Livro

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A vida é um livro em branco, você o abre e escolhe se vai
escrever com uma caneta de ouro ou de plástico.

Nosso clube do livro nas sextas à noite se tornou nosso refúgio. É uma liberdade particular perceber que o mundo se torna cada vez mais escuro à sua volta, mas que só é necessária uma vela para enxergarmos novos mundos se revelando. Foi isso que encontramos na nossa sociedade.

Uma xícara de café bem quente, vento no rosto, e um bom livro na mão, talvez levasse embora esses pensamentos estranhos que me tiram do normal, me levam pro inconsciente, pro paranormal.

Quanto vale uma pessoa? Um amigo, um amor? Quanto vale aquele livro que você morre de ciúmes? Ou aquele amigo que quase nunca liga? Como algum escritor disse por aí, "cada pessoa vale o sentimento que desperta na gente." Tem gente que vale uma risada deliciosa regada de paz interior. Tem gente que vale a nossa autoconfiança, a nossa rebeldia, o nosso amor silencioso, o nosso amor sem querer nada em troca, as nossas noites mal dormidas, os nossos sonhos empacotados embaixo da árvore cujo plano de fundo são as estrelas. Outros valem uma conversa boa e duradoura, um choro de alegria, uma ansiedade que faz nascer borboletas no estômago. Tem gente que vale nossa paz infinita quando abraçamos como se não houvesse o depois, como se o futuro não existisse, mas coubesse no abraço.

Depressão
Por que tenho depressão?
Por que essa dor me acompanha?
Por que não me livro logo disso?
Por quê, por quê?
São tantas perguntas que prefiro
curtir essa dor e deixar que o tempo se encarregue
de transformar essas perguntas em respostas.

Um livro parado na prateleira é munição desperdiçada.

Não seja um livro aberto para quem pouco entende de bons conteúdos. Tem pessoas que não sabem valorizar o que leem e acabam usando os seus sentimentos, a sua história, as suas confidências contra você mesmo quando os interesses delas estiverem acima de qualquer laço afetivo.

Livro: gênero de primeira necessidade.

Nunca julgue um livro pela capa, pois um dia você pode encontrá-lo sem capa, e amar toda história.

CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.

" A caridade, se adiada, converte-se em omissão. "
Frase da personagem Cladissa , livro 59 - De: Marcelo Caetano Monteiro.

“Seu presente é o espelho do passado que não pode refletir no futuro.”
(livro: “Livrai-nos de todo mal”)

Você virou a página? Perfeito! Eu já estou lendo outro livro...

Eu acho que você é o livro mais difícil de ler desta sala.

Carta para mim mesma


Estou num momento no qual só quero um bom livro, incenso, música e um lugar calmo. Ficar quieta, ter um tempo comigo mesma, para redescobrir minhas prioridades.
Parece que fiquei muito tempo longe de mim, vivendo para os outros, me colocando como figurante de uma história na qual a protagonista sou eu.
Não quero parecer egoísta, não me leve a mal. é só uma questão de pensar
um pouco mais em mim mesma, se eu não conseguir um equilíbrio não vou conseguir equilibrar os que estão ao meu redor.
Duvidas surgem a todo momento, mas se pensarmos bem, viver é isso, ter duvidas, tentar, dar o melhor de si, amar, sofrer, fazer besteiras, e mesmo assim continuar amando como se isso depois não fosse lhe custar semanas de sofrimento.
Porque tudo acaba, nada é para sempre. E coisas boas tendem a deixar saudade, e como essa tal de saudade dói! Mas é exatamente isso, e não se pode pensar muito, se não enlouquecemos, não é para tudo que existe resposta, às vezes a única resposta é “siga em frente”

O Quarto

Eu sou um livro esquisito, por fora aceitável e por dentro um labirinto;
Cheio de palavras complicadas, de efeitos nítidos e engraçados;
Onde destaquei três enunciados,
''Dor, medo e angústia'';
Hoje, elas me definem!

