Linha Tenue entre o seu Olhar

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Entre o Toque e o Adeus




Sentir você tão perto.
Sentir o calor da sua pele.
Sentir o leve tremor das suas mãos.
Sentir o desejo que transborda do teu olhar.


Diz-me,
como isso não pode ser paixão?


Ou amor...
quem sabe.


Poderia ser uma cor,
qualquer uma,
desde que deixasse de ser
esse mundo em branco e preto.


Poderíamos criar um vermelho
que existisse apenas para nós.


Então você me beija,
me toca,
e, logo depois,
diz que não posso ser sua.


Se é assim,
por que continua alimentando
o que sabe que não pode florescer?


Eu te amo
para além do teu corpo.


Mas você...


Será que ama apenas o meu?

Que as luzes iluminem o breu que és,
A solidão consome da cabeça aos pés.
Vive entre tantas aspas, manipulando ao seu favor,
Sofro com meu vazio, não com vontade de me sobrepor.


Poderia me dizer que sou o mal gosto,
Que eu sou idiota que te fez um esboço,
De uma princesa que sonhava ser,
Apaixonada no príncipe que poderia ter.


Mas suas fantasias eram tão venenosas,
Sufocaram os cabelos que eram vossas...
Beleza, natureza, tristeza ter acabado assim,
Por algo ter tanto sofrimento, tem que haver fim.


Eu não sei de muita coisa
Não sei de mais nada afinal
Corrompi minha fé em busca de um final
Tão feliz que me faria sentir flores na barriga


Mas as abelhas já voaram pra longe
O vento não sopra tão suave
Da poluição perfeita, há um monte
Com o cheiro das flores abatendo sua falha


Poderia me lamentar todo o santo dia
Mas você se tornou o que odiaria
Vou deixar você sonhar, pequena
Eu que sou o problema, afinal.

"A distância entre o desejo e a conquista chama-se obstáculo."

Deitado no terraço, que mais parece um navio, navego entre as estrelas sem definir um caminho. O olhar é como um farol refletindo a luz celestial, que chega a mudar o brilho e nos empresta uma nova forma de olhar. Céu desconhecido, abstrato faz-nos interrogar tudo o que há no espaço. Mas a verdade é que nesse momento coloco-me a sonhar e admirar, permaneço estático e continuo a contemplar o céu de Tangará...

"O amor que dói em silêncio"


O amor que dói não grita,
mora no silêncio entre dois corpos,
na palavra que não se diz
e no beijo que não se deu.


É a falta que ocupa o peito
como um móvel antigo e pesado,
o amor que não pode ser vivido
e ainda assim insiste em doer.

entre as nuvens e as estrelas,
a música é o som vivo da natureza,
enquanto a fogueira e o bom vinho aquecem a noite inteira ...

#bysissym

No silêncio entre dois corpos nasce um campo magnético,
onde cada gesto é promessa
e cada respiração é caminho.


A pele torna‑se horizonte,
o olhar, uma mão invisível,
e o tempo verga‑se como tecido húmido à espera de ser moldado.


Há um tremor que não é físico,
uma vertigem que não é carnal,
mas que acende o coração
como se fosse chama a acender
as constelações da alma.


E quando o silêncio desaparece,
os gemidos tornam-se linguagem.
E o ar entre nós torna‑se incenso,
lento, quente, vivo.


Uma língua feita de luz,
que só dois sabem ler.
Uma liturgia de sombra e claridade,
onde duas almas se reconhecem.

Entre a ideia e a sua realização existe uma travessia solitária: momentos de perda, de silêncio e, no meio disso, um encontro consigo mesmo. Porque às vezes, para executar um sonho, precisamos nos reinventar, e nos tornar outra pessoa.

Entre todos os tormentos que a alma humana pode suportar, não há nada mais dilacerante do que ver-se privado daquilo que deveria estar ao seu alcance. Contudo, mais cruel ainda é ser rejeitado, expulso, traído... justamente por aqueles que um dia juraram ser o porto seguro ao qual eu recorreria em minha hora de maior necessidade. Essa ferida não apenas consome o coração — ela desperta a chama da revolta.

O Visitante


Há quem entre
sem fazer barulho.


E, ainda assim,
desorganize a casa inteira.


Toca nas paredes,
elogia a luz,
senta à mesa,
fala como quem pretende ficar.


Depois rareia.


Não vai embora de uma vez.
Seria honesto demais.


Vai sumindo aos poucos,
como quem espera
que o silêncio faça o trabalho
sujo.


A casa observa.


Não cobra.
Não chama.
Não implora.


Só aprende.


Porque há presenças
que não quebram nada,
mas deixam tudo mais frio.


E no fim,
o que pesa não é a partida.


É lembrar que alguém soube
entrar
e ainda assim
não teve coragem de
permanecer.

PANDORA E ZAFIRA


Amizade entre uma cachorrinha e uma águia — puro amor e lealdade
“Quando o amor é verdadeiro,
a amizade cria asas.”

Entre marés e silêncios,
cada criança, cada jovem,
aprende a navegar.
E quando encontra acolhimento,
descobre que pode florescer
mesmo em meio ao mar.

“Nem sempre vemos quem está a cuidar,
mas sentimos quando alguém decide ajudar.
Entre sombras e passos, há mãos que acolhem,
e caminhos que, com carinho, se escolhem.”

Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.

Há um ponto de convergência entre a lógica exata da IA e o meu pensamento crítico: vislumbra-se um amanhã onde a tecnologia e a essência humana finalmente falarão a mesma língua.
Reno Fioraso

⁠Dentro de nós bate um coração
Caminha entre sonho e razão
Vive neste mundo sempre a buscar
Algo que se perdeu
Ele quer ter, perto de si
Alguém que sempre amou


Sonha com esse dia que virá
Espera olhando tudo acontecer
Chora com as lembranças
Que a ele vem
Feliz será, o amor encontrará
Pra si mesmo prometeu


Esquece por momento sua dor
Fala em poesia sobre o amor
Em uma nova estação
Olha o voo de um beija-flor
Saúda a primavera que chegou,
Tudo está tão feliz, tudo belo está
Com as rosas no desabrochar...


Segue olhando tudo acontecer
Se derrama pra dentro si
Se transborda como quiser
Pois estará, nos seus dias à buscar,
Alguém que sempre amou...

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."


PRAZER


Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.

A vida é um equilíbrio entre viver o hoje como se fosse o último dia de vida e o amanhã como daqui a 80 anos ou para sempre...

Entre a exaustão das relações e a falsidade disfarçada de convivência, desenvolvi uma aversão silenciosa à sociedade humana — não por falta de amor, mas por excesso de decepção, como quem ainda sente, mas já não suporta se aproximar.