Leve como Passaro

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Anestesia

Ao sentir o sabor, as partículas, o vinho como um todo, sinto-me relaxado, sensação de anestesia e rebeldia.

Dez horas da manhã e já sinto-me levemente alterado. É, sensação de anestesia.

Cigaretto;
Vinho;
Sedativo;
Música.

O ‘quarteto fantástico’ que asfixia minha disforia, minha angústia e minha melancolia.

Ao colocar uma dessas coisas para dentro, todos os problemas se vão.

— Lorenzo Almeida. (25.10.24).

UM CONTO ITALIANO🇮🇹



As colinas da Toscana ondulavam sob a luz prateada da lua, como um mar silencioso de vinhedos. O ar tinha cheiro de alecrim e uvas maduras quando Giulia, filha de viticultores, atravessou o campo carregando um pequeno caderno de couro preso ao peito.


O caderno não era dela. Era do avô, morto há poucos meses — o homem que guardava segredos tão antigos quanto as oliveiras que cercavam a casa da família.


Giulia só o encontrara naquela tarde, escondido dentro de uma gaveta trancada.


Quando chegou ao topo da colina, avistou Marco, o restaurador de igrejas que trabalhava na vila vizinha. Ele estava sentado no muro de pedra, observando o brilho da lua sobre os vinhedos.


— Non riesci a dormire? — perguntou ele.


Giulia respirou fundo e mostrou o caderno.
— Encontrei isto… e acho que há algo aqui que meu avô queria que eu descobrisse.


Marco se aproximou, curioso. Giulia abriu o caderno e revelou um desenho: um mapa simples, feito a carvão, marcando um ponto entre duas fileiras de cipestres. Ao lado, havia apenas uma frase:
“A verdade floresce apenas à luz da lua.”


Intrigados, caminharam até o local indicado. Quando chegaram, perceberam que o chão estava mais solto ali, como se alguém tivesse cavado recentemente.


Marco ajoelhou-se e removeu a terra, descobrindo uma caixa de madeira antiga. Giulia abriu com as mãos trêmulas.


Dentro havia cartas — dezenas delas — escritas pela avó de Giulia para um homem cujo nome ela nunca ouvira antes: Alessandro.


Em cada carta, uma história de amor proibido.
Em cada frase, a dor de ter escolhido um casamento arranjado em vez do homem que realmente amava.


Giulia engoliu seco.
— Minha avó… ela nunca falou disso.


Marco colocou a mão no ombro dela.
— Talvez ela tenha querido que você soubesse agora. Para entender que a vida é curta demais para esconder sentimentos.


Giulia levantou o rosto na direção da lua. As colinas pareciam sussurrar histórias antigas.


Ela olhou para Marco, percebendo naquele instante algo que tentava ignorar há meses:
os sentimentos que cresciam entre eles, silenciosos como as noites toscanas.


Marco sorriu, suave.
— La luna custodisce segreti… ma rivela anche ciò che conta davvero.


E ali, sob o luar da Toscana, enquanto as cartas antigas balançavam ao vento, um novo segredo começou a nascer — não para ser escondido, mas para ser vivido.

Viva o presente sempre com expectativas e otimismo no futuro como de alquém que sonhar com aquilo que pra muitos é impossível,,

⁠Como ter paz se o desânimo, o cansaço, a dor, a incompreensão, a falta de aceitação, pouco tempo e a ansiedade vêm à tona?

Parasita


Essa história é uma que não começa: ela já está no meio. É como uma ampulheta que girou e parou na metade do tempo. Certa vez, uma menina descobriu três coisas: um parasita, uma amizade e uma cobra. Os três estavam dentro dela.
A amizade respondeu para ela da seguinte maneira:
"O parasita que está com você é mais leve que o meu."
A amizade guiou a menina até a suposta cura, em um rio, e disse:
"Esse rio é o fluxo da vida. Se há cura para um parasita, está nele."
O amigo evaporou, deixando-a sozinha. Ela entrou no rio, onde foi puxada. O parasita estava no coração da menina — e era mortal. Ele puxou o coração da garota e emergiu como uma cobra.
Depois dessa descoberta, a história voltou ao início, e ela fez sua última descoberta: aquele parasita só consumia meninas cuja história não tinha início — apenas meio e fim.
Ellen De 🌷

As taxas mantém as empresas funcionando, mas as taxas altas sobrecarregam o sistema como um todo.


