Livre para Voar sem Destino
Sandro Paschoal Nogueira
#Ah...#triste #jacú...
Jacú tão triste...
Sob garoa...
Sob chuva...
Indolente...
Hoje não canta...
Hoje nem pia...
Não procura suas frutas...
Tristeza é sua companhia...
Triste jacú...
Por que tamanha tristeza?
Sozinho...
Assustado...
Calado...
Com frio...
Molhado...
Não quer voar...
Para onde iria?
Tão triste jacú...
Jacú tão triste...
O céu o compreende...
O firmamento chora...
Vendo a grande tristeza de coração...
Aumentando mais sua solidão...
O vento frio sopra...
Convidando o jacú para brincar...
Mais ele não quer...
Não quer voar...
Só quer ficar assim...
Aguardando...
Esperando...
Sabe-se lá o por quê...
Ah... jacú triste...
Tão triste jacú...
Que fez o jardim...
Também triste chorar...
Deixem assim o jacú triste ficar...
Quem sabe amanhã...
Quando o sol voltar a brilhar...
Faz a tristeza do jacú ir embora...
E ele feliz...
Volte a voar...
Sandro Paschoal Nogueira
Nada pode saciar os apetites humanos...
Culpamos o presente, louvamos o passado e desejamos o futuro...
Essa é a questão...
Tempos em que já sabemos...
Que não nos convém muito pensar...
Tanta gente maluca...
Cheia de vaidade...
Inventam personagens de si mesmos...
Não se comprometem com a verdade...
O certo e o errado flertam um com o outro...
Tudo é muito provisório...
Ser, por assim dizer...
Espectador de si próprio...
A gente vai aprendendo a viver assim...
Na marra...
Ora no grito ora no sufoco escondido...
Eu já quis mudar o mundo...
Hoje eu quero bem pouco...
Já sou muito feliz...
Assim...
Tendo saúde e paz no peito...
Vou voar...
Quem conseguir compreender...
Que me acompanhe...
Desse jeito...
Eu me encaixo...
Me aceito...
Sandro Paschoal Nogueira
#COISAS
Tantas coisas lindas que eu gostaria de falar...
Esperanças são como as estrelas...
As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se podem ver nem tocar...
Há ilusões perdidas mas tão lindas...
Há muito o que caminhar...
Há muito o que percorrer...
Você não perde o que nunca teve...
Nem mantém o que não é seu...
A vida é feita de chegadas e encontros...
Mas também de adeus...
Que mentiras lindas eu mesmo inventei e contei para mim...
Lembro das lindas palavras ao vento...
Que embalei...
Ah o amor...
Me tirou do chão e pôs em mim lindas asas...
Não me ensinou a voar...
Não me preparou para surpresas encontrar...
Deixou marcas eternas no meu coração...
Tudo que eleva minha alma vou guardando comigo...
Sentimentos em coleção...
Se você não quiser ver..
De nada adianta eu lhe mostrar...
Antever...
O que mais a alma necessita é ser tocada na simplicidade...
Às vezes, não moro em mim...
Fujo...
Minha necessidade...
Quem vem comigo?
É hora de tecer sonhos ...
Sandro Paschoal Nogueira
#PEREGRINO
Cortei as rosas...
Arranquei as dálias...
Joguei-as, tristes, sobre a calçada...
Tudo passa e nem tudo fica na história...
Às vezes nem sobra uma simples memória...
Tal qual bolha de sabão...
Ao longe uma canção...
Um caminho e nada mais...
Sem querer voltar atrás...
Um peregrino a sonhar...
Distinguindo das vozes os ecos...
Alma velha em traje de festa...
Cuja única esperança: orar...
Tendo andado muitos caminhos...
Tenho aberto muitas veredas...
Tenho vivido com minhas incertezas...
Se é bom viver...
Melhor é despertar...
Sabeis agora...
Que a verdade veste-se de ilusão...
Podeis voar...
Sem tirar os pés do chão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Da Ideia à Criação
Antes da lâmpada brilhar,
houve a sombra da ideia,
um pensamento que se insinuava
como quem espreita o destino
sem revelar suas intenções.
O homem, em suas limitações,
só cria porque contempla
o que ainda não existe.
Do verbo ao cosmos,
do planar ao conceito de vôo,
tudo vibra na necessidade
de criar o novo, de moldar o nada.
Pensar é plantar mundos,
colher inovações
que o futuro não supõe.
É fazer do impossível o alicerce
e do impensável
o corpo da criação.
A primeira ideia foi o verbo,
e, desde então,
cada invenção é como uma prece
que nasce nos cantos da alma,
esperando o instante
em que essa ideia se faça matéria.
Asa de um lado só
Só tenho uma asa.
Um lado mudo de pássaro.
O céu me namora,
mas eu sou do chão.
Se tivesse duas,
voava em linhas tortas,
fazia rasantes no azul
e inventava nuvens novas.
Com uma só,
fico brincando com o vento,
sonhando ser passinho,
pés no chão e cabeça nos ares.
Quem sabe um dia,
no finalzinho da lida,
a asa murcha cresça
e eu, enfim, conheça o céu.
Minha asa pulsa,
como se já soubesse do infinito.
Uma asa é quase nada,
ou tudo — depende do corpo que sonha.
Voei
Foi assim:
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez.
Quando o avião decolou,
eu subi junto.
A alma foi atrás.
Quanto mais alto ele ia,
menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta,
12.000 pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui.
Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei
e, mesmo no ar,
relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão,
voei.
Logo, nós três éramos apenas um:
eu, a alma e o ar.
Engraçado,
tudo fica tão pequeno daqui.
