Liberdade para Thomas Hobbes
A coragem não é feita de atos demonstrativos de força, mas da bravura em reconhecer as transformações necessárias para evoluir emocionalmente. Eis o tipo de coragem necessário para que você evolua, neste momento em que tanta coisa está se redesenhando.
Vivemos numa sociedade em que ninguém é responsável pelo que faz, mas todos são responsáveis pelo que os outros fizeram no presente ou no passado.
Nota: Trecho de artigo da "National Review".
...MaisO socialismo tem um histórico de fracasso tão flagrante que apenas um intelectual poderia ignorá-lo ou evitá-lo.
A maioria das pessoas é mais ou menos escrava de algo, escrava da hereditariedade, do meio ambiente, das opiniões alheias, dos costumes e das ideais daqueles que pensam por ela; analisado em um nível ainda mais profundo, muitos são escravas das emoções, das sensações, do prazer, e até escravas de si mesmo. Os escravos gostam de afirmações depreciativas diante do conhecimento, vezes sem fim com aquele ar de superioridade de deuses do Olimpo (looking down on) afirmam: — "sou livre e só faço o que me apraz e o que bem entendo". Bem, analisando mais profundamente essa questão, não somos livre em quase nada, nossa margem de manobra é bem finita, alguns não conseguem explicar o que faz elas terem certas preferências, ou o que faz elas quererem isto ou aquilo.
Na verdade transformam seus desejos no querer e um certo grau de liberdade está no querer pelo simples querer e não a busca incansável pelo prazer.
Entendem a diferença?
Chrīs Nunes
André: Você está melhor?
Tolentino: Não. Não estou nada bem, André. Fui humilhado mais uma vez pelo intendente.
André: Deixe o tempo vai passar. E você vai esquecer.
Tolentino: Acho que desta vez não vou esquecer, não. O intendente passa a vida toda a me espezinhar. Trata-me como um cão. Chegou o meu limite.
André: O intendente é um homem cruel. Mas você tem amigos.
Tolentino: Tenho um único amigo. Meu único amigo é você. Você, André, que é um homem sensível, você que entende os mistérios da vida, as voltas que o mundo dá, as surpresas que a vida nos reserva…
André: Surpresas sobre nós mesmos?
Tolentino: Sim. Você mesmo disse um dia. Todos nós temos uma segunda natureza, que às vezes permanece oculta.
André: Mas não para sempre.
Tolentino: Não para sempre…
O medo do poder invisível, fingido pela mente, ou imaginado a partir de contos publicamente permitidos, é religião, se não permitidos, é superstição. E quando o poder é verdadeiramente imaginado, como nós imaginamos, é a verdadeira religião.
...O verdadeiro e o falso são atributos da
linguagem, não das coisas. E onde não há
linguagem, não há verdade nem falsidade...
O uso geral da linguagem consiste em passar nosso discurso mental para um discurso verbal, ou a cadeia de nossos pensamentos para uma cadeia de palavras.
Se dois homens desejam a mesma coisa, o que, no entanto, ambos não podem desfrutar, eles se tornam inimigos.
Seja o que for que concebamos foi primeiro percebido pela sensação, quer tudo de uma vez, quer por partes. O homem não pode ter um pensamento representando alguma coisa que não esteja sujeita à sensação.
A tristeza causada pela descoberta de alguma falta de capacidade é a vergonha, a paixão que se revela através do rubor. Consiste ela na compreensão de uma coisa desonrosa. Nos jovens é sinal de amor à boa reputação, e é louvável. Nos velhos é sinal do mesmo, mas, como já chega tarde demais, não é louvável.
Quando acreditamos que as Escrituras são a palavra de Deus, sem ter recebido qualquer revelação imediata do próprio Deus, o objeto de nossa crença, fé e confiança é a Igreja, cuja palavra aceitamos e à qual aquiescemos. E aqueles que acreditam naquilo que um profeta lhes diz em nome de Deus aceitam a palavra do profeta, honram-no e nele confiam e creem, aceitando a verdade do que ele diz, quer se trate de um verdadeiro ou de um falso profeta. O mesmo se passa também com a História. Pois se eu não acreditasse em tudo o que foi escrito pelos historiadores sobre os feitos gloriosos de Alexandre ou de César, não creio que o fantasma de Alexandre, ou de César, tivesse qualquer motivo justo para ofender-se, nem ninguém a não ser o historiador. Se Tito Lívio afirma que uma vez os deuses fizeram uma vaca falar, e não o acreditamos, não estamos com isso retirando nossa confiança em Deus, mas em Tito Lívio.
Tal como num relógio ou outro mecanismo, algo complexo, é impossível saber com exatidão qual é a função de cada uma das peças e pequenas engrenagens. Salvo desmontando o todo e estudando, um por um, a matéria, a forma e o movimento dos elementos.
A felicidade é um contínuo progresso do desejo, de um objeto para outro, não sendo a obtenção do primeiro outra coisa senão o caminho para conseguir o segundo.
A razão é a alma de toda Lei.
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