Gostaria de saber as consequências disso em mim;
Pois não consigo perceber, o que elas tem de ruim;
Todo mundo discursa que irei adoecer;
Tenho medo e eu nem sei o porquê.

Ando pela rua e não consigo ouvir nada;
As pessoas estão tão iguais, que as vejo como se tivessem empalhadas;
Falam tantas asneiras, que não consigo dar risada;
Procuro uma fórmula para explicar isso, e de minha cabeça não sai nada.

Vejo-as discutindo, se matando, se julgando sem nenhum sentido;
E me pergunto se sou louco;
Por tentar buscar uma explicação para essas atitudes sem conexão;
Queimam o livro sem compaixão e mesmo assim os vejo sorrindo e não pede perdão.

Esqueceram que somos irmãos, nascemos sem direção;
Vivemos unicamente e mesmo assim,
Nos tratamos como serial killer esperando logo ali, na contra mão.

Estou farto desse relato, que me causa dor e outros farrapos;
Escrevo para amenizar os meus laços,
Tenho esperança de viver em outro espaço, onde possamos viver entrelaçados;
Amanhã é um novo dia, e sinceramente ... espero sair desse quarto.

O grandíssimo livro [da natureza] está escrito em língua matemática e os caracteres são os triângulos, círculos e outras figuras geométricas (...) sem as quais se estará vagueando em vão por um obscuro labirinto.

Galileu Galilei
GALILEI G. O Ensaiador, 1623

Você está preparado para ter sabedoria?
No livro de Friedrich Nietzsche: Assim falou Zaratustra. Em determinado momento ele compara o homem a uma árvore. Ele afirma que: Quanto mais a árvore deseja crescer para o alto e para a luz, mais vigorosamente suas raízes se mergulham no solo, na escuridão e nas profundezas para o mal.
Essa afirmação de Nietzsche, mostra o antagonismo que existe dentro de nós.
Ora, quando você toma conhecimento de algo, logo, você descobre o quão estulto era acerca daquele assunto. E talvez, o quão errado já tenha agido em relação ao fato agora aprendido.
Você somente poderá reconhecer na outra pessoa os seus próprios defeitos ou qualidades que você possui.
Para saber o que é o belo, você deve saber o que é o feio. Se a outra pessoa possui qualidades ímpares e você as reconhece, isso é um sinal de que você também possui essas qualidades.
Ninguém dá o que não tem, e ninguém enxerga o que já não tenha visto.
Quanto mais conhecimento e sabedoria tiver, maior será seu conhecimento sobre o oposto.
Pergunto: Você está preparado para ter conhecimento? Para ter sabedoria?
Quem já caminhou nas chamas conhece o calor e certamente se queimou. Este andante tem o conhecimento e a sabedoria através da vivência e da experiência.
Podemos distinguir o certo do errado, mas, vivenciar o certo e o errado, não é tarefa fácil.
Se eu lhe disser que saltar de paraquedas é uma experiência ímpar. Você pode até acreditar que sim ou que não, você pode imaginar a adrenalina, o vento em seu corpo, o vazio sob seus pés, o medo, o euforismo, enfim... Você pode apenas imaginar, terá conhecimento, mas, não terá a experiência que poderá lhe proporcionar uma sabedoria mais elevada.
Concluo dizendo com pesar que: Sim, as pessoas puras nada sabem. Os puros, não foram tocados pelas impurezas da vida, logo, são abençoados pois pouco sabem, pouco vêem.
Quanto mais conhecimento, maior será o seu sofrimento e, maior será sua sabedoria.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Seja luz.

"A velhice não é o fim do livro, é apenas o capítulo onde a tinta fica mais escassa e, por isso, cada palavra precisa valer por duas."

O livro é um objeto mágico capaz de te transportar para vários mundos e viagens no tempo