Liberdade pra Mim e pouco
Não seja inseguro se o seu coração é puro, você ainda é importante para mim mesmo sendo uma criança má.
Peço-lhe perdão por profanar até a última gota de seu nome, mas você foi especial para mim em um nível que, no momento que você foi embora e se tornou livre, doeu em diversas formas, e senti a necessidade de destruir sua pessoa.
Eu que sempre vivi embaixo, não pude aceitar você conseguindo se livrar de tudo e me deixando para trás, parece que me tornei igual àqueles adultos sem face que destroem tudo com palavras que mancham o mais puro ser.
Eu prometo que essa será a última vez que falarei de você sem você estar presente, prometo parar de me comparar a você quando me olho no espelho, a partir de agora estou desagarrando de sua sombra, parece que essa é uma das minhas habilidades, me prender a pessoas sem elas perceberem.
Meu passado era parte de mim e moldava quem eu era agora, mas não definia quem eu me tornaria. Não me controlava.
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a marcará,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Para ressuscitá-la , eu não daria pernas e braços , daria tudo de mim pois fatalmente já teria uma alma amputada .
Ela disse quase tudo e no final ironizou, nessa vida tudo passa e pra mim vc passou, não tem volta, e o telefone desligou...
Se eu...
não gostasse tanto de mim,
não gostaria tanto de você.
Se eu...
não gostasse tanto de você,
não teria esquecido tanto de mim.
Não estou no mundo para corresponder às expectativas alheias. Minha vida pertence a mim. E isso é igualmente verdadeiro para os demais seres humanos.
O mundo pra mim já estava desvestido, bastava tão só puxar o fôlego do fundo dos pulmões, o vinho do fundo das garrafas, e banhar as palavras nesse doce entorpecimento, sentindo com a língua profunda cada gota, cada bago esmagado pelos pés deste vinho, deste espírito divino.
Em minha defesa, eu nunca escondi o que sou nem o que desejo.
Há em mim uma mulher inteira, mas também uma menina que ainda acredita no cuidado, no gesto que acolhe, no olhar que sustenta. E é por ela que eu escolho.
Não quero ser a mulher de um menino que ainda ensaia responsabilidades, que se perde nas próprias indecisões e chama isso de liberdade. Não quero ser abrigo provisório de imaturidades, nem colo para quem ainda não aprendeu a permanecer.
Eu quero ser leve… mas leve de verdade.
Leve porque posso descansar, porque não preciso endurecer para dar conta de dois, porque não preciso ensinar o básico a quem já deveria saber amar com presença.
Quero ser a menina de um homem.
De um homem que entende que cuidado não diminui, que presença não sufoca, que escolha não se adia. Um homem que não se assusta com a profundidade, mas mergulha. Que não foge quando percebe que é real.
Porque em mim, tudo é real.
O sentir, o ficar, o construir.
E se isso assusta quem ainda é raso, então que assuste.
Eu não fui feita para caber no medo de ninguém.
Em minha defesa, eu só estou sendo fiel ao que em mim nunca foi ausência
essa vontade bonita de ser bem escolhida… e, finalmente, poder ser leve sem precisar deixar de ser inteira.
Há em mim uma intensidade que, por vezes, me transborda e, em outras, me aprisiona. Sinto tudo em excesso: o silêncio, a ausência, os desejos, os medos e as esperanças. Enquanto o mundo segue seu curso, muitas vezes permaneço parada, vivendo mais dentro de mim do que fora de mim.
É estranho desejar tanto voar e, ao mesmo tempo, sentir as asas pesadas. Querer alcançar horizontes, mas não conseguir sair do lugar. Como se algo em mim chamasse pela vida, enquanto outra parte ainda se recolhe, cansada das próprias batalhas.
Carrego uma alma funda, dessas que não sabem sentir pouco nem viver pela metade. E talvez por isso tudo em mim seja tão vasto: quando dói, dói inteiro; quando sonha, sonha longe; quando ama, ama sem margens.
Mas começo a entender que não nasci para ser cárcere de mim mesma. Que toda essa profundidade não veio para me afundar, e sim para me ensinar a nadar em águas que muitos temem.
Talvez eu esteja em tempo de reconstruir minhas asas com paciência. De fazer paz com meus silêncios. De sair, aos poucos, desse mundo interno que me consome e tocar a vida com mãos mais leves.
Porque ainda há muito em mim que quer florescer. E mesmo cansada, ainda existe uma parte minha que acredita no voo.
Está bem, está bem! Quer falar MAL de mim, mesmo não me conhecendo? Fique à vontade. Mas se quiser falar BEM de você, fique à vontade também. Afinal, você se conhece...
E isso acontece porque você foi feito pra mim, assim como eu nasci pra amar você. Em um mundo diferente, em outro tempo, onde tudo fazia sentido. E o meu coração não quer mais bater sozinho, agora que conheceu o seu. Simplesmente não pode mais! Você não se lembra disso. Uma de suas mãos se desvencilhou do tecido e percorreu o caminho do meu peito, detendo-se sobre meu coração. Este, que já batia enlouquecido, desesperou-se, tentando abrir caminho a pancadas para chegar até aquela palma.
Tem gente que eu sei que fala mal de mim , mais eu trato na maior normalidade do mundo.... uns chamam de falsidade eu chamo de maturidade
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