Letras

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⁠Além das cinco
tristes letras,
Na folhagem
verde não
há quem
permita,
O amor abrir
uma fresta
para entrar;
Quando será
que esse
pesadelo
irá terminar?

Lideranças
foram presas,
Uma foi solta
e a outra segue
como está,
Creio que nem
tudo possa ser
culpa exclusiva
do poder
que segue,
Mas deve
ser obra
autônoma
de quem
sente que
manda sem
nada mandar,
tipo deputados
presos e soltos,
Sem ninguém
nos explicar.

Antes do
amanhecer
deste final
de semana,
sempre quis
o seu coração
para sempre
tocar no afã
dessa história
nunca mais
me amargar,
O quê falta
para você
me escutar?

Quero crer que o pesadelo
do General e da tropa já vai terminar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A cautela exigida
Que eu deveria ter
Por andar sozinha
E nua nessas letras,
É fazer a mensagem
Caber na métrica.

Não consigo retê-la
Porque a injustiça
Assombra o peito,
Ela criou o preso
E arremessou
Para bem longe
A cons(ciência)
Da tua cabeça.

A liberdade espraiou
Nos corações
Dos eleitos guardiões
Das Américas,
Os sinos não hão
De dobrar nem por ti,
Devolva cada filho
Da onde o senhor
Não deveria ter tirado
Da austral realidade,
Aprenda a conviver
Com a verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minh'alma feita de poesia
resume a essência da poetisa
pintada pelas tintas das letras,
A palavra não me pertence;
e ensinar a lidar com ela é missão
amorosa para com a nossa gente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como os Reis Magos
visitaram o Senhor Menino
na abençoada Belém,
Que minha letras visitem
os corações de todos vocês.

Peço e insisto pela liberdade
da tropa e do General
que por todos eles persisto,
e como poeta jamais
desisto da História recordar.

O ouro do encontro,
do diálogo e da reconciliação,
é o quê desejo que haja
com os presos de consciência
de todo o meu coração.

O incenso da pacificação
seja renovado e perene
como oferta ao Pai
com os presos de consciência
em verdade e liberdade.

A mirra venha perfumar
as vossas mãos ao decidirem
libertar os presos de consciência
e a voltar a pensar no melhor
destino para si e para toda a Nação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Acróstico


Hoje escrevi um Acróstico
com todas as letras
do teu lindo nome,
e guardei num lugar
bem escondido
como quem acorda
um compromisso
íntimo com o tempo.

⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As ideias de mãos
dadas com as letras
formam versos
e com as rimas
vão com as rodas
e formando as estrofes,
E todos alinhados
dançam a Quadrilha,
Assim é que está feita
a poesia de Festa Junina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem dera cada
uma de minhas letras
pudessem ser água
durante as preces
de Bento Milagroso
pelas ruas de Recife
e do mundo para curar
nos corações alheios
do gosto pelos conflitos
para que não aja mais aflitos,
Peço ao Bom Deus que
atenda os meus pedidos...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No Golfo do México
sou Ahuehuete
sob o Sol do Universo
em letras de ouro

Desde o meu nascimento
sei o lugar e destino
que foi por Deus escolhido
em pleno México

Não quero o quê não é meu,
e não quero que ninguém
queira o quê nasceu meu

Este Golfo com mar e chão
pertencem a minh'alma
e ao corpo de todo o coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Navegar nas letras
de Alonso de Santa Cruz
como quem navega
pelas Pequenas Antilhas.

Nas areias rosadas
viver a poesia
de escrever o seu
nome em La Orchila.

Ver as estrelas ali
onde elas são mais visíveis
mesmo na imaginação.

Se for para ser só meu
o teu tempo embarcação
haverá de encontrar a direção.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Da América do Sul
eu sou o último
soldado da trincheira,
Poema de sete
assentamentos,
Letras de sete
indomáveis ventos
agitando o mar
para a memória
jamais se apagar.

A ironia orquestrada
a palavra descumprida,
não serão ultimatos,
porque o justo sempre
há de ser irrenunciável,
a história, a verdade
e os fatos jamais
serão apagados.

Neste oceânico
poemário altivo
como o vale
e de uma história
que envolve
uma questão
não honrada,
e uma injustiça
cometida no dia
primeiro que por
haverá sempre
de ser relembrada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As dores dos teus olhos
inundaram os olhos meus
como chuva de lirídeas
regando as minhas letras.

