Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos
O mundo corporativo mudou. As pessoas aprenderam a diferenciar chefe de líder, então, todos os chefes que optarem por continuar alimentando o próprio ego perderão suas cadeiras cativas de capatazes da CLT.
Vai lá. Abrace quem tu amas e resgate quem tu és.
Muitas coisas podem - e devem - ficar pelo caminho. Menos essas!
Não ligo em chorar pelo preço de uma decisão que tomei, mas não suporto ver quem eu amo chorando devido uma atitude mal pensada por mim.
O óbvio precisa ser dito... precisamos ter muito cuidado com o que é óbvio para nós e o que é óbvio para quem estamos falando, alguns líderes se utilizam de forma maldosa desta palavra para justificar sua pouca habilidade de comunicação ou até mesmo sua incompetência em delegar tarefas. Quem nunca ouviu a celebre frase: “– Mas isto era óbvio”.
É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo e da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado na cela infinita. Para onde pensar em fugir, se só a cela é tudo?
Lá vem o sol novamente, entrando nas nossas janelas e nos acordando para um novo dia. Mas aqui está nublado, já não posso enxerga-lo. Mesmo assim eu sei que não há nuvem tão espessa que o impeça de brilhar no outro lado, então eu levanto, penso no lado bom da minha vida e assim ele aparece outra vez, na minha janela, no meu quarto e no meu coração.
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância – irmãos siameses que não estão pegados.
Você não me amava, apenas gostava da minha presença quando todos te deixavam. Você não me amava, apenas gostava de ver que alguém realmente se importava com o seu bem-estar. Apenas gostava do modo que eu te tratava; como ninguém nunca te tratou. Você não me amava, apenas me pedia para ficar, pra não perder aquela pessoa que não se importava em se entristecer pra te ver sorrir. Você não me amava, apenas se sentia importante quando via que, um dia sem você, era muito tempo pra mim. E eu? Eu te amo, desde o inicio. Eu te amo, mesmo que doa. Eu te amo, mesmo sentindo tudo sozinho. Eu te amo, mesmo que hoje você diga que nunca quis me iludir.
Nos dias atuais eu percebo que a solidão não me assusta em nada, o que realmente me assusta são as pessoas tentando se preencher com qualquer coisa.
Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são — como são para os outros.
Sinto isto.
"Sou chato, envelhecido antes da idade, enjoado daquilo que ainda não fiz. Não peço que gostem, elogiem ou admirem, sou esta realidade escancaradamente ridícula, incapaz de saber viver como proclamam a vida. Sou excluído por mim mesmo, talvez afim de evitar ser excluído pelos outros; ausente no mundo por proclamar minha própria insignificância diante de todos e a minha grandeza diante de mim."
