Livro
“Sempre me perguntaram como eu descreveria você. Desde o começo eu tentei te decifrar. Tentei lê-la nas entrelinhas, porém era impossível. O máximo que talvez eu pude te conhecer e tentar te entender foi através dos seus livros. Eles sempre deixaram rastros da sua melancolia, sempre foram firmes em sentimentos tão profundos, até então desconhecidos para nós. Ler seus livros era como pular em um lago, mergulhar profundamente e não conseguir voltar à superfície.
Encarar seu olhar era a mesma coisa, só que o dobro. Você olhava a todos, penetrava de uma forma que via nossa alma, nossos anseios, nossas fragilidades e, por fim, nosso lado mais sombrio. Porém, o que me chamava atenção era que ao mesmo tempo que seus olhos viam tudo isso, era como se você não estivesse presente. A sua face estava abatida quando estava perto do fim. O seu corpo estava frio, como se estivesse abaixo de zero.
As pessoas me perguntam se você chorava e se demonstrava reações. Eu nunca respondi, mas se um dia fosse responder, seria da seguinte forma: Ela sempre foi a mesma, sempre quieta, fria, sem expressão em seu rosto e com o olhar que penetrava a sua alma. Ou seja, ela sempre foi a mesma desde o dia em que a encontrei em nosso quarto com uma corda no pescoço, pálida, sem expressão e com os olhos abertos te encarando, como se a culpa fosse de quem a visse.”
Rói dentro do mundo
O queimor do sem nem o quê
Rói o ácido espalhado
No mundo interno
Do corpo extenso
Rói o rueiro
Sem medo
Corrói a fome.
*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
"livraria"
de: anônimo.
cara leitora ao qual dedico tais palavras,
em quem estive a pensar todos os meus dias.
seu jeito radiante de falar, sorriso ao qual...
anima e torna se inspiração a quem olha.
como hoje se tornou a Minha inspiração pra escreve-la
sei la talvez seja um pouco louco de dizer...
por pensar tanto, me vi querendo estar a
"cinco passos de vc".
não quero acreditar na hipotetic-"a probabilidade estética do amor a primeira vista"
mas dizem que "simplesmente acontece" de rolar uma química.
quem sabe seja pura ilusão, paixão, atração.
eu não sei porem,...me cativa seu jeito de ser,
me diverte conversar com vc.
"desculpe o exagero mas não sei sentir pouco"
e desconheço o por que.
mas não quero ser que nem "o fabricante de lágrimas"
e deixar "a marca de uma lágrima" em um final assim.
para entregar tudo de uma vez direi assim...
"foi sem querer que te quis"
assim consigo pensar em
"um milhão de finais felizes"
a verdade e que já até pensei, tipo será
se "eu te amei em outra vida"?
bom apesar de tudo
nunca vou falar que "a culpa e das estrelas"
pois foi seu olhar, seu sorriso ou vc por completa.
que me fez querer te amar mas... por fim...
"e assim que acaba"...
"PS:eu te amo"
A proclamação da República aconteceu assim, segundo o texto à página 244: "A esta voz, o velho cabo-de-guerra, que se achava doente, levantou-se indignado e pôs-se à frente das tropas para DERRUBAR O MINISTÉRIO". O grifo é do autor: significa que Deodoro não queria proclamar a República, que, assim, resultaria de simples acidente, tese cujo sentido é inequívoco. Na maioria de seus elementos, aliás, a cátedra de História representa o último reduto monarquista em nosso país.
História e materialismo histórico no Brasil
A República é a forma que assume, no Brasil, o processo de avanço das relações capitalistas, pois, quando, pára esse avanço, vai eliminando a geração colonial que o impedia. Para isso é que ocorrem as reformas, entre as quais a do mercado de trabalho se destaca. Daí por diante, nas áreas em que as relações capitalistas se desenvolvem, cresce o mercado de trabalho, isto é, o trabalho assalariado amplia seu espaço.