Você ainda não sabe
o quê é ter meus cabelos
com doçura amorosa
entre os teus dedos:
te busquei e me corrigi.

Ao lado da minha janela
para diminuir a distância
tenho rosas damascenas
porque estou a tua espera.

Você ainda não percebeu
que eu sou de verdade,
a tua Lua Cheia beijando
as montanhas em liberdade:
te quero como você sabe.

Os fios dos nossos destinos
estão entrelaçados nos bilros
muito além da Fortaleza
de São José da Ponta Grossa.

Você ainda em silêncio,
e eu no mesmo caminho,
em contemplação adentro
do amor que sendo tecido
pelas mãos do Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Virou rotina ser confundida
como ativista porque
a minha mística, letras e rimas
caminham com os povos,
erguem bandeiras,
escalam fortalezas
atravessam as grades
de penitenciárias
de segurança máxima
e estão presentes nos apertos
de mãos entre tropas
de todas as fronteiras,...
Não tenho o quê esconder:
apenas sou mais uma voz
dentre tantos outros poetas
das nossas Américas,
Sou mais uma que escreve
aos ventos que
correm pelo meu país
onde as cidades
voltaram a ser feudos
e os Estados a ser capitanias;
Por aqui atiraram a nossa
sagrada unidade pela janela,
e ninguém mais sabe chegar
a um comum acordo nesta terra,
Em mil partes me divido
pelo continente para mostrar
que na Bolívia e por tantos
outros lugares vozes
podem ser silenciadas
rapidamente muito mais
que sessenta e sete vezes,...
A cada instante por cada
preso político seja no
Chile silencioso ou por
quem precisar uma
prece todo o dia elevo
e poemas para tropas
escrevo e notícias
de liberdade para um
General que foi preso
inocente ainda espero,
porque alguém
haverá de surgir
e toda esta gente libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Letras desbarrancadas
de muito cansaço
de tanto se queixar
as margens da BR-470
na cidade de Gaspar,
aqui em Santa Catarina,
somos vozes isoladas
de um vício antigo
que não é só brasileiro
e está espalhado por
toda a América Latina,

Nesta estrada federal
onde há espécies
raras de árvores que
o Homem se sente
autorizado a derrubar
do Pau-Brasil
ao Jequitibá-Rosa,
Nada escapa do radar
desta gente ambiciosa
que insistem o país
da gente descaracterizar;

Letras muito cansadas
de gritar pela vida,
pela liberdade
de consciência
e pelos nossos
povos originários,
nós latino-americanos
estamos sufocados
vencendo barreiras
para no futuro
a memória
em todas as escalas
não ser desaparecida,
No meio dos Mapuches
que ainda esperam
pela justiça lenta,
as minhas letras
estou no meio da tropa
que o fel da rotina arde
mais do que gás pimenta
neste mês de março
que a prisão injusta
que o General está,
e a fé de todos experimenta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Peço que não
te esqueças:
mataram
o Capitão-de-Corveta,
Lá no Inferno
de cinco letras.

Uma parte de mim
é a que fica
por ser indígena,
E a outra parte
é a que vai
por ser nômade.

Fico naquilo que
me interesso
e largo de mão
aquilo que maltrata
o meu coração,
Trajetória de
quem não
aceita retrocesso,
E não entra em
queda de braço
com ninguém.

Não te esqueças
para não eximir
de quem tem
o dever de
dar conta
dos paradeiros
do General preso
injustamente
e de outros prisioneiros.

(Reféns das circunstâncias)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dos oficiais
presos no inferno
de cinco letras
se desconhecem
o estado de saúde
desde o fatídico
dia 30 de abril,
Em absoluto
ninguém sabe
ou sequer viu;
A medida cautelar
que eles receberam
foi a coletiva,
Ela também alcança
o direito do General
de acesso a Justiça.

Para saber quando
irá findar o sufoco
da Serra Aracamuni
não há previsão,
percebo o estrago
da exploração mineral,
O coração do território
Yanomami foi ferido;
Não há mais como
recuperar prejuízo,
É preciso preservar
o pouco que restou.

Não que me falte
algum tipo de fé,
Ou tenha feito
pouco do que vem
sofrendo o povo;
Mas esse jogo
de tomar embaixada
parece até brincadeira
de banco imobiliário,
Um episódio
de mau gosto
que anda
atrasando a vida
do povo que se
encontra em diáspora.

