Leve como Passaro
Amor as avessas
Pode haver um tempo a se esperar, doce amor como sabonete de lavanda, que escorrega dos meus braços.
Amor como uma barca em auto-mar, sobe e desce sem esperar, acontece na euforia do passar, depois o medo continuo de pesar, até o amor se consolidar.
Desenvolver como flores no jardim, perceber a singularidade, a beleza de cada uma, a ser o que é, a fazer o que faz, deve ser um sinal que a sua flor está amadurecendo.
Noite é da cor do café, noite na coberta esquenta como café. Os bons sonhos noturnos viciam como cafeína. Pra depois acordar cedo com aroma de café, e tomar o café-da-manhã.
Se eu flutuar como uma águia, se eu flutuar como um avião, mas não tiver asas. Eu tenho o céu magnífico na minha cabeça para enchê-lo com os meus pés no chão e para criá-lo com a minha imaginação no horizonte.
quero um pouquinho do azul como os mares e os céus,
quero um pouquinho do amarelo do ouro e do sol,
um pouquinho do vermelho das rosas que enfeitam os jardins,
um pouco do verde dos campos de trevos, o laranja dos tijolos das casinhas de barro seco nos vilarejos e o reflexo púrpura das amestistas das cavernas de cristais, quero um pouquinho de cada cor dentro de mim, cores vivas, telúrica, a refracção vibrante do dia-a-dia, um arco-íris.
Seus braços são chamas.
Como tochas ardentes.
Sua boca é o sol.
Quando você me beija.
Você me queima por fora.
E me derrete por dentro.
O frio e a solidão da quarentena.
São evaporados imediatamente.
Seus beijos são chamas.
Seu corpo é o verão.
Aquecendo minha alma.
E esquentando meu coração.
Quando estou sem você.
No hay verano sin sus besos.
A cortina que se abre
A nebulosidade é uma cortina,
como o acordar de um novo dia,
a desobstruir seus mistérios,
sendo esses de complexidade,
sendo esses de beleza,
suas emocionantes paisagens,
e seus vulcões de avareza,
é a cortina que se abre,
para os aventurantes do aqui e acolá,
carregando suas malas de futura experiência,
colecionando suas malas de momentos de passado,
o presente é a cortina de névoa,
que se abre e revela,
com seus mistérios e surpresas,
e a bagagem,
são experiências de vivências,
quando a gente abre a cortina,
a luz aflora,
quando a gente abre o coração,
o amor aflora,
quando a gente abre a mente,
a natureza aflora,
tudo no seu tempo,
cada um no seu momento.
O eremita
Era uma homem com visões pequenas
Num mundo gigante de possibilidades
Era um homem como um grão de areia
Na imensidão do deserto desconhecido
Era uma homem que não achava graça
Nas pequenas formigas
Caminhantes com folhas pesadas
Quando por fim decidiu sair da casa
Em volta da imponente ilha de Manhattan
Pra cruzar a América até o Panamá
Uma vida de eremita foi desbravar
Do frio do Norte aos dias quentes do sul
A floresta Amazônica o fez notar
Que as paredes do mundo são coloridas
E os céus são infinitos
Era um homem que cruzou
O Atlântico até a África
Descobriu um declive no chão
Cheio de canais
Que transportavam fios
Como veias que bombeavam
Sangue na água
Desembocou num gigante coração dourado Foi por terra acompanhar as pegadas
O pedaço do coração havia migrado
Tornando-se castelos, filosofia e arte
Era um homem eremita
Que cruza o Atlântico
De volta para a América do Norte
Ao observar as formigas
Não estavam mais pequenas
Ao observas as quatro paredes
Não eram mais fechadas e duras
Folhas de primavera
Corações esparsos como folhas
Corações que voam como folhas
Nascem dos caules endurecidos
Flutuam para amolecer corações enrijecidos
Nos vastos cenários da vida
A decretar a beleza em liberdade
A certeza da infinidade
Nas suas infinitas cores
De primavera
Folhas flutuam a trazer
Os sinais de esperança
Folhas flutuam a anunciar
A temporada de luz
Do caule endurecido
Com o tempo se desprendem
A gozar da liberdade
Como os pássaros
Nas suas infinitas cores
De primavera
O céu
Posso flutuar como uma águia
Posso flutuar como avião
Mas se não tiver asas
Tenho um céu magnífico na cabeça
Pra sonhar, pra imaginar
Pra almejar se chegar
No céu do infinito, no céu do paraíso
Sem limites, mesmo com os pés no chão
Para quem olha pra cima e sonha alto
Não há caminhos para pernas paradas
Não há esperança para mentes travadas
No céu moram os anjos para nos abençoar
O céu traz esperança pra caminhar
O céu traz o horizonte pra se enxergar
Quando suas cortinas de nuvens se abrem
Decreta um novo dia que irá começar.
Mulher de cristal
Nela a beleza é decretada
Quando se olha é água da fonte
Brilhante como o crepúsculo celestial
Fascinante como o sobrenatural
O reflexo cega os olhos
Confunde os sentidos
Tanta beleza num só mirífico
Sereia desnuda
Ornamentada pelas águas
Com vestido de cascata
Cabelos de itororós
Coroa de gálio
Desfilando na angra de cristal.
A rosa
Seus olhos brilham como rubi
Refletem os verões e os invernos
As flores verdejantes e os aromas apaixonantes
A inspiração de se entregar
Imaginações inquietas tomam formas
Espelho inteiro que reflete a beleza do jardim
Onde só há concreto
E pedaços de raizes perdidas na calçada
A pressa exarcebada dos lobistas ansiosos
Seus olhos de vinho docificam o tônus da sua face
Suas mãos calejadas ficam suaves
Como brisa que arrepia a pele
Seus olhos são reflexo
De tudo que tem romance
Você é como uma rosa que permanece
Cheia de pulcritude e perfume
Colorindo o centro da sala.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Aquela areia do passado é desmachada pelos ventos. Nada é como antes, nada fica igual, nem os grãos.
As dunas do passado quando assombram o presente, precisam de ventos fortes pra desmanchar e
abrir os caminhos. Tudo se integra e desintegra como areia para novos começos e recomeços.
Areia que voa, como ciclos que se integram e desintegram, formam e desmancham. Desliza nas mais variadas formas, que serve de chão quando endurecida pra sustentar a confiança, e pó quando dispersada pra firmar a esperança. Nas andanças da vida, de um lado para o outro, um eremita caminhante como um grão.
Nunca desista dos seus sonhos! A vida é uma magia, que ninguém sabe como começou ou como vai terminar! A única coisa que sei que ela acontece e essa chance não quero desperdiçar! Viva a vida! Com todas suas cores! Com todas suas contradições! Viva a vida até as últimas consequências! Porque não sabemos se outra grande e maravilhosa oportunidade teremos novamente! Então, todos os problemas perto da vida são minúsculos!
Sambando na chuva da noite
Sou como sou!
e você é como é!
Então somos como somos!
Não exijo nada de você e nem você de mim!
Então vamos nos jogar na chuva!
Molhar nossas cabeças!
Esquecer das nossas diferenças!
Que competimos pelos mesmos ideais!
Nossos dissabores! Nossas desavenças!
Vamos nos jogar na chuva!
E molhar nossa consciência!
Rebatizar nossas ideias!
Esquecer nossas bobeiras!
Somos dois palhaços querendo nos divertir!
Sambando o samba do amor!
Nessa noite quente! Juntos! Até amanhecer!
Vamos nos jogar!
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