Lili Inventa o Mundo - Mario Quintana

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Ser poeta é sentir o mundo girar, tocar o céu sem tirar os pés do chão, observar os detalhes que passam despercebidos a um angulo comum de visão. Ser poeta é não se preocupar tanto em entender a complexidade lá fora, e se dedicar na resolução da bagunça que ocorre por dentro. O amor é uma fábrica de poetas, pois nada se escuta, nada se entende, mas no fundo, uma pessoa sabe muito bem o que sente. Poesia não é rima. Não é uma estrofe bonita, é transformar um sentimento terrível em um texto admirável.

Todo mundo sabe que não se pode escolher sua família, mas você pode escolher os seus amigos. E num mundo comandado por herança sanguínea e contas de banco, vale a pena ter um amigo. Mesmo que uma melhor amiga possa te levar a ficar irada, não há como negar que ficaríamos um pouco menos ricos sem elas. E Serena e Blair? Elas são melhores amigas melhor que qualquer um. Não, isso não é uma lágrima no meu olho. É só alergia. Sem você, não sou nada.

"A ficção faz com que o mundo não se limite ao infinito"

O mundo é um mundo de fantoches. E os fantoches, em conjunto com a liberdade de sonhar acordado, ajudarão a reconciliar os servos com a vassalagem, que é o seu destino! O destino é imutável e os vivos, um erro da lógica...

“Se fantasiar em um mundo onde não pertence é iludir a si mesmo”.

Vida abstrusa, caminho ambíguo, mente aturdida, mundo caótico, minha visão está turva, minha mente obscura, perplexa eu sigo perturbada, confusamente confusa.

Lute pelos seus objetivos, brigue pelos seus pertences, o mundo já está cheio de moscas mortas, não precisa de mais uma!

Thalita Rebouças
Fala Sério, Mãe!

⁠Mire em ser mais do que o que você é, mas saiba exatamente quem você é, para que o mundo não precise lembrá-lo disso com frequência.

É eu sei que a juventude atual mudou, infância não
Existe mais, acabou. É que o mundo tá revirado,
Coitado. É eu sei que a juventude atual mudou,
Infancia não existe mais, acabou. É que o mundo tá
Revirado.

Ei Deus, eu sei que sou só um
ponto neste mundo
Você se esqueceu de mim?

"Saí da minha caixinha.
Vi um mundo cruel
Voltei.
Nunca mais saí."

Ai ele diz: Meu amor boa noite, estou indo dormir. E ela se acha a pessoa mais sortuda do mundo... quando na verdade ele diz isso pra ela e pra outras e acaba amanhecendo na festa acompanhado por um time de garotas que não é nem metade do que ela é.

"Sal de tus límites, cesa de fingir que eres igual a todos, muéstrale al mundo ese tesoro que es tu diferencia.""

"Saia de teus limites. Cessa de fingir que és igual a todos e mostra ao mundo esse tesouro que é tua diferença."

Eu já falei isso antes em um mundo diferente, me joguei no desespero e continuei caindo em um abismo. Você estava lá do meu lado, me observando o tempo todo. Mas isso ainda me salvou. (Yuu Otosaka)

