Livro

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Diluculum é um livro que envolve ciência, neurociência, psicologia, espiritualidade e Cabala. É uma cartografia do amanhecer: um percurso que desce às dobras do inconsciente e sobe pela Árvore da Vida até o corpo desperto. É autodesenvolvimento — não autoajuda. Entre ensaio e rito, a linguagem gira em espirais para tocar uma verdade anterior à lembrança. O Eu surge como santuário, o tempo como espelho, a alma como código.

O livro de autoajuda é uma dopamina. Não ajuda o leitor, mas ajuda o autor. O leitor que acha que ele ajuda ainda não acordou.

Pagão

Livro-me dos meus pecados cometendo outros
Novos, picantes e furtivamente lascivos
Sinceros, profundos e deliciosamente proibidos

Livro-me dos meus pecados falando de amor
Sendo condenado pelos olhares que nada me dizem
A não ser que são infelizes e por isso julgam demais

Livro-me dos meus pecados profanando a dureza da razão
Contestando-a diante de sentimentos que desestruturam
Qualquer lei ou idéia aceita como verdade universal

Livro-me dos meus pecados sem fazer esforços
E tomo como minhas as palavras do poeta que afirmava
Não conhecer pecados, apenas prazeres

Bernardo Almeida

Diariamente revisa tuas ações com honestidade. A vida é um livro que se escreve a cada instante, e cada gesto deixa marca.
Que tuas escolhas sejam dignas de quem busca a virtude e não o aplauso.

Muros e nuvens
mergulhadas de tardes
Escrevia no livro do chão
a história do futuro

╔══════❖ FELICIDADE ❖═══════╗


Nossa vida é igual a um livro, e a cada dia que passa é simplesmente mais uma nova página. Nesta literatura não podemos escrever o futuro e não podemos apagar o passado, e de repente o escritor desta linda história determina um final. E por esse motivo devemos aproveitar cada segundo da nossa vida, pois jamais poderemos alterar o passado, e muito menos o futuro ele é imprevisível e pode não chegar. Não perca seu tempo com mágoas e brigas, ame, perdoe, busque a felicidade, seja feliz da sua maneira. Viva de acordo com o que te traz liberdade, felicidade, conforto e não tenha medo de tentar, pois se errar, tente novamente. Existem algumas regras básicas para sermos felizes, e aqui estão elas:
* Não viva para agradar os outros, quando colocamos as nossas expectativas acima do que sentimos, acabamos nos afastando de quem realmente somos;
* Não compare a própria vida com a dos outros, isto cria a sensação de que somos incapazes ou insuficientes;
* Não tenha medo de errar, de mudar, de ser julgado, ou de perder algo ou alguém. O medo nos paralisa, e nos mantém preso em situações que não nos fazem bem;
* Não se apegue ao passado por culpa, arrependimento ou mágoas, tudo isto consome energia e nos impedem de viver o presente;
* Não ser duro demais consigo mesmo, isto fará com que as conquista não sejam o suficiente, eliminando a coragem de continuarmos;
* Não viva no automático, questione o que não faz sentido, escute o que seu coração diz, faça as suas escolha, nem que sejam coisas pequenas, o que é verdadeiro, é seu, tenha um propósito, sem isto a felicidade estará distante, e por mais que façamos, nada terá sentido.
* Não negligencie seus sentimos, não ignore as emoções, não finja que está tudo bem, isto nos afasta da paz interior.


Enfim, a felicidade não desaparece de repente, ela vai se perdendo quando ignoramos o cansaço, os sentimentos, ou quando deixamos de ver, ouvir e sentir. Ser feliz muitas vezes não é conquistar algo novo, mas deixar de ser quem esperam que você seja.

Acho que já posso escrever um livro sobre você. Um simples “oiii” mudou tudo: meus pensamentos, meus caminhos e até o jeito de sentir. Em apenas sete dias, você atravessou estados, derrubou barreiras e fez meu coração bater como se já te conhecesse há vidas. Ainda não sei seu cheiro nem o gosto dos seus beijos, mas sei que é você quem mora nos meus pensamentos. Goiânia nunca pareceu tão perto de Minas Gerais.

CAPÍTULO OITO – DEDICATÓRIA FINAL

Este livro é dedicado a todos que caminham com o coração inquieto, mas seguem firmes como quem atravessa a noite sabendo que o amanhecer sempre chega.
É dedicado aos irmãos de alma que viajaram comigo entre sombras e clarões, que bateram as próprias dores como quem bate um tambor em ritmo de guerra, e que descobriram, comigo, que a amizade verdadeira não se mede por sangue, mas por presença e lealdade diante do caos.