A República: uma revisão histórica
Esse anedotário repetido, a que foi relegada a análise do processo histórico em toda a sua complexidade, deriva, em grande parte, de uma historiografia vesga e ideologicamente interessada, que ocupa o espaço dos compêndios "adotados" e vive nas aulas, mesmo, e talvez principalmente, no nível dito superior. Essa resistência a reconhecer a República como resultado de um profundo processo de mudança, de uma necessidade histórica, é a forma que assume, normalmente, o disfarce de uma posição reacionária. É a forma de resistência à mudança, de maneira generalizada, a aversão às alterações atuais, contemporâneas, de que o País necessita.
A República: uma revisão histórica
"Restaurar a essência é entender que nossas falhas não nos definem, mas nos tornam mais completos e mais autênticos."
ESCRITURA ETERNA
Em letras vivas, do alto inspiradas,
Ecos celestes em folhas traçadas.
A Bíblia Sagrada, palavra de Deus,
Espelho da alma, caminho dos céus.
No princípio, o mundo a formar,
No Êxodo, a fé a guiar.
Profecias que o tempo não apaga,
Verdades que o coração afaga.
Jesus, o verbo, em amor encarnado,
Nos Evangelhos, o pão partilhado.
Apóstolos falam de graça infinita,
No Apocalipse, a glória bendita.
Livro divino, tesouro imortal,
Sabedoria além do que é mortal.
Guia dos homens na noite ou na aurora,
Esperança viva que nunca demora.
Que a Escritura nos ensine a viver,
A buscar em Deus o nosso saber.
Na palavra santa, promessa e destino,
Brilha a verdade do amor divino.
Luz, ler, livros...!!!
(Nilo Ribeiro)
Não sei tudo,
nem busco saber,
não fico no escuro,
ao ter livros para ler
não tenho sabedoria,
mas sim conhecimento,
tenho o dia de alegria,
o livro é meu contentamento
não sou sumidade em nada,
nem sou um erudito,
mas tenho a vida agraciada,
pois a leitura eu exercito
escrevo para aconselhar,
e não para convencer,
quer ver sua vida melhorar
então já comece a ler
do livro,
não me livro...!!!
“Livro, invenção divina,
que nos guia e ilumina”...!!!
Amém...!!!
No começo não me importava muito com o meu vaso, mas quando comecei a analisar o vaso dos outros comecei a desgostar do meu e assim esperava pelo dia que se quebre, porém após certo ponto de leitura aprendi a amar e aperfeiçoar meu vaso agora temendo que quebre antes de terminar o livro. Temo que já esteja rachando, seja por estar cheio demais ou pelo livro.
Como leitor admiro boas histórias e prezo por termina-las, pois amo um bom final. Entretanto temo que o livro mais importante seja fechado antes que eu possa terminar de ler e esse final me enfraquece, entristece e angustia... O que posso fazer além de ler mais rápido?
Como um caloroso nascer do sol me veio a resposta a minha triste questão, advinda do meio mais adverso, um panfleto religioso, Deus realmente surge das formas mais adversas. A resposta para minha questão é ao fechar o livro ele se encerra e vem uma continuação da história, com um enredo que não me vêem a visão, mas que tem a premissa de superar o anterior. Então posso ler com calma, aproveitando a jornada e sem temer o fim do primeiro livro.
O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então – para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa – eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a ideia de imobilidade eterna. Na eternidade não existe o tempo.
O que é uma pessoa, se não as marcas que deixa para trás? Ela aprendeu a caminhar entre os espinhos, mas não consegue evitar alguns cortes – uma lembrança, uma fotografia, um nome.
Nada!
Horas e horas neste ponto morto
Onde caiu agora a minha vida...
Nem um desejo, ao menos!
Só instintos pequenos:
Apetite de cama e de comida!
Nem sequer ler um livro
Ou conversar comigo, discutir...
Nada!
Neutro, morno, a dormir
Com a carne acordada.
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