Lobo

Cerca de 1057 frases e pensamentos: Lobo

PÓ OU POEIRA

Quando um dia desses eu for
Poeira serei um pouco de nada
Serei uma folha levada pelo vento
Na madrugada invisível sem sorte
Ou talvez tenha, visto estar morto
No delicioso momento do passado
Presente das flores que enfeitam
A vida, enfeitando a morte como um
Fruto maduro em sonho esquecido
Na mente, somos isca, somos ego
Somos egoístas nesta terra de selvagens
Eu sou produto deste veneno que bebo
A morte não é nada, morte absoluta
Do corpo, da mente, reza, sorri, vive
Porque um destes dias eu, tu, ele, será pó
Poeira levada pelo vento como uma folha
Invisível, do triste ou alegre despojo da carne
Da nossa alma que faz o caminho do céu.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SONHO ETERNO

Tu vieste atrás de mim silenciosamente
Era mais do que fazer amor, muito mais
Era rasgar a pele do corpo na louca sã
Desta loucura de sermos nós mesmos
Volto as minhas ausências de memórias
Noites chuvosas onde a lua estava a chorar
Sem ouvir os pássaros no sol da manhã
Acaricias o meu corpo com um belo sorriso
Dos teus lábios, na penumbra dos meus olhos
Suores e tremores percorriam o meu corpo
A cada acordar depois de uma noite de amor
O meu desejo é no fim do sonho torná-lo eterno
Um sonho que me ajude a libertar o meu lado
Selvagem, entre o meu delírio, a minha vontade.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

A RECEITA

Escrever alimenta-me a alma
Dá-me muito prazer
Escrevo numa receita de amor
Que delicio-me ao teu toque
Como a água fresca de coco
Que sacia a minha sede
Aconchegando-me nos teus abraços
Da fresca água do mar
Ávida pelo prazer dos teus beijos
Como a manga que escorre da
Minha boca de tão suculenta que está
Sinto as tuas mãos percorrendo o meu corpo
Perfumadas do caril de camarão
Que desperta em mim
Os meus mais íntimos desejos
Como eu gosto do teu sabor
Na minha boca, despertando em mim
O prazer das especiarias que tanto amo
Não quero parar no meio do caminho
Caminho percorrido na branca areia da praia
E assim delicio-me em ti
Na caldeirada de peixe servida na esplanada
Onde aconchego-me nos prazeres sentidos
Tu, sim tu. És como uma deliciosa comida
Acompanhada por um bom vinho
Num verdadeiro desejo de amar-te, tão eloquente.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

CIGARRO O ÚLTIMO

Estou vazia sem força
De linhas cosidas na alma
Num silêncio absoluto
Ensurdecedor de palavras
Soltas, perdidas, esquecidas
Escritas que não querem conjugar
Não consigo escrever, o meu corpo
Foi, passou para lá do limite, quem sabe
Fumo talvez o último cigarro de ti
Para nunca mais te voltar a tragar
Inspiração que traz à minha boca
O teu sabor, sabor esse que traz
Ao meu peito um tremor invasivo
De um intenso desejo do teu aroma
Aroma perfumado da tua pele em mim
Apetecia-me fugir por momentos
Esquecer o mundo sem lamentos
Como uma lágrima em cada poema
Num sentimento desejado, envolto
Num longo suspiro, de uma inspiração
Desenhado com uma infinita emoção
Onde os sonhos nos levam ao coração
Fumo um cigarro talvez o ultimo
Onde me sinto silenciosa, só…sem ti.

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TRIUNFO

A dor que me rasga o corpo
Que me atormenta a alma
Que me tortura a mente
Que me inferniza o coração
É a dor que me ilumina e me castiga
Que Deus me alivie do vale da sombra
Hei-de passar pela dor infinita para triunfar!
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

BEM-VINDO

Deixei a minha solidão
Pelos rios do inverno
Onde seguiam ferozes
Os meus pensamentos
Senti o murmúrio a delirar
Era o verão que já tinha
Chegado ao meu coração
Olhei para o céu, senti o mar
Agradeci ..bem-vindo seja o verão.

