Lira dos vinte anos
Eu te perdi, vc me perdeu, a final, nos perdemos.(...)
Resta boas lembranças do pouco que convivemos juntos, do cheiro, do beijo, do calor de teu corpo, de sua caricias, das noites que passamos juntos, o tempo muda constantemente, tudo mudou mas oq foi verdadeira não haverá ninguém no mundo que possa apagar "Lembranças"...
Composição dum Nada
Ao som da orquestralma, que solenelucida
nossa antiga caosciladora descida,
subimos agora escada avulsa e comprida.
Tal como composição por aglutinação,
tornamo-nos um. Para isso, perdi-me
em ti, que te perdeste em mim. Por tanto,
perdemo-nos em nada. Por quê?
Somos um, somos nada.
Ser que me envolve e tem, ancião
tu és de mim. Já que sou tu,
me chame pelo teu nome;
já que és eu, fogo cru,
chamarei-te pelo meu.
Porque te necessito assim como ar.
Porque te almejo assim como andar.
Porém estou sufocada por esse nada
e paralisada por aglutinação indesejada.
"O destaque do homem reserva-se ao seu dom intelectual, ao seu talento de ser generoso,e, a sua habilidade e tato para dialogar"
As lágrimas e dores não significam sua derrota, mas se você parar por isso, você já está sendo derrotado por teus próprios problemas, e quem é maior, eles ou você?
A dor vem de várias formas, mas de todas, destaca-se a que vem do coração, pois esta tem o poder de controlar a alma.
Se eu pudesse te daria o sol, mais para que ?, Se o teu brilho já me e suficiente.
Se eu pudesse te daria o mar, mais pra que se sua imensidão de sentimentos, carinho e aconchego já me e mais vasta que o mais imenso mar.
Se eu pudesse te daria o universo, mais pra que se eu seu sorriso já me faz viajar.
Se eu pudesse te daria meu amor. Opa esse já te dei e hoje só quero te amar.
Trabalhar, estudar, cuidar de casa e família não é fácil! Mais lembre-se o esforço de hoje reflete na sua vitória de amanhã. Mostre a você mesmo que é capaz que dos outros o seu sucesso toma de conta.
Fumaça
Tudo sei, tudo conto;
nada sinto, nada vivo.
Sou apenas corpo a dançar pelo trilho.
E o trem vem chegando,
apitando apressado.
Meu rodopio é longo
e desengonçado.
E me assusta quando apita
E me angustia quando apita
E me corrói ao apitar
porque não tenho como escapar.
Caminhante
Do negro céu e prateada lua,
do leve ar soprante de árvores nuas
cujos reflexos enfeitam a cidade crua;
de azul fala embalada pela mente tua,
faz-se tu, Caminhante destas ruas.
Mais vermelho que sangue,
rojador de desespero;
mais celeste que veia,
pulsante em cheia, é teu paradeiro.
Oh Caminhante de mim,
ao passo que o dia chega ao fim
e no silêncio me encontro enfim,
teu melódico caminhar acalma meu confim.
Sinto teu andar pelas artérias
e, antes que possa duvidar,
tu já decompõe a matéria,
outrora solitária miséria.
Numa casinha amarela tu se instala,
neste lírico vilarejo cardíaco
que descrevo enquanto tu desfaz a mala,
Caminhante do meu corpo físico e onírico.
Pesadelo
Acordo suada
com coração acelerado.
A porta está lacrada
e, o medo, ao meu lado.
Tudo que vejo é nada;
nada é tudo que vejo.
Vejo apenas nada,
sinto apenas medo.
Cavo com dedos já sangrentos
o teto onde piso.
Estou presa num cubo e lento
é meu movimento não-liso.
A escuridão me consome,
luto, agonio, rejeito, atrofio;
mas o vazio preto me come,
na podridão me crio.
Areia
Quero adormecer numa rosa,
abraçada numa abelha.
Quero escrever poesia, cansei de prosa.
Já desfiz a viscosa teia.
Meu corpo é minúsculo.
Tenho mãos preenchidas por grãos
de pólen e vazias de pulso,
por isso o busco nessa composição.
Meu corpo é grão de areia,
sou aquele farelo numa praia cheia
que compõe a vista feia
onde as ondas do mar se baseiam.
Adentro a onda sonora,
este é o Agora dum Outrora
que se faz eterno na caminhada
amarela ácida e docemente azulada.
