá. Se consegue entender o que quero dizer, sabe o quão profundo é o que estou escrevendo. Como parte desta nova geração, oro para que abram os olhos e vejam o quão triste está a nossa realidade.