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TORTAS LINHAS

Transformo as linhas tortas
Na madrugada, onde o silêncio
Voa com os meus pensamentos
Vazios que completam os dias
Vadios no corpo em alma morta
Falam as flores, calo as dores
Sinto o fel amargo no coração
A minha alma vaza de lágrimas
Uma sensação de um total vazio
Sem esperança que não consigo
Controlar transformando as linhas
Tortas em silêncio nesta madrugada.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LIMITES

Todos temos limites
Medidos pela nossa
Própria resistência
Da nossa capacidade
Onde o esforço é demais
Rompendo a corda vazia
De sentimentos de emoções
Escrevi como quem passa
Um dia, uma tarde na cama
Que acordamos num lugar distante
E que trocávamos um tesouro
De belas joias por missangas
Noites, dias em que ficávamos
Horas a respirar o sono de outros
Todos nós temos os nossos
Próprios limites medidos pela
Nossa própria dura resistência.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LIBERDADE

Nada me liberta
Tudo nesta vida
É escravidão
Tudo nesta vida
É servidão
Tudo nesta vida
É mentira
Tudo nesta vida
É hipocrisia
Tudo nesta vida
É comodismo
Tudo nesta vida
É tirania
Tudo nesta vida
É prisão
Tudo nesta vida
Tem resolução
Nem todas as verdades
São para serem ouvidas
Nem todas mentiras
São verdadeiras
Nem todas as feridas
São de saudade
Nem toda a fome
É de pão, mas de amor.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

CORPO

No teu corpo
São escritas as pautas
De tantas canções
Mas na tua alma
Estão escritas as notas
Da mais bela melodia
Da tua própria história.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O mar se agitou muitas vezes corroendo os destinos da nossa terra,
e por toda a parte, eflúvios e vendavais se desdobram
e nada mais haverá entre meus olhos e teus olhos

Percorri sociedades inteiras e o que vi?
O desespero em olhos vazios que me olhavam vazios e desesperados
atravessando os limites das fronteiras em morte, uivos em leitos
juntando forças em ansiolíticos e drama

Lobos afogavam-se em lágrima; banhados em sangue e febre
Meus olhos te olham e não há mais tempo para diluir minha dor em teu ventre

O lobo sente em pelo por experiência própria
se estamos em o hábito de caminhar regularmente na mesma estrada,
somos capazes de pensar em outras coisas enquanto caminhamos,
sem prestar atenção aos nossos passos
escritos em cerâmica no fundo do mar

Inserida por Gazineu

SIM EU SEI

Morro de ti
Por ti, amor
Do insuportável
Que sou sem ti
Morro de amor de ti
Com a urgência
Da minha pele
Que sente de ti
Morro de ti
Por ti, amor
Com a urgência
Do sabor da tua pele
Que sinto em mim.
Morro em mim de ti.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

AMAR SIMPLESMENTE

Amar é respeito é confiança
Amar não é só usufruir do corpo
Não é só dominar como se fosse
Dono do corpo, da alma ou da mente
Amar é respeitar o outro sendo respeitado
Amar é tratar com carinho a pessoa amada
É fazer amor selvagemente dando prazer
A quem amamos, não é saciar só os nossos desejos
Amar é proteger conquistando todos os dias
A pessoa amada, aquela que nos faz palpitar
Amar é fazer a pessoa que tanto amamos
Ser levada às nuvens todas as noites ou dias
Nos gemidos de prazer entre os corpos
É despertar na pessoa amada tudo de bom
Amar é conduzir e deixar ser conduzida
É fazer a pessoa amada sentir-se única
Amar é amar simplesmente deixar-se amar.

