Livre para Voar sem Destino
Hoje, eu escrevi uma carta. Sem destinatário, seu destino seria somente ir, a lugar nenhum, a todos os lugares. Se espalharia pelo mundo, entre o invisível impalpável, o sobrenatural, e depois, ao divino, e o infernal, em mundos diferentes, inimagináveis, ilocalizáveis e impenetráveis, que em qualquer fraqueza nossa somos proibidos de enxergar um pouco, e ver-se tudo do nada, a calma que nos mantém por tempo indeterminado aqui e lá não-sei-onde no lugar que demos alguns nomes.
Ao tempo que me conta consta tão profundas decepções diminuídas ao nada em comparações, o que passa e o que vem não é real faz parte da lembrança e do desejo, o presente é ilusão, só tentativa de motivação. É êxtase ao meu coração, indescritível a sensação quando os olhos se cansam e são tons de cinza o céu, o sol. Cores, do horror, do amor, a dor, ardor que incomoda meus sentidos aos segundos sincronizados ouço a batida do relógio, só ele ao me torturar na memória de um tempo futuro onde talvez seja tudo mais escuro, e me incomoda não poder andar nem enxergar. Anseio desolado que a morte seja maior agrado, quem nunca sentiu e ignorou pensamentos considerados loucos abafados pelas palavras imediatas de repreensão do desgosto de não ter que escolher somente o fim, e só o fim.
Passos curtos, cabeça baixa, somente sombras sem cadência, indiferença, ninguém vê, só números e as vezes nem isso...
Que essa luz no fim de alguma coisa possa ser o alívio, ou o precipício, que dê fim ao imperfeito físico e ao espírito, se decompõe em processo lento quase que em pesar fúnebre e lágrimas de vento soprando aos pedaços engolidos ou levados, dissipados ao nada até não poderem mais se recompor, projetando o que sou na representação mais fiel da insignificância dessa minha existência tão confusa.
Mulher! Um destino?
No sem pudor que já é paraíso
Visto o destino que a alma toca
Despudorada qual borboleta que
nas flores passeia e não mais enfoca
Lembrado e adorado...
Vou como a pomba no cantado e versado
Almejo sim o sopro do corpo, porém encantado...
Deitando-se nú ao meu lado no mais que poetisado!
O que mais dizer nesta madrugada, amado?
Dizem que o destino é uma estrada que pode unir dois corações.
Mesmo que no passado tenham tido só uma amizade,
esperam que no futuro possam dizer que tudo valeu a pena.
Pois no presente eu sinto saudades do seu cheiro, da sua pele...
Te desejo com um amor morno, mas como uma paixão de um amante.
As vezes sinto o suor da sua pele na minha nas noites de solidão,
porém quero lhe mostra no futuro que nada entre nós dois foi em vão e
que ver a felicidade no seu sorriso é a minha sina.
Aprendi que não se deve distribuir fórmulas de felicidade,
ela é um destino que não depende de um único caminho.
Sou encruzilhada
Várias chegadas
mesmas partidas
não há destino que me tem.
Sou amontoado
Vários misturados
mesmo separado
não sou digital de ninguém.
Ironia é fazer planos
e acreditar no destino,
quando até mesmo os carrinhos
no supermercado vão na direção
pra onde são empurrados.
A felicidade não é
apenas um destino,
é uma mentalidade
que cresce à medida
que você encontra mais
motivos para ser grato
e otimista.
Eu também ainda não aprendi a amar., e é tão pouco o que sei, conto com o destino onde quer que eu vá, para o meu coração se abrir.
Em cada olhar cintilante,
Há novos sonhos e novos caminhos,
Outros ventos sopram os nossos destinos,
Advém um Ano Novo brilhante.
Em 2019 a vida recomeça, feliz Ano Novo.
À procura de riqueza o poeta destinou o seu destino, ao sonhar com um caminho que parecia ser divino, sob a luz do luar enfrentou a sua sina, encontrou uma botija que sonhava desde menino.
Em uma madrugada de solidão, há anos estava guardado, escondido e acuado sua grande realização, o poeta reencontrou e por ali mesmo se debandou sem ter imaginado que teria encontrado o seu próprio coração.