@ManualDoInvestidor

Nunca perca a fé diante das adversidades, pois somos amados pelo senhor como pessoas únicas e individuais aos olhos dele, mas que possamos nos banhar em amor coletivo.

Como é ruim estar de segunda pessoa na vida de alguém que tanto amamos, não importa o que façamos, nunca seremos vistos e nem alugaremos nem sequer um espaço no coração dela.

É curioso como podemos nos investir tanto em alguém que admiramos, sem receber o mesmo retorno. A frustração e o desânimo podem ser esmagadores quando percebemos que nosso entusiasmo não é correspondido. É como se estivéssemos gritando em um vazio, sem eco, sem resposta.


Mas, talvez seja hora de refletir sobre o que essa admiração diz sobre nós mesmos. O que é que nos atrai tanto nessa pessoa? É o que ela representa? É o que ela alcança? Ou é algo mais profundo?


Não é fácil admitir, mas às vezes precisamos nos afastar dessas pessoas para nos reconectar conosco mesmo. Para lembrar que nossa autoestima e nosso valor não dependem da validação de ninguém. Que podemos brilhar por conta própria, sem precisar de alguém para nos iluminar.


A distância pode ser necessária para que possamos redescobrir nosso próprio brilho, nossa própria voz. E quem sabe, talvez encontremos novas pessoas que nos vejam, que nos ouçam e que nos valorizem pelo que somos.

"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.

Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.

Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.

Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.

Porém conquistei
o que tanto havia almejado.

Como acaba minha história?

“Quem vê romance em curtida tá usando carência como lente.”

A borboleta e o lirio




O lírio ergue-se, altivo,
como templo branco no jardim das eras.
Enraizado no mistério,
não se curva ao vento,
não se rende ao efêmero.


A borboleta o busca,
peregrina das auroras,
traz no voo a lembrança dos mundos,
na cor das asas —
o sopro das almas que já se amaram.


Ela pousa,
e em silêncio o universo desperta:
pétala e asa não se tocam apenas,
se reconhecem.
É a paixão que não se mede em carne,
mas em eternidade.


O lírio permanece,
irredutível em sua pureza,
e a borboleta dança,
abandonando o tempo a cada batida de asa.
São diferentes como raiz e vento,
mas unidos como chama e oxigênio.


Na eternidade, não há fronteira.
O amor deles não é desta vida —
é um cântico gravado na alma do cosmos,
onde o lírio espera,
e a borboleta retorna,
sempre, sempre.

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Acordar.
Vestir o corpo como se fosse armadura.
Engolir o tempo com gosto de ferrugem.
Fingir que há sentido na estrutura.

Trabalhar.
Ser útil, mesmo sem querer.
Ser peça, mesmo sem encaixe.
Ser silêncio, mesmo ao sofrer.

Não pensar.
Pensar dói mais que o turno.
Pensar é lembrar que não há futuro.
Pensar é ver que tudo é muro.

Sobreviver.
Não por escolha, mas por falta de opção.
Não por sonho, mas por obrigação.
Não por vida, mas por função.




Jerónimo Cesarina

Não me dou a outro lugar, nem amo a qualquer um; — minha relação com Campos Belos, é como a de um filho ligado à mãe, em carinho e amor. Assim é que somos.

“Alguns dizem ‘te amo’ como quem diz ‘obrigado’: por costume, e não por sentimento.”

Como vou morrer de amor?
Se meu amor por ti é que me faz viver?

"O passado mal resolvido é como dívida antiga: se você não quitar, ele cobra juros no presente."

Podemos aprender muito com os outros, inclusive não ser como alguns deles!

A minha vida é como o arco-íris. Você só vai compreender quando entender os sentimentos de cada cor.