Loucura
Nome: Vozes da minha cabeça
Homem:
aquela coberta
já tá velha
rasgada
pq vc ainda a têm?
Seu Zé:
não sei
pq eu não posso ter aquela coberta?
Homem:
sei lá
as pessoas preferem coisas novas
Seu Zé:
ela pode não tá nova
mas tem história
isso importa
se eu a jogasse
sabe aonde estaria minha consideração?
no lixão
o mesmo lugar que eu ia deixá-la
Homem:
mas sei lá
ela só fica ali jogada
parece que não serve para mais nada
Seu Zé:
aí que vc se engana
ela tem desenhada
uma flor de banana
Homem:
e oq isso tem haver?
Seu Zé:
é simples
não jogo ela fora
pq ela tem uma flor de banana
Homem:
não faz o menor sentido
Seu Zé:
tem sentido
só não faz sentido
Cuidador:
ei vc aí
tá na hora do seu remédio
Seu Zé:
maravilha
não tava aguentando mais aquele cara chato
tava enchendo meu saco
ele vai embora
mas amanhã ele volta...
Seja forte a ponto de entrar em suas próprias loucuras, explorar os limites da sua coragem, da sua paixão, do seu potencial. E, em seguida, seja sábio o suficiente para saber sair e aprender com cada experiência vivida. Enfrente os desafios de frente, mergulhe na intensidade da vida, mas tenha a sabedoria e a resiliência para se levantar quando necessário. Pois é nessa combinação de força e sabedoria que encontramos o equilíbrio necessário para crescer, evoluir e alcançar nossos sonhos mais audaciosos.
Poisé, a gente dá uma de ‘migué’ com ‘nóis’ mesmos, tudo pra dar errado até com rótulo tarja preta de loucura e dá certo. Conseguimos e conquistamos por: amor, acreditar e perseverar.
Senão cuidarmos dos nossos pensamentos, dos sentimentos e das emoções, poderemos nos tornar em monstros inimaginaveis.
Todo ser dito psicótico detém a razão não como moeda de troca, mas como um exímio colecionador no qual só ele, somente ele sabe o seu verdadeiro valor
Ciente da Verdade, pus-me a encarar com terrível assombro o mistério deste mundo de miseráveis e desgraçados com a mesma pureza e curiosidade de uma criança, de um bom louco e de um demônio expulso do Sol Negro.
Torpor Breu
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Quando paira a lua sobre sombrias nuvens e os homens, em dissimulado torpor, encontram-se sob a negra sombra do frio breu,
ascende-lhes o cego desejo do inerente prazer que os arrebata à [criminal] intrínseca loucura.
Você sabe que eu não controlo minhas emoções e muito menos minhas ações, e que eu posso machucar você mesmo sem querer.
Alexandra Rhaella
(13/06/2018)
Paixão...
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... Paixão...
É carne que queima em libido!
Permitido ou proibido,
É fogo que chameja dos olhos,
Chama que asperge o coração
Desprovido de razão - em penúria -,
Sangrando ao fulgor da desmedida introspecção;
Arrebatamento que se arrebata
Na desenfreada luxúria,
É loucura sem contentamento,
Folha ao vento que se desenlaça
Num débil afago ao brando vento que passa
E sem graça, ri de si...
Mas é só um riso, nada mais...
Apenas um vermelho olhar, nada mais...
Um pensamento qualquer, uma abstração,
Meramente um fogo que chameja na ilusão
Da mais febril desconexão
De sentimentos e razão...
É paixão, nada mais que paixão.
A mente humana é um abismo de incógnitas. Os extremos determinam nossa real capacidade para o bem e para o mal.
Entre o Riso e o Silêncio
Dizem que sou feito de risos soltos,de palavras que dançam sem medo,de uma leveza que não se aprende, de uma luz ímpar.
"Você tem um brilho no olhar", repetem, sem notar, o quanto arde, às vezes, esse brilho.
Eu me identifico com o Chapeleiro maluco, louco aos olhos do mundo, mas lúcido demais por dentro.
Veem loucura no meu sorriso,mas não enxergam a tristeza nos meus olhos.
E talvez nem queiram ver.
Carrego o riso como escudo,a piada como armadura, o exagero como alívio.
Porque mostrar a dor assusta, e calar é mais fácil do que explicar esse nó que a alma não desata.
Dentro de mim mora um vendaval, mas por fora... só o vento suave.
Sou tempestade em corpo de primavera torta.
E mesmo assim sigo,entre gargalhadas e silêncios, dançando com minhas sombras, abraçando minhas fendas, sendo loucura e lucidez, tudo ao mesmo tempo.
Sempre estaremos na corda bamba. A vida é um desenrolar de emoções. Um ultrapassar de obstáculos. Um tropeço de loucura. Agarremo-nos com convicção e ultrapassaremos as barreiras que encontrarmos no meio do caminho.
Escrever é uma Profissão
Minha mãe sempre me pergunta:
- Quando vais terminar de escrever?
- Nunca. Respondo
A escrita fez de mim morada. Se eu não conseguir colocar para fora, morrerei. Escrevo porque preciso. Escrevo porque é o meu alimento. Escrevo porque tenho necessidades urgentes. Escrevo porque ser escritor também é uma profissão.
Outras pessoas me perguntam também:
- Não estás aposentada?
- Sim. Respondo. Mas, tenho o outro trabalho que é o de escrever.
Mesmo que muitas pessoas não levem a sério a escrita, eu considero um trabalho. O meu trabalho. A minha profissão. O meu refúgio. A minha casa. A minha fuga. O meu remédio. A minha cura. É nas entrelinhas que coloco pra fora todas as minhas angústias, meus medos, minhas loucuras e meus devaneios e as minhas necessidades.
Mesmo que eu não tenha que cumprir horários como uma empresa. Mesmo que eu esteja em casa. Não tenho hora para escrever. É como se eu estivesse de plantão 24 horas por dia. Quando a inspiração vem tenho que estar preparada para recebê-la. Então, ser escritor é uma profissão sim e não adianta dizer o contrário.
Agradeço a Deus todos os dias pelo presente que ele me deu. Se a escrita não existisse na minha vida eu estaria morta. Então, vivo porque para eu poder existir preciso urgentemente escrever.
Meu tudo e Meu Nada
Ele é meu céu e o meu inferno
O caos no meio da minha paz.
A beleza num cenário de guerra
A aragem e a tempestade
Meus primeiros e últimos pensamentos do dia
Minha lucidez e minha loucura
No meio do meu tudo e do meu nada.
Sei que posso fazer muito mais, mas as ferramentas que me disponibilizam são contrárias aos meus princípios. Fazer o quê? Me abdicar dos meus objetivos porque o mundo está girando contra aquilo que acredito? Como é difícil querer seguir em linha reta quando o mundo a sua volta anda em linhas tortas! Se somos seres que dependemos uns dos outros para evoluirmos, como viver no meio de tantos contrastes? As vezes enlouqueço!