O assunto é polêmico,
nem deveria nem
ser comentado por
esse poemário:
um Major foi
encontrado
morto num hotel,
Percebi alguma
silenciação sobre
a manchete e não
há sequer
alguma direção
ou suspeito,
Talvez seja
o abatimento
de uma Nação
por tanto sofrimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os teus olhos decifram

[Intimamente,

As aldeias que habitam

[Simplesmente,

Nas letras dos poemas

[Essencialmente,

E pertencentes a nós

[Seguramente,

Os teus olhos leem

[Secretamente,

Os versos do meu corpo

Rimando [discretamente.


Tão terna e discreta canção

Deste-me uma infinita [emoção],

De saber que moro no teu coração.



Não será difícil a gente se rever,

[Certamente,

Não será difícil a gente se tocar,

[Sensualmente,

Não será difícil porque o desejo age

Em nós [consensualmente].



Não precisamos sequer falar,

O teu desejo é o [meu,

Os nossos olhos sabem decifrar,

Tudo o quê o amor já [leu,

No beijo que sabe libertar-se, enfim.



Não há nada impossível para [nós,

O tempo um dia há de ser albatroz,

Que pousará num distante [cais,

E juntos deixaremos tudo para trás...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Senhora de todas as letras,

Escrevo para o amor que virá,

Como um canto baixinho

- embalando -

O amor que comigo está.



Poetisa intimista,

Escrevo sobre o amor que virá,

Lindo me iluminará,

Mais brilhante do que as estrelas,

E tão vibrante quanto o luar,

Creio que comigo você ficará.



Senhora do meu próprio destino,

Sonho com o teu amor divino,

Com o arco-íris do teu olhar,

- magistral -

Com a delicadeza das minhas

- letras -

Irei te encantar...



Para escrever,

- basta crer

No amor que está para nascer,

E no fermento poético,

Que é capaz de fazê-lo alvorecer,

Acredite no amor como eu acredito,

- ele vive dentro de você

Só assim você fará o amor acontecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Percebemos com todas

- as letras -

E guardamos com cuidado

O caminho a ser percorrido,

Para mantê-lo preservado:

Fazemos do amor um jardim

- inviolável.



Sabemos com gaúdio,

Que o cortejo de um coração

Requer grande gala - e festa ...

O delicado recato esconde

No delicioso desacato,

é pura sede de regozijo!...



Tu vais levando mil imagens

Das minhas palavras carregadas

E afinadas com as fantasias,

Que posso realizá-las

Com o meu feitiço amável,

tenho por ti um desejo inefável.



Conhecemos as asas da liberdade,

E cada passo da boa diversão,

Que só ela pode proporcionar.

Somos poetas e maduros o bastante

Para valorizar cada minuto do belo,

- consciência -

que só o amor pode proporcionar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O rebanho de nuvens
deu licença às letras
que brilham no céu,
a busca por um amor
que seja feito de mel
invade como oceano
a penetrar nas areias
como contos de sereias.

A coragem de ficar
nesta noite de luar,
e dela não mais sair
à espera do amor
derradeiro vir buscar
ou de fato encontrar
as delícias do paraíso.

A peregrina distraída
ainda acredita que
deverá atravessar
galáxias, que o amor
se encontra em exílio
ou não é mais possível;
só sei que quando surgir
haverá de ser incrível...

Inserida por anna_flavia_schmitt

O som deste poema é auto

de confissão de uma paixão,

A viola é a haste de letras

tão irisadas quanto doídas,

A vida poderia ter nos unido

de tanto que nos amávamos,

Os versos que saem em todos

os tons e o peito que alto

Se declara culpado por não

ter os desafios por ti enfrentado.





Bailarina da minha dor,

Poetisa sem rima,

Concubina da Literatura,

Declaro ao Universo:

- Eu te pertenço, ainda sou tua!



Profetiza de um amor,

Fiel sem pastor,

Colombina sem Pierrô,

Declaro ao Inferno:

- Eu vencerei a pena com louvor!...



O tom que grita este poema e auto

de confissão deste coração,

É viola que cairá nas mãos

do violeiro amado,

O exílio que te forçaram

nunca fará de ti um amor

Esquecido e deste peito apagado.

Inserida por anna_flavia_schmitt