PONTO FINAL

Quebrei o aquário com o maior prazer do mundo. Eu matei os dois peixes, deu um pouco de dó da fêmea, ela demorou mais pra morrer. Mas, sinceramente? Não estou com pena deles. Peixes morrem todos os dias, assim como pessoas. Ciclos se encerram todos os dias, assim como o dia acaba, como o amor é destruído ou construído. Todos os dias. Quem sabe, essa não seja toda a emoção da vida, não é mesmo?
Depois rasguei o embrulho do pijama, e queimei. E a tesoura me foi útil na hora de cortar o pijama em pedacinhos irreconhecíveis. O pingente de sol deve estar em algum lugar da rua, já que eu joguei da varanda aqui de casa.
Depois as coisas na parede do quarto devem estar em alguma lixeira; notei a presença da mãe tirando os papéis do chão enquanto eu dormia. Espero, sinceramente, que ela não os tenha guardado.
E, eu acho que depois que eu surtar e tacar o celular do vigésimo andar e ter o prazer de vê-lo esmigalhado no chão, eu me sinta bem melhor. Melhor do que estou agora.
Sinceramente, achei que fosse estar pior. Mas, não. A vida é feita de escolhas. Ok, eu sei que isso é muito clichê; mas é a verdade. Quem sabe, a única verdade nisso tudo.
As coisas costumam passar na nossa frente, se exibindo, prometendo felicidade. E vai da nossa coragem querer pegar e ser feliz, ou não. Daí que tem pessoas que fazem questão de deixar passar, por simples covardia ou vai saber lá o quê. As pessoas surtam e decidem ferir as outras. Depois reclamam de não serem respondidos.
Eu lembro que um dia eu escrevi sobre livre arbítrio. E, depois de tudo, continuo tendo a certeza de que existe uma coisa pré-definida por trás do livre arbítrio, que nos faz tomar aquela decisão por ser exatamente aquela que devemos tomar. Pro nosso bem ou não, mas a gente acaba vivendo uma história que já está traçada, já está escrita, já foi determinada. Aí, basta a gente entender e aceitar tudo isso pra não sofrer mais que o necessário.
E aprendi que, sofrer no dia seguinte é idiotice. Se sofre no dia da dor, o dia seguinte é outro dia e esse dia segue.
Eu já tentei várias vezes me fazer de forte, dizer que eu era durona e que jamais me apaixonaria, ou sofreria, ou cairia na lábia de um idiota que tem um rei na barriga.
Eu sofri. Não nego. Me descontrolei, quebrei o que eu podia quebrar, xinguei o que eu podia xingar, taquei almofadas na parede, me joguei na cama e me chamei de burra, prometi nunca mais ver nem ouvir falar no nome, tomei comprimidos pra dor de cabeça, meu estômago ficou atacado e eu chorava e me contorcia de dor na cama. Depois fiquei até altas horas da madrugada sentada na varanda olhando a lua cheia. Ela estava maravilhosamente linda e o céu não poderia estar mais bonito. Tudo isso normal. Coisas normais que acontece com qualquer pessoa que se entrega, que tem coração, que ama. Que ama de verdade. Que entende o perfeito significado do amor descrito em Coríntios, e que insiste em cumprir tudo o que promete. Coisas normais de uma pessoa que não é movida pela emoção, e mesmo na emoção, fala coisas que tem certeza que vai cumprir. Coisas normais de uma pessoa que mudou e que quer ser feliz, muito feliz.
Mas, no dia seguinte, a pessoa continua sendo normal e a ferida pára de sangrar. Tá dolorida por ser tão cutucada, mas não sangra mais. Depois de uns dias, cicatriza e fica a marca. E não é vergonha carregar as marcas. Pior aquele que não se entrega por medo de sofrer e carregar marcas depois. Como ele vai viver e passar toda a alegria e dor que teve pra outras pessoas? Impossível aprender sem carregar marcas, marcas que pesam, que revoltam, e que as vezes nos faz sentir idiotas. Mas são marcas, e por mais feias que sejam, devem ser motivo de orgulho para quem as carrega.
E quando você se conscientiza que foi melhor assim e que todo mundo precisa ser feliz, e não vai ser mais uma decepção que vai te fazer parar, te fazer desistir, aí você consegue não sofrer mais pela pessoa, não sentir falta. O amor fica escondido em algum canto e depois se cansa de insistir e vai embora, mais ou menos no tempo em que a ferida vira apenas uma marca.
E, mesmo depois de tudo ontem, não me arrependo de absolutamente nada. Eu vivi, fui extremamente nobre em me deixar viver, mais uma vez, tudo o que eu tinha pra viver, com toda a intensidade possível. E como todos os outros, vira mais um texto pro meu blog, mais uma história pro meu livro. De tudo o que foi vivido, de tudo o que foi dito, pra isso serviu. Pra me inspirar a escrever.
Não significa mais nada, a não ser, parágrafos de um desses textos gigantes que eu costumo escrever sem ver a hora passar.
E tudo volta como estava. Você, sendo uns papéis perdidos na minha gaveta de cartas. E eu, pra sempre, presa em algum canto em você. Porque eu ainda acredito no ser humano, ainda acredito nos olhos, na verdade das palavras, e nem tudo aquilo foi em vão ou mentira. E quanto a você, eu liberto de algum canto onde você esteve preso em mim por tanto tempo, e me esqueço, pra sempre, do que você foi e representou. Pra sempre.
E deixo de cumprir a promessa de que mais ninguém seria suficiente. Sim, existe alguém suficiente. Suficiente só pra mim. Do meu jeito. Que não tenha medo e que saiba, sempre, o que sempre quis. E que nunca, nunca desista de mim.

[...]
e, por um momento, eu quase me esqueci de onde vim,
deixando-me influenciar por um mundo que não é, nunca foi, e nunca será o meu.

"...Nós vencemos metade da batalha quando
mudamos nossas mentes e aceitamos o
mundo como o encontramos, inclusive os seus espinhos...!"

Todos somos livres e vivemos no mundo que criamos.

O mundo é feito por nós.
Nós somos os nós do mundo
e em tudo estamos atados.
O eu sem nós não existe.
A morte é o eu desatado.

O mau do mundo moderno
É julgar sem conhecer
Exigir sem merecer
E se negar a entender

Que na vida nada é perfeito
Que em tudo há um defeito
E que pra tudo se dá um jeito

Buscar na emoção, o que nos falta na razão
É jogar tudo para o ar, é se negar a acreditar
Que temos muito a repensar

Por isso não cobre de outrém
Aquilo que você não é capaz
De oferecer a alguém

Sinta frio, sinta dores,
perca amigos e perca amores
Mas não permita que seus erros
Leve embora os seus valores!