Longa Amizade

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O nosso maior erro consiste em tentarmos colher de cada pessoa em particular as virtudes que elas não têm, e de nos esquecermos de cultivar as que de fato são suas.

Homem nenhum pode ser feliz sem um amigo, nem pode estar certo desse amigo enquanto não for infeliz.

A principal necessidade de nossas vidas é alguém que nos obrigue a fazer o que podemos fazer. Eis a tarefa do amigo.

voltando com amigos
o mesmo caminho
é mais curto

Os nossos amigos conhecem-nos na prosperidade. Nós conhecemos os nossos amigos na adversidade.

Fica responsável por tudo aquilo que domesticaste.

As amizades renovadas exigem mais cuidados do que aquelas que nunca foram interrompidas.

É mais vergonhoso desconfiar-se dos amigos do que ser por eles enganado.

Reconhece-se o amigo certo numa situação incerta.

Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções.

O melhor espelho é um velho amigo.

Viver sem amigos não é viver.

Um amigo é a pessoa a quem mais se dá crédito quando fala mal de nós.

Não temos tanta necessidade da ajuda dos amigos quanto da certeza da sua ajuda.

Não há prazer comparável ao de encontrar um velho amigo, a não ser o de fazer um novo.

Rudyard Kipling
Um Belo Domingo Inglês

Amigos são familiares que cada um escolhe sozinho.

Não dês a amigos os conselhos mais agradáveis, mas os mais úteis.

Uma viagem bem longa, para bem longe daqui, talvez resolvesse, se é que há mesmo algo para ser resolvido.

Como a noite é longa !

Como a noite é longa !
Toda a noite é assim...
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem p'r'ao pé de mim...

Amei tanta coisa...
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.

Era uma princesa
Que amou... Já não sei...
Como estou esquecido !
Canta-me ao ouvido
E adormecerei...

Que é feito de tudo ?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir,


Dormir a sorrir
E seja isto o fim.

O Inseto
Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.

Sou mais pequeno que um inseto.

Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centímetros queimados,
pálidas perspectivas.

Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo umedecido!

Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.

Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!