É dedicado aos que compartilham o brilho do rock, essa chama indomável que nos uniu — uns com guitarras, outros com lápis, outros com histórias de estrada, outros com sorrisos raros que não se compram.
A vocês, que resistiram à inveja, ao cansaço, à distância, aos julgamentos e às tempestades mentais que às vezes rasgam a alma… este livro carrega um pouco do que aprendemos juntos: que ninguém solta a mão de quem sangra e luta do nosso lado.

Mas esta dedicatória não é só nossa.
Ela é também para você, leitor ou leitora, que entrou neste labirinto de capítulos e encontrou aqui algo seu — uma dor escondida, uma memória amarrada, uma esperança adormecida, ou apenas a sensação estranha de que estas páginas foram escritas com um pedaço da sua própria vida.

Se em algum verso, alguma imagem, algum pensamento você sentiu que era visto, compreendido, ou abraçado… então este livro já cumpriu seu destino.

Seguimos, todos nós — amigos, irmãos, leitores, e os que ainda virão — como uma pequena constelação de almas resistentes, carregando o que o rock ensinou:
que o mundo pode até tentar nos calar, mas nunca vai apagar o som que fazemos juntos.


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LIVRO PARA VOAR

É nas asas dos livros que os meus sonhos embarcam. Na fluência das letras conquisto mares e me transformo em monarcas de mundos melhores. Nesses reinos posso construir castelos de magias; esperanças; miragens que me deixam de bem com a vida.
Quando leio, desbravo planos fantásticos. Tenho vidas para lá deste planeta finito e sou adulto; criança; duende; super herói. Tudo que me convém, quando quero que os mitos se tornem fatos... Ganhem contornos de realidade na minha mente.
Vivo histórias guardadas. Que parecem feitas para mim, por quem nunca me viu; nem sabe que vivo. Dentro dessas histórias vou ao fim desse azul que não tem que ser céu... Pode ser qualquer coisa para o poder que a leitura proporciona.
Fantasias, temas reais, isso não depende. Ao ler bons livros; bons, de fato, não existe limite para minhas viagens. Aventura, informação, romance, pouco importa, se a leitura me completa, me acultura e torna capaz de ler também o mundo; a sociedade.
Muita coisa limita; encarcera; oprime... Mas o livro salva... Livro livra.

Os negócios modernos estão famintos de pensamento filosófico. Livro Nietzsche para Negócios

“Nenhuma empresa supera o tamanho psicológico de seu fundador.” livro Nietzsche para Negócios

tornar-se alguém que o próprio mercado não consegue ignorar. Livro Nietzsche para Negócios

O empreendedor não luta contra o mercado, luta contra sua própria versão menor. Livro Nietzsche para Negócios

“Melhor ser destrutivo com o que você foi do que submisso ao que você é.” livro Nietzsche para Negócios

“Torna-te quem tu és e o mercado ajustará o mundo à sua forma.” livro Nietzsche para Negócios

"Quem tem coragem de instaurar mundos se torna destino não estatístico.” livro Nietzsche para Negócios

“A empresa que reage sobrevive. A que cria, reina.” livro Nietzsche para Negócios

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.

"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.

Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.

Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.

Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.

Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.

Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.

As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - QUESTÃO 632.
SOBRE O BEM E O MAL SEGUNDO A LEI NATURAL.


A questão seiscentos e trinta e dois de O Livro dos Espíritos, traduzido por José Herculano Pires, situa-se no âmago da ética espírita, onde a consciência humana é convocada a discernir, com rigor, o bem e o mal. O questionamento é direto: sendo falível, poderia o ser humano enganar-se, atribuindo ao bem aquilo que, em profundidade, é mal?


A resposta dos Espíritos superiores, sintetizada pela remissão ao ensino do Cristo, é lapidar e absoluta: tudo se resume ao critério do que desejaríamos receber. Este princípio, enunciado como medida universal, evita sofismas e protege o espírito contra ilusões morais. O erro humano não se origina na lei, mas na deformação dos desejos e na projecção egoísta das próprias paixões.


A lei natural, conforme elucidada por Kardec em mil oitocentos e cinquenta e sete, é inscrita na consciência. O equívoco ocorre quando o homem, em vez de consultá-la, inclina-se à sombra de seus interesses, perdendo a clareza interior. A ética espírita, entretanto, oferece um método: a diligência reflexiva, o autoexame diário, a comparação entre aquilo que faço e aquilo que gostaria de receber caso estivesse na posição oposta. É um retorno permanente à simplicidade da sentença do Cristo.


A aplicabilidade deste princípio é inalterável. Não depende de época nem de circunstância, pois se funda na reciprocidade moral que estrutura a convivência e regula o progresso espiritual. Toda ação que resiste ao teste da reciprocidade revela-se legítima; toda ação que o reprova denuncia desvio.