De repente, um grito!
Mudo.
Apesar do maxilar travado, dava para sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Foi lá que percebi algumas coisas:
Que o amor não é gaiola e céu,
que é para o alto que nascemos
e que o colo de Deus é infinito.
Não foi salto,
foi entrega,
foi retorno.
O fio invisível
Toda pipa tem um cordão umbilical—
um elo fino entre a vertigem e o colo.
O chão assiste, em silêncio, aos pulos
de quem ensaia voo nos desníveis da rua.
Há um acordo secreto entre o solo e o vento:
o menino brinca de ser nuvem,
enquanto a terra o segura pelas solas,
num pacto de sopro e equilíbrio.
Benditas mãos que seguram o barbante do sonho,
essas que sabem do vento antes da pipa
e sustentam o menino enquanto ele inventa altura.
Quando os sonhos desafiam a gravidade,
há sempre um olhar antigo que nos ancora,
um fio invisível que nos sustenta
no encanto de viver como passarinho
entre o voo e o solo.
Asas
Me ensinaram a ser chão,
a ser reto, a ser horário.
E eu fui —
fui sem vírgulas, sem desvios, sem fé,
sem delírios.
Nem andor passava por mim.
Desaprendi de voar
quando adulteci
e virei funcionário da rotina.
Guardei minhas asas na gaveta do
esquecimento,
junto de papéis amassados e promessas
vencidas.
Me acinzentei — mas os olhos, não.
Eles cansaram de ver histórias de aluguel.
Anseio por uma história que ainda não construí.
Meu conto.
Meu próprio folclore.
Quero subir novamente,
nem que seja feito um passarinho de metal,
avião de lata.
Cair para cima.
Acredito que ainda tenho tempo.
Sonhar é verbo com hélice.
Ontem, me lembrei que nasci para o alto.
Reabri a gaveta com dedos de menino.
Achei minhas asas caladas, mas inteiras.
Borrifei esperança nas penas,
reacendi o desejo pelo voo na pele.
E fui.
Voar é desobedecer o peso.
Mesmo que o vento se esqueça.
Mesmo que as asas tremam.
Alcançar os ares é importante —
reaprender a sonhar,
mesmo que o mundo diga: não.
Voe...
Voe porque a tempestade sempre fica,
quem passa por ela é você.
Voe...
Voe e se defenda
bata teus versos contra os que
te querem engaiolar.
Voe...
Voe e se proteja.
A armadura do passarinho é a asa.”
Todos a quem amo deveriam saber ...
Costumo observa-los a distancia.
Para que sempre tenham a liberdade
de poder voar e ao cantar escolher o
tom e canção.
Voei
"Foi assim.
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez, quando o avião decolou.
Eu subi junto. A alma foi atrás. Quanto mais alto ele ia, menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta, 12.000 mil pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui. Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei e mesmo no ar, relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão, voei.
Logo, nos três éramos apenas um. Eu a alma e o ar.
Engraçado, tudo fica tão pequeno daqui.
De repente um grito! Mudo. Apesar do maxilar travado, dava pra sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Não foi salto. Foi entrega. Foi retorno."
"Crianças sabem o que adultos já esqueceram. Que não importa qual a cor do balão, é o que está dentro que o faz voar."
“Por melhor que seja o tratamento recebido em qualquer tipo de relação, gaiolas sempre serão gaiolas. É impossível amar sem poder voar!”
Bial, eu também sei voar!
É Bial!
Quantos você já fez sonhar?
Eu sei, eu também já sonhei com teus sonhos...
Com a tua realidade, já pude voar.
Bial, será que é errado sonhar e fazer alguém se tornar tão grande assim?
Creio que não, fazer alguém ficar grande é tão bonito, não é!
E Confiar
Ah!
Como é bom crer que somos grandes
Nem que seja por um momento!
E o teu coração Bial parece ser tão bonito!
Finito.
Eu não sei contestar
Senão...
Como poderia sair frases tão lindas
No tom de:
Raios de luar
Nuvens de algodão
Arco-Íris
Canção de ninar
Céu azul
Pássaros azuis voando contentes
E os problemas se derretendo como balas de limão
Sonhos se tornando realidade.
Verdade!
E os guerreiros dos teus sonhos!
Eles têm coração!
E os leões de prata, não são de lata.
E os espantalhos têm coragem!
Só você consegue acreditar.
Como pode alguém duvidar
Se pássaros azuis podem voar
Acima do Arco - Íris
Porque pessoas também não podem sonhar?
Vou fazer um pedido a uma estrela cadente
Para que pensem numa coisa bem boa
Que eles ainda nem viram
E os sonhos que eles ousam sonhar
Se tornem realidade
E lá, acima do Arco-Íris, eles também poderão me encontrar
Por que eu também sei voar.
Bial!
15/04/2011
Direitos Autorais de Iria Salete Horn e Denise de Lima Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License. Usa material do artigo da Iria Horn "".
...A...Corda...
Os títulos sufocam
As responsabilidades amordaçam
Livre para ser ninguém
Alguem que quer estar além
Não contraio dívidas
Não aceito cobranças
O equilíbrio é a dúvida
As verdades voam em saltos mortais
A mentira é avalizada pela certeza
Ser o que se É
Onde e quando quiser
Queria ser uma borboleta.
Azul céu, rosa e violeta.
Livre, leve, solta
Vaguear devagar
fantasiar
devanear
voar, voar, voar
Sem nada com que me preocupar.
Sair por aí
Borboleteando
Flutuando
Vivendo
Sem precisar sair correndo
Com verdade
Com intensidade
Dia após dia…
Ser meu própio guia.
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