Libertação Humana
A parte mais desnutritiva na espécie humana é: a indiferença existente dos com abrigo para com os sem-abrigo.
Jamais aceitarei viver em um mundo que tolere a escravidão humana. Esse fardo pesa como uma sombra insuportável sobre minha existência. Como suportar um mundo onde o espírito se curva diante de correntes, onde a dignidade humana é pisoteada em nome da ganância ou da apatia? Se a escravidão é o ápice daquilo que a humanidade pode oferecer, então que valor há em sua continuidade? Melhor seria abraçar, com uma fúria serena e definitiva, a extinção absoluta desta sociedade. Pois viver em tal sujeira é morrer a cada instante; preferível seria que o horizonte se desfizesse por completo, levando consigo o vil teatro que chamamos de civilização.
Aquilo
que muitos vulgarizam como
princípios morais da sociedade humana,
na verdade, são arremedos transitórios
de um fundamento maior ora esquecido;
ou, inadvertidamente desprezado,
que em tempos de tresloucadas
'vias tortas', sobrevém para
nos relembrar e corrigir:
a Ética!
A esperança
muito antes de uma confessa
percepção humana, é especial
prerrogativado nosso Criador,
que embora atento a nossa inda
frágil condição em tãoárduo
processo como seresem
prodigiosa feitura;sabe Ele,
que noseudevido tempo
tudo secumprirá!
"... a história é a
ciência da infelicidade humana!", grafou
o poeta francês Raymond Queneau...
Visto que, somos ainda usuais
consumidores de'efeitos' sem nunca
nos debruçarmos sobre as 'causas'
que os provocam e nos conservam
confortavelmente
infelizes!
... embora
todo barulho
e insistentesassédios
origináriosda desfaçatez
humana; ainda assim, nãoserá
a ignorância, fiel guardiã
ou porta-voz da
sabedoria!
A raça humana evoluirá a passos largos, na mesma medida em que conseguir derrotar o seu mal intrínseco.
Construir muros divisórios para quê? Se é da natureza humana afirmar suas diferenças ao mesmo tempo que nega suas semelhanças.
