Luis Fernando Verissimo Sonhos
Se quer ajudar alguém, não mostre-se apenas como um livro, mas sim como um espelho enorme, forte e limpido!
Enquanto a humanidade estiver perdida na insanidade do egoísmo não conheceremos a paz, a alteridade e a partilha.
Saber onde esta o "céu", e qual o caminho que te leva até lá, nem sempre é o suficiente. Mais do que estar no caminho certo, é preciso saber lidar com o fator tempo. Tempo que, durante o percurso irá desgastar seus sapatos, acabar com a água do seu cantil, a noite que há de cair, e com o cansaço que há chegar. E são nessas horas, que os atalhos, tornar-se-ão, tão interessantes como nunca. E são nessas horas que o “céu” parece estar mais longe.
Todo mundo é único, e com essa certeza também acontece que aquelas sensações que tivemos ao lado da pessoa que gostamos só podíamos ter com essa certa pessoa. Coisas inigualáveis não podem ser melhoradas nem comparadas.
Pequenas epifanias " Extremos da Paixão"
No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o terno do perecível, loucos.
O Estado de S. Paulo, 8/7/1986
Evangelismo e missões são os únicos ministérios que não tem como usar a capa do falso moralismo,ou ama ou não ama, é sim ou não!
A maioria dos pregadores tem caminhado simbióticamente na idéia de outros, são repetidores de informações, quando terão o prazer de apenas desfrutar daquilo que lhe é dito pelo Todo Poderoso em sua inifinita intimidade ?
''A Caridade é como nossos músculos, devemos exercitá-la constantemente para não atrofiá-la em nossos corações’’
O erro? Eu dizia, pois é, o erro. Eu penso, se o erro não foi de dentro, mas de fora? Se o erro não foi seu, mas da coisa? Se foi ela quem não soube estar pronta? Que não captou, que não conseguiu captar essa hora exata, perfeita, de estar pronta. Porque assim como o movimento de apanhar deve ser perfeito, deve ser perfeita também a falta de movimento, a aparente falta de movimento do que se deixa apanhar. Você me entende?
Tudo assim como que perfeito, e não existe nada mais esterilizante do que a perfeição de não se querer nada além do que está à nossa volta.
(…) porque é preciso falar claramente sobre certas coisas, é preciso alertar as pessoas para as vidas erradas que levam, a alimentação errada, as emoções erradas, os relacionamentos errados. Não quero ser dono da verdade, mas aprendi algumas coisas nesses anos — pode parecer ambicioso, mas de repente gostaria de ajudar a transformar este mundo numa coisa melhor. Para isso, tento ficar bem.