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TINTAS E PINCÉIS

Carrega-me nos teus braços
Nesta estrada de fraga vazia
Leva-me a ver o meu amado
Mar, banha-me o corpo com
A tua faminta fome de desejo
Como as ondas do meu mar
Abraçam as pedrinhas, a areia
Deita-me meu amor nos lençóis
Da tua cama, já perfumados de ti
Encaixa o teu forte corpo no meu
Amei-te com as tintas e os pincéis
Amei-te por caminhos sem rumo
Amei-te numa bela poesia colorida
Senti-me tão amada e tão desejada.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ORIGINAL PINTURA

Escrevo um poema no teu corpo
Sem que fosse uma original pintura
Mas não sou pintor, nem muito menos
Um desenhador, sou alguém que amas
Que tenta escrever um verso no teu corpo
Sem que fosse tatuado, afinal não sou tatuador
Falta-me as tintas de cores ou as agulhas
Mas se eu soubesse ler, tentava ler
O teu corpo na tua bela nudez
Esse dialeto falado dos teus abraços
Ou ainda o alfabeto do calor que exalas
Nas letras soltas escondidas na tua pele
Escritas numa folha qualquer ou não
Dos beijos molhados como cada página
Onde folheio o teu corpo como um livro teu
Com letras minhas agarradas à minha pele
Como é bom ler-te alto nos gemidos do nosso quarto
Ser a mãe de todos os teus filhos pintados no meu peito.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

BEIJO

Beijo-te a pele
Apagando-te o fogo
Tatuando o grito
Que no lume explode
No meu peito
Embalo os teus olhos
Onde me debruço no espelho
E as tuas mãos fazem
A minha vontade
De tantos beijos dados
Descansa meu amor
Neste meu verso
Que por ti nasceu
E em ti será eterno.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

CAMINHOS NA SERRA

Abro os caminhos por pedras,fragas
Marcadas pelos passos que dei
Para onde vou, eu já não sei
Talvez na verticalidade permaneça
Entre a perdição passo os muros
Que me cercam a alma, o corpo
As fragas choram por mim
Do que sou no amparo da punidade
Subo a serra elevo-me na vertical
Foge-me o coração para os olhos
Vejo a serenidade da serra, do monte branco
Cheio de neve de quieta existência
Deixo o meu sofrimento num sorriso
Senhorial casa esquecida de enroscados
Murmúrios de ruínas em cinzas
Voltei a pisar as fragas de volta a casa
É a serra que me possuí a alma
Onde deixei todos os perdidos caminhos.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ALGUÉM

Sem saber que a erva crescia
Sem ver a sua vida a passar
Sem rima com a voz rouca
Senta-se alguém a quem o nome
Me foge, escultura em sentimento
De edificante olhar lá longe
Porque a mensagem não chegava
Nos ritmos cegos de fonemas
Perde o caminho nas consoantes
Novo no vendaval em silêncio
De métricas no seu caminho
Sílabas na linguagem corporal
Criando emoções sem nome
Quando descobre um curto
Regresso ao corpo desejado
Língua simples no escuro
No beijo dado com a elegância
Vê os seus olhos limpos novamente
Das lágrimas, saudades já sentidas
Fiel a si mesmo ao amor que sente
Esconde-o com a passagem de uma nuvem.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

EXPLORADOR

Percorres as formas
Do meu corpo
Como um explorador
Cheio de desejo
E na minha boca
Fica o sabor dos
Teus lábios
Na ponta da língua
Numa sublime leitura
Da tua pele nos
Meus sentidos
Cegando-me pelo quente
Suspiro profundo
Na alma com o mel puro
Num abraço em silêncio
Com os olhos
Do coração
Nudez entre as raízes
Ondas quentes da paixão
Já sentida por nós.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O VÉU

Trago comigo o véu negro
Do grito da águia já solitária
Ou de uma loba louca em ti
Solto escorro todas as ironias
Do meu corpo brado, selvagem
Onde quero amar-te com loucura
Fazendo-te feliz nesta lava quente
De desejo, onde deixei dormir as palavras
Eco pelo deserto de uma tal labareda
De todas as miragens, dunas da poeira
Que consome tudo ao seu redor
Na memória, cinzas das minhas mágoas
Lembranças dos meus loucos desejos
Que sinto quando te tenho perto
Trago comigo o véu negro da águia
Ou de uma loba que ama em liberdade
Queima a alma ou o corpo em ti.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca