Leve como Passaro
Assim como não sei de onde venho, também não sei para onde vou Sei, apenas, que, ao sair deste mundo, cairei para sempre no nada ou nas mãos de um Deus irritado, sem saber em qual dessas duas situações deverei ficar eternamente. Eis a minha condição, cheia de miséria, de fraqueza, de obscuridade. Concluo, de tudo isso, que devo passar todos os dias da minha vida sem pensar em descobrir o que me deve acontecer. Talvez pudesse encontrar algum esclarecimento nas minhas dúvidas, mas não quero dar-me a esse trabalho, nem dar um passo nesse sentido. Tratando com desprezo os que com isso se preocupam, quero experimentar esse grande acontecimento sem previdência e sem temor, deixando-me passivamente conduzir à morte, na incerteza da eternidade da minha condição futura.
Quero amadurecer minha imaturidade e amar como uma adolescente irresponsável. Falta isso em mim, coragem de amar até quebrar a cara.
“Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida.
Devemos tentar aprender de cor quem amamos.
Tentar fixar.
Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta.
São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco.
Guardá-las é tão difícil.
Eu tenho um pequeno truque.
Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter.
Funciona.”
Miguel Esteves Cardoso, in As Minhas Aventuras na República Portuguesa
Mãe, desculpa
Eu nunca quis
Ser uma má criança
Pra você, pro mundo
Perdão
Agora me diz
Como devolver a esperança
De volta ao útero
Lamento
Se não te faço feliz
Não me dou criatura mansa
De desespero, morto
"De velha, de amarga, de fria, de sem cor.
Centopéia rastejante. Eu, criança, desaprendi a andar."
SORRIA COMO SE FOSSE DE VERDADE
Sorria, pois isso pode te trazer felicidade,
Ato físico controlando nossa sensibilidade.
É mais fácil controlar os músculos faciais
Do que as suas respostas emocionais.
Então o seu cérebro pode ser enganado
Em laboratório isso até já foi testado.
Botox para quem tem enxaqueca emocional,
Enganou o cérebro, pois melhorou o aspecto facial.
Então aprenda com este tolo poema,
Sorria até mesmo diante de seu problema.
Você nasceu para nessa vida viver a felicidade,
É isso que você levara de bom para a espiritualidade.
Ria alto! Fale besteira! O importante é ser feliz,
Afinal nem paga sua conta e nem é dono de seu nariz.
Assim como na religião o ser humano é dominado pela obra de sua pópria cabeça, assim, na produção capitalista, ele o é pela própria obra de sua mão.
“Rugas são como os rios numa floresta: trazem beleza e tranqüilidade, mas também transtornos. Deixam marcas com lembranças indeléveis de sabedoria. São a comprovação que houve uma vida repleta de diferentes momentos”. (Luiza Gosuen)
A velha natureza é como uma casa preta, muito escura para mostrar uma mancha; mas a mancha que vem de uma tentação que cai sobre o fino linho branco da nova natureza nos atormenta muito; vemo-la, ficamos aborrecidos com ela, clamamos a Deus para que nos livre dela. O simples trânsito da tentação através de uma alma regenerada a leva ao cativeiro.
Que, se sabe da vida é que ela é passageira, tal como uma chuva de verão numa manhã qualquer, o que se vive é o que e tem.
As vezes precisamos agir como se fossemos de ferro, mesmo reconhecendo nossa própria fragilidade. Mesmo assim prefiro chorar em meu travesseiro do que desabafar com outros e depois ser vitima de minha própria fraqueza.
Com o tempo eu aprendi que a opinião dos outros, como julgamentos e o que podem pensar sobre mim... não machucam mais.
Afinal o que me importa de verdade é estar em paz comigo mesma e com Deus.
Na hora do aperto é com Ele que posso contar.
Na hora da vitória é a Ele que devo a minha gratidão.
Viver sua própria vida já é uma batalha diária que requer determinação, fé e coragem.
Cada um viva a sua vida e cuide dos seus.
Enquanto não houver essa consciência é impossível ser feliz.
É impossível acontecer milagres na sua vida.
Deus opera na simplicidade, humildade, no coração que doa e sabe amar.
Quem tem coragem se aceita como é
O futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer
Ninguém é o dono da verdade, eu lavo minhas mãos
Uma corrente só estoura quando os elos são fracos
O socialismo é como um jardineiro que ao perceber que uma planta se eleva acima das outras trata logo de podá-la.
Algumas pessoas são como raposas, pois são imprecisas e inconsistentes; outras são como porcos-espinhos, pois focam o essencial, ignoram o resto e são eficazes.
Foi assim mesmo que Capitu falou, com tais palavras e maneiras. Falou do primeiro filho, como se fosse a primeira boneca. Aquela ameaça de um primeiro filho,
o primeiro filho de Capitu, o casamento dela com outro, portanto, a separação absoluta, a perda, a aniquilação, tudo isso produzia um tal efeito, que não achei
palavra nem gesto; fiquei estúpido. Capitu sorria; eu via o primeiro filho brincando no chão...
Pra falar a verdade, eu não sei onde arranjei tanta paciência para te esperar como te esperei. Ah... E como me machuquei te esperando.
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