Livro da Vida
Aos dezenove anos é normal querer salvar o mundo, se sentir perdido na vida e ter que contar o dinheiro para pagar uma garrafa de cerveja – tudo isso ao mesmo tempo.
Não era em vão que ele dizia existir na vida apenas uma felicidade indiscutível: viver para outrem.
Eu queria movimento, e não uma fluência tranquila da vida. Queria inquietação, perigos e autossacrifício em prol do sentimento.
Uma vida na qual passo todos os dias com minhas pessoas preferidas no mundo, fazendo exatamente o que eu amo.
E, se isso não é vencer, não sei o que é.
A felicidade não é aquele estado permanente que todos estamos tentando alcançar na vida – é apenas algo que aparece de tempos em tempos, às vezes em doses minúsculas que bastam para nos fazer seguir em frente.
Não há dúvida em minha mente que poderíamos ser perfeitos na vida um do outro. São as nossas vidas que não são perfeitas para nós.
Não dava para ditar o certo e errado na vida alheia, até porque, na hora do purgatório, o julgamento seria individual.
Você é a melhor coisa que já aconteceu comigo, e te chamar de amor da minha vida não faz justiça ao quanto eu te amo. Minha existência não faz sentido sem você ao meu lado. Pelo resto das nossas vidas, na próxima vida, em todas as realidades alternativas. Eu serei seu, se você me quiser. Você é minha melhor amiga, meu maior presente.
Sabia que fizera a coisa certa. Pelo menos pensava ter feito. Mas acontece que aquilo era a vida real, e nenhuma decisão era inteiramente clara. Não é como virar no lugar certo e conseguir a felicidade para sempre ou virar no lugar errado e sua vida se transformar num desastre. Na vida real, muitas vezes é quase impossível dizer qual a decisão que se deve tomar, porque o que se ganha e o que se perde muitas vezes são equivalentes.
Não pensemos unicamente no que irá acontecer nem percamos tempo apenas com o que já foi, vamos aproveitar o dia de hoje, que é um verdadeiro